OS ESCOLHIDOS…

Salve Deus!

 

Começo a entender que não fomos escolhidos para uma missão.

 

Quarta-feira, dia de trabalho, comumente nós nos organizamos em equipes que darão suporte para a chegada das forças do céu para a terra. Essa movimentação de pessoas ilustres abrirão os portais de comunicação com vários planos formando um cinturão de amor e justiça. Amor pelas vitimas e justiça pelos feitos.

 

Foi diferente nesta quarta, sim, muito diferente. Havia uma luz singular que florava do cristo para o radar de comando. Estávamos diante de um fenômeno especial, algo que iria traduzir nossa preparação no roteiro deste sacerdócio.

_ Parem tudo, parem os vossos pensamentos, parem suas perguntas, escutem a voz direta do céu!

 

O rito da essência divina alardeou o solo sagrado, uma ilustre presença já estava se formando, a força do nosso amor dentro da nossa individualidade. Cada médium forma o seu amor em conformidade ao seu entendimento, uns pensam assim, outros de outra maneira, mas enfim, é isso que nos torna especiais. Cada um dentro do seu aleda forma o seu coração dentro de sua mediunidade.

 

Ao abrir o comando geral, a luz começou a brilhar com mais intensidade, figurando um momento de preparação. Seguindo a marcha evolutiva dentro da via sagrada cada um buscou a sua origem, a sua cultura, o seu momento de estase. No momento das emissões eu registrei a linha mater imprescindível ao desenvolvimento formara um canal direto entre os planos, fomos ouvidos no Reino de Iemanjá. As sereias e o povo dos mares chegaram com a corte e assim produziram um efeito curador abastecendo nossos reservatórios de luz. Sabe aquele momento em que você quantifica seu valor histórico, sim, a graduação do sol interior e não do efeito físico. Foi assim, as energias desceram simetricamente sobre o templo e se expandiram pelos vórtices atômicos. O templo ficou com uma energia rarefeita, formamos o cruzamento da terra com o céu. É diferente de quando emitimos na linha horizontal e depois verticalizamos, aqui foi diferente, porque começou primeiro pelo céu e depois veio para a terra.

 

As emissões do povo se cruzaram as diversas formas de vida e isso sem obstáculo, sem paredes, sem formar o negativismo humano. No radar eu deslumbrava as forças criadoras que estavam sustentadas pela rainha do mar. Aos poucos o calor foi subindo pelas articulações, foram aquecendo as faces e desimpregando as energias acrisoladas pela aura. O suor escorria chegando a pingar no solo, uma forma de limpeza do coração, da alma.

 

Os espíritos que estavam acrisolados na atmosfera circunstancial foram redimidos pela força do jaguar dentro de sua tribo. Nós jaguares somos descendentes de muitas tribos que compõe esta de Seta Branca. Cada qual em sua raiz, sua origem, faz a sua cultura provando do cálice da vida eterna. O mesmo cálice do cristo do calvário que representa hoje a vida iniciática.

 

A pior coisa é manter um espirito preso sabendo que ele irá sofrer as terríveis vibrações dos seus algozes. As juras transcendentais são como um remédio amargo que manipula no éter a sua conjuração.

 

Já de manhã ele estava aqui no meu leito. Não está feliz, está sofrendo a sua amargura, a sua dificuldade de entendimento. Sim, jaguares, a libertação do físico não quer dizer libertação do espirito. Pode se libertar do físico, mas irá carregar os martírios de sua vida além-corpo físico.

 

O sofrimento causado em vida, as dores provocadas ao próximo, às noites sem luar. Somos nós as nossas vitimas do passado, do presente e do futuro.

 

Assim, depois do ritual das forças de Iemanjá, ela desceu, ela veio abençoar suas filhas, as ninfas deste amanhecer. O esclarecimento não consta das leis deixadas nos pergaminhos da vida, porque a conjunção dos fatores se dá além a consciência animal. O que acontece é um fator isolado, onde cada um carrega o que entendeu da sublime manifestação mediúnica.

 

Exemplo: O que chega aqui não chega a outros pontos do sistema, porque aqui foi escolhido para desagregar os fatores de uma existência. São os chamados portais interdimensionais, é diferente, são poucos que os mantém acesos podendo ser abertos a qualquer hora do dia e da noite. Quando se abre um portal pode ser distinto em sua natureza, sim, pois a convergência natural dos fenômenos da antimatéria qualifica o seu autor.

 

No templo, na sua maior profundidade, os resgates são feitos sem a visão natural dos fenômenos. Muitos espíritos chegam para cuidar da oferenda sem desejar respostas. Quando depositamos no altar divino as nossas preces, elas são como oferendas, elas são levadas e entregues aos necessitados que podem estar encarnados ou desencarnados.

 

A sua maior oferenda é a sua prece aos aflitos e desamparados.

Hoje Pai João de Enoque está aqui esperando dar a hora de descer e fazer a sua reparação. Marquei depois das 15 horas para este reencontro dentro do nosso sistema mediúnico. A Cigana já se apresentou. Ela é filha dele em outra passagem, porque consolidamos um ato pela nossa missão. Descemos o grande abismo da intelectualidade em busca dos restos deixados no charme. Vamos filtrar este poder divino pelo Santo Nono, dentro da nossa individualidade. Não vamos fazer um arrastão, mas respeitando cada ser que forma os oráculos dentro do seu coração.

 

Desejo um pouco mais de amor e compreensão pelos nossos ais. Quando eu disse que não fomos escolhidos para uma missão é pelo resultado das aberrações que estamos presenciando nesta corte.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

01.03.2018

 

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