PERDÃO…

Salve Deus!

 

Perdoar é para os fortes, porque os fracos sempre farão os mesmos erros do passado.

 

Quando Jesus veio para a terra ele pregou o amor ao próximo ensinando que o perdão é uma condição sublime de evolução, porque é perdoando que seremos perdoados e amando que seremos amados. O que muitos não compreendem dentro de uma lei universal é o sinal da cruz que cada um carrega em suas costas, sim, pois quanto mais pesada mais desequilibrada ficam as vidas.

 

Muitos não admitem perdoar porque se acham melhores que seu próximo e partem para as duras jornadas em que as pedras se formam no destino karmico. Como é fácil plantar uma energia negativa de falsidade no coração dos expectadores, mas como é difícil extrair ela depois das entranhas do convívio cristão.

 

Procurando o roteiro deste sacerdócio onde exemplificamos a construção de um novo caminho pelas árduas veredas das mentes aprisionadas na sua existência animal e não espiritual, vemos os espíritos conturbados pela dor, pela necessidade de quebrar os cristais e sendo aplaudidos de pé, porque assim foi dito na terra que o homem jamais teria paz, a sua paz interior.

 

O espirito de uma mulher chegou aqui de madrugada deslocado se sua agonia física pedindo ajuda. Perdoar, então eu continuaria acreditando que seria tão fácil assim um espirito mudar sua condição, porque existem três oportunidades de aceitação e já foram queimadas todas. São três sinais que refletem no horizonte e estabelecem a vida encarnatória.

 

Eu fiquei observando o temperamento de seu pedido. Ali naquele momento a dor fez esta condição de humildade, mas e depois que a dor for curada, que ela passar, votaria a ser a mesma coisa.

 

Vou ser mais claro com este exemplo: Tia Neiva estava na casa grande e pediu ao seu secretario Alencar que ligasse para um filho doutrinador que estava trabalhando no senado, para que ele viesse falar com ela o mais rápido possível. O mestre chegou rapidinho e se colocando a sua disposição aguardou a sua chamada. Sentado ele olhava para Tia esperando saber do que se tratava. Foi então que Tia pediu para que ele fizesse algumas mudanças dentro da casa grande. Mudando armários de um lado para outro, objetos que eram até pesados. O mestre fez tudo como ela ordenou e depois disso ela agradeceu e pediu que retornasse para seu trabalho. O motivo disso era um acerto de contas que ele iria ter com seu cobrador espiritual. O espirito iria causar um acidente com morte, e o mestre não tinha bônus para pagar este acerto. Quando ele fez este serviço para a clarividente ele recebeu alguns bônus que foram suficientes para pagar esta divida. Ela mesma pagou aquela divida em seu nome e assim o livrou do desencarne. Eu vi Tia Neiva comprar muitos jaguares que estavam jurados de morte. Eu só tenho a agradecer por ela ter construído este alicerce de amor e justiça.

 

Foi então que a mulher veio pedir perdão, mas não baixou sua cabeça, falou sem amor, falou por falar, porque aprendeu na doutrina esta condição. Quando se pede perdão tem que ser de coração e não palavras que se perdem com o vento. Não adianta nada ter uma dupla personalidade, ser confundida pela aparência, porque a própria história guarda os segredos das juras transcendentais.

 

Uma coisa que eu aprendi nestas viagens é respeitar. São juras trancafiadas a sete chaves que permanecem inalteradas pelo destino. Ninguém se ama de verdade, mesmo os casais que se unem pelos laços matrimoniais de vez em quando se debatem pelas incertezas. Quando o verdadeiro amor surge pelas arestas do coração, aí sim, nada impede que a felicidade floresça como rama espalhadas pelos vales. Mas pode ser um pouco tarde para aproveitar este momento, seria a hora da partida.

 

O verdadeiro amor incondicional ainda não existe nesta terra. Eu seria até injusto comigo mesmo se eu disse ao contrario, porque cada um busca a sua recompensa, busca o seu caminho dentro de sua ilusão. Todos buscam o seu amor sem saber ou conhecer cada coração.

 

Simplicidade foi o que me pediu Seta Branca. Nós já nos perdemos pelas leis da terra e causamos muita dor e sofrimento ao próximo executando-as. Seguimos ao pé da letra e sufocamos os espíritos em suas juras causando sua morte sentimental. Simplicidade do espirito empreendedor que desamarra os nós karmicos separando do grande novelo empoeirado.

 

A magia é naturalmente composta pela variação do eu na matéria. Sem matéria os fatos ficam expostos na vitrine do conhecimento. Conhecer sem amor é o mesmo que ser ignorante amando. A quem queremos enganar.

 

Eu não posso abrir este momento para não despertar a ira dos que ficaram para trás. Se você pretende alcançar seus irmãos que confiaram em si mesmos, corra contra o tempo e junte-se aos demais. Eles já estão bem à frente das suas opiniões e necessidades.

 

Quando aqui uma força chega pedindo passagem pela terra eu, dependendo se é negativa ou positiva, abro ou não os portais. Tudo é feito por precisão cirúrgica. Tudo é feito do céu para a terra. Como na quarta em que foi pedido um trabalho especial refazendo o caminho dos velhos contemporâneos. Nossa Mãe Iemanjá chegou com seu Reino Encantado e distribuiu os fenômenos da cura. Reino de Iemanjá é algo muito especial, muito além de nossa afirmação.

 

As indumentárias brilhavam como réstias do sol. As ninfas sentiram o calor desta energia condensada que pelo respingar do suor desceram até o solo sagrado. A energia foi impregnada, tudo foi uma contagem, foi à pureza de um amor incondicional.

 

Foi então que a mulher não baixando sua cabeça seguiu seu destino. Espero em Deus que ela não contamine os demais com sua astucia de plantar a semente vingativa contra a casa de Seta Branca. Tudo pode se voltar contra sua decisão. Se o martelo bater, Salve Deus, a vida segue em outras origens.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

03.03.2018

 

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