ESPIRITOS DESENCARNADOS

Salve Deus!

 

Tantos espíritos desencarnados que estão por aí e ninguém presta atenção.

 

À noite, como dizem, é uma criança, mas eu digo para quem ainda não cresceu espiritualmente. À noite para mim é um trabalho árduo cheio de mistérios. Por onde você passa espiritualmente tem gente morta sofrendo pedindo clemencia para sair dali.

 

Os espíritos sem conhecimento da magia ficam impregnados no local de seus desencarnes, eles não conseguem sair, não tem plena atividade geradora. Para eles saírem dali é preciso que venha um mentor e os leve embora, claro que respeitando seus livres arbítrios, se ele quiser seguir.

 

Ao passar por uma avenida deparei com um espirito de uma jovem mulata. Ela já estava ali a um bom tempo, pois fora atropelada nesta esquina da vida. Ela estava agachada, estava sem energias, estava se transformando. Ao passar por ela, ela me viu, estendeu suas mãos pedindo que eu a levasse dali. Saudade dos pais, dos irmãos, da família. O desespero tomou conta dela quando eu a ouvi e reparei o seu pedido, porque os transeuntes passavam sem dar atenção. Ela estava desencarnada e as pessoas encarnadas não a viam.

 

Cheguei a sua frente, me abaixei e a ergui com muita dificuldade. Ela tremia muito, falta de energia trás consequências desastrosas para os espíritos. Ao tocar em suas mãos a energia do jaguar penetrou em seu espirito, foi como uma descarga, um choque elétrico. Com isso ela se reanimou e logo foi restabelecendo sua memoria astral. Não estava com medo, estava suplicando ajuda.

 

Com muito carinho de mestre fui avaliando sua condição de sofredora, mas o impacto da morte foi muito grande.

_ Eu morri?

_ Sim! Você desencarnou!

_ Agora estou lembrando! O ônibus passou por cima de mim! Meu Deus! Eu só vi ferros e eu rolando por baixo!

_ Salve Deus!

 

Não a deixei mais falar para acabar com o trauma do espirito. Se ele ficar nesta sintonia nunca vai se libertar desta condição. Na doutrina nós aprendemos a manipular o nosso plexo em favor de milhares de espíritos que partiram em situações desagradáveis. Como desta jovem que morreu no descuido de sua falta de sintonia. Atravessou sem prestar atenção.

 

Logo um mentor de luz veio ajudar e amparando a jovem a foi levando embora. Ela ainda virou para trás e acenando se despediu. Pedi para ela confiar neste índio que iria ajuda-la muito no recomeço de sua jornada.  Ela não estava revoltada, estava traumatizada. Acho que pelo choque da morte, do acidente, não deu tempo de saber ao certo.

 

Fiquei olhando para aquele índio caminhando com ela, segurando e protegendo.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

05.02.2018

 

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