PRINCESA ALINE

Salve Deus!

 

Os trabalhos estão dentro da mais alta hierarquia.

 

Antes a palestra, depois as recomendações para finalmente preparar o templo para a chegada das forças. Nesta preparação de quarta-feira, a corte das Dharman Oxinto, tendo a sua frente à Princesa Aline chegou. Quando elas abriram o portal de integração com o solo sagrado às forças de Simiromba de Deus já estavam se formando na horizontal. Seta Branca está no comando, Salve Deus.

_ Salve Deus meus irmãos! Seta Branca está no comando desta nave e a ele pertence nossos sentimentos de amor, caridade e esperança! Princesa Aline está trazendo a corte, a sua falange missionária, para então formar nosso caminho!

 

Seta Branca não exige nada de ninguém, muito menos a sua presença nos condiciona ao terceiro plano, ele é ombro a ombro, um missionário de Cristo que veio para fazer, conquistar e abrir as fronteiras do desconhecido, nossas mentes.

 

Os trabalhos estavam pesados, estavam misturados, foi então que ele abriu seu comando espiritual e ali fez um trabalho de defumação especial. Foi com sua manipulação direcionando as forças e separando as energias. Todos sabem quando as energias se misturam elas não trazem a cura, elas formam no nosso plexo uma carga explosiva de sentimentos ruins. Nossos plexos assimilam toda espécie de energia, boa e ruim, mas nós podemos filtrar todas elas de forma a aproveitar somente o mínimo de cada uma para fazer nosso ritual.

 

Eu pedi ajuda ao Pai, sim, ao subir para o seu reino encantado me ajoelhei aos seus pés e supliquei a sua bondade, pois sozinho eu não estava dando conta de formar o meu continente. As forças rebeldes estavam florescendo como erva daninha e fomentando a descrença na nossa missão. Foi aí que Seta Branca desceu, diretamente, reformando as mentes e preparando o homem para suas diretrizes.

 

Quando no resgate dos espíritos mal amados ele plantou uma sementinha na porta do templo e agora regando com sua presença começam a aparecer os resultados. A sementinha está crescendo e tomando conta da nossa estrutura. Eu observo a sua presença no combate ao avanço das correntes negras que já se apossaram de muitos templos. Ele migrou e formou seu oráculo aqui em cima, de onde sentimos o seu amor.

 

No trabalho o resgate estava sendo sentido pelos médiuns, porque as energias se misturaram de tal forma que não havia distinção da boa e da ruim. Elas não se unificam, mas elas podem se misturar causando dor e sofrimento no plexo. Ninguém sabe qual o caminho a seguir, e aos poucos vai desmoronando em sua jornada.

 

Quando ele abriu o portal da grande estrela cadente e afrouxou as rédeas dos espíritos, a energia que ele manipulou nesta concentração atômica reformulou nossos plexos e chacras, mas os espíritos ainda se debatiam entre a certeza e incerteza de receberem esta desintegração. Vamos assim dizer, o fluxo energético subia e descia, ele formou um canal diretamente do reino central. Vocês ainda não viram o que seja uma corrente magnética, onde atrai e retrai pela força de um poder soberano que não mistifica a sua presença.

 

O conjunto de uma obra movimenta o circulo vital refazendo na contagem as conquistas de um povo. O trabalho que ele comandou ali, naquele momento, foi de uma defumação entre dois mundos. A defumação penetrava no espirito e a força induzida pela manifestação direta desprendia do templo as cargas negativas. Ele refez nossos plexos na balança universal.

 

O Pai está no comando desta pequena nave. De todas as suas naves, mas, porém, poucos estão escutando as vozes que ecoam pelo espaço e sem antenas receptivas elas se perdem no além-cosmo.

 

Escutem a voz de Seta Branca!

 

Foi então que a princesa Aline fez todo o ritual. Sob o comando de Seta Branca elas refizeram o caminho do mestre jaguar.

 

A história das missionárias Dharman Oxinto começa no Antigo Egito dos Ramsés, passa pelo verde Peloponeso, pelas planícies macedônicas, pelo Império Romano, pelos desertos da Palestina, pelas nobrezas húngaras, por convento da Aquitânia, pela ensolarada Andaluzia, pelas sinhás e sinhazinhas do Brasil Colônia, quando conviveram com os queridos Pretos Velhos que traziam nossas raízes indianas e africanas, e sempre foi marcada pela coragem e pela energia de suas ações. Nem sempre positivas, mas enérgicas. No antigo Egito, à época de Ramsés II, o Grande Deus era Amon-Rá, o Deus Sol, mas o povo rendia seu culto a Horus, o Deus-Falcão, representando a força da Terra, filho de Isis, a Lua, e Osiris, o Sol. Horibe, a suma sacerdotisa de Horus em Karnak, era a Princesa Aline reencarnada. Naquela época, o povo não entrava nos templos. Somente sacerdotes e sacerdotisas e os faraós tinham acesso aos recintos sagrados. O povo aguardava, do lado de fora, a manifestação dos deuses. E havia um grupo de sacerdotisas de Horus, lideradas por Horibe, que, com ajuda de Nefertari, a esposa do faraó Ramsés II, realizava grandes fenômenos entre aquela gente, portando energias maravilhosas, fazendo espantosas curas físicas e desobsessivas. Participando de grandes rituais, os poderes de Horibe eram tão grandiosos que ela passou a ser representada pela figura humana com cabeça de falcão – a cabeça de Horus, como se pode ver nas gravuras da época, onde se representa, também, a grande a afinidade entre Horibe e Nefertari. São muitas as representações de Nefertari dando a mão a Horibe, carregando a Cruz Ansanta, chave da Sabedoria, da Vida e da Morte. Essa união se fazia sempre presente. A maior festa ritualística da época era realizada quando Ramsés II retirava o símbolo de Amom-Ra de seu Oráculo, em Karnak, e o levava, velado, em procissão de barcos pelo Nilo, acompanhada pelo povo nas margens, até Luxor, onde ficava um mês. Ao final desse período, o cortejo se fazia na volta de Amon-Rá para seu Oráculo em Karnak, onde o barco era recepcionado, no palácio, por Nefertari, Horibe e as sacerdotisas de Horus. Pela grande energia de que era portador, esse grupo de sacerdotisas, liderado por Horibe, desempenhou importante papel no decorrer dos tempos, encarregando-se dos primeiros passos iniciáticos, conduzindo os mestres a serem consagrados pela Iniciação de Osiris. Quando a Rainha Exilada saiu da Grécia, tendo sido poupada sua vida por interferência de Pytia (uma das encarnações de Tia Neiva), como se revive hoje no Turigano, ela foi para um palácio na região do Delta do Nilo. Ali, se dedicou à cura de todos os necessitados que a procuravam, dando-lhes abrigo, e marcando, na trilha, a entrada para o palácio, com uma cruz. Era a Cruz do Caminho! E, para ajudá-la, por determinação expressa de Pytia, para ali foi, vindo do Egito, o grupo de sacerdotisas de Horus. Horibe já estava no Plano Espiritual, comandando suas Missionárias do Espaço, e emanando e protegendo o grupo que foi para a Cruz do Caminho. Em Delfos, Pytia organizou as primeiras falanges missionárias – Yuricys, Muruaicys e Jaçanãs -, e providenciou para que, na Cruz do Caminho, começassem as Iniciações Dharman Oxinto, que significa A CAMINHO DE DEUS, entregues às sacerdotisas de Horus, que receberam o nome de Missionárias Dharman Oxinto. Por isso, na Cruz do Caminho, onde são manipuladas as energias dos Ramsés e do Povo das Águas, as Dharman Oxinto têm lugar de honra e guarda a Mãe Yemanjá. E, através dos tempos, esse grupo de missionárias Dharman Oxinto permaneceu unido em várias encarnações, vindo sempre com muitas energias, dedicando-se aos trabalhos da Lei do Auxílio. Rainhas e princesas na Europa Central, ciganas maravilhosas da Andaluzia, escreveram histórias de coragem e de amor por onde passaram. Houve uma encarnação que viveram como freiras, na Idade Média, numa região próxima a Paris, chamada Aquitânia. Atendiam, em seu convento, às vítimas daqueles senhores feudais que viviam no luxo e na ambição, explorando os humildes. Aqueles reis poderosos, revoltados com o socorro que elas prestavam a suas vítimas, decidiram exterminá-las. Alertadas pelos Mentores, as freiras fugiram, e se refugiaram nas ruínas de um castelo, perdido no meio de grande floresta. Ali continuaram sua obra de assistência física e espiritual, sobrevivendo com mantimentos e roupas que aqueles pobres e humildes aldeões surrupiavam dos nobres em seus castelos, onde serviam. Eram chamadas as FADAS DA FLORESTA! Na Andaluzia, no sul da Espanha, formaram, em outra encarnação, um grupo de ciganas com muitos poderes, encantando nobres e reis com sua magia e sua beleza. Nessa época, a Princesa Aline liderava as Dharman Oxinto nos planos espirituais, mas tinham no espírito reencarnado de Nefertari sua líder. Por suas origens, têm missão de grande responsabilidade nos diversos trabalhos e rituais na atual transição para a Nova Era, no Vale do Amanhecer. São de sua responsabilidade os primeiros passos do mestre que começa sua jornada: a Autorização e a Iniciação. Sempre está representada na Elevação de Espadas. Faz honra e guarda a Mãe Yemanjá na Cruz do Caminho. Serve o vinho no Oráculo e na Estrela Sublimação. São comandantes dos Abatás especiais da Bênção de Pai Seta Branca. Mas isso não quer dizer que são as melhores, não! Isso significa, apenas, que têm grande responsabilidade, e devem dar o melhor de si, com muito amor, com muita segurança, para cumprir os compromissos que assumiram com a Espiritualidade, especialmente com a Princesa Aline, nos diversos trabalhos de alta precisão, tais como a Autorização, a Iniciação, o Oráculo, a Estrela Sublimação, o Leito Magnético e a Cruz do Caminho. A gola representa o leque de energias emitido pelo plexo, é toda de brilhante luz nas Dharman Oxinto do Espaço. Deve ser tratada com muito carinho, para se manter bonita e apresentável. Aliás, toda a indumentária deve ser bem cuidada. São uma réplica do que é usado nos Planos Espirituais, só que dentro das limitações de nossos materiais. Com o espírito de Horibe – Princesa Aline – no comando das Dharman Oxinto no Plano Espiritual, o comando da Falange, na Terra, ficou sob a responsabilidade do espírito de Nefertari, que, como foi explicado, não pertencia àquele grupo de sacerdotisas, razão pela qual a Primeira da Falange Missionária Dharman Oxinto tem indumentária e canto diferentes dos de suas componentes. No Leito Magnético e no Turigano, as Dharman Oxinto Sol e Lua não fazem o canto normal da falange, mas sim um especial.

 

Que fique registrado aqui neste mundo a força de um comando maior, Seta Branca, nosso Pai.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

08.02.2018

 

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