A MORTE DE UM CABOCLO

Salve Deus!

 

Como existe maldade no coração da humanidade.

 

De repente meus olhos pesaram. A energia estava pesada, estava cheirando morte, foi então que num cochilo o espirito do caboclo me procurou e me arrastou junto com ele sem uma direção especifica. Chegamos a um local a ermo, no meio de uma pequena clareira, onde ele habitava. Afundamo-nos na mata pelo riacho que despencava do morro e no meio ele me soltou. Parado com água pelos tornozelos eu fiquei olhando um corpo estendido enroscado pelos galhos e pelas raízes das árvores. Era do caboclo, era este espirito que veio me buscar para conhecer a sua morte.

 

Falava em um idioma que eu não compreendia, mas gesticulando ele mostrava que ali não foi a sua morte, mas em outro local perto de um sitio. Fiquei ali tentando entender esta situação quando um homem veio pela beira do córrego se desviando dos galhos olhando para todos os lados, como se estivesse procurando alguma coisa. O caboclo levantou seu dedo na direção dele, como querendo dizer algo. Entendi que este homem foi autor de sua morte e o jogou neste lugar tentando esconder seu corpo.

 

Eu fiquei em silencio, não me mexi, fiquei esperando alguma reação do matador. O caboclo por sua vez estava sério e o acompanhava, querendo justiça, querendo sua vingança. Estes caboclos são espíritos das matas, eles são a natureza mais profunda que existe na terra. Não são índios, são espíritos místicos, são como cuidadores da terra. A magia natural é para eles um convívio a vida e vivem assim, sem um lugar para esquentar seus corpos. Como eles vem eles seguem seus destinos.

 

Ao ver que o homem era branco, senti a energia negativa da morte em sua cabeça. Olhos que diziam a sua história, muitas mortes, um homem acostumado a não temer o que fazia, pois era pago para matar.

 

A energia que resultou deste encontro foi péssima, que coisa ruim, algo sufocante, triste e sem precedentes. Era a própria morte presente nesta viagem. O caboclo falava uma linguagem típica de sua tribo, espíritos das profundezas das matas.

 

A sua morte resultou na aproximação de minha missão, não porque sou diferente, mas porque posso captar estas transições dos espíritos diretamente em mim, sem precisar mediunizar. Dizemos que uma pessoa está com sua mediunidade à flor da pele, é porque a sua sensibilidade está aberta e ele absorve as energias que se propagam em seu caminho. Não existe fechamento do corpo, existe sim, aprimoramento do conhecimento.

 

Levantei, mas a energia continuava comigo. O caboclo fez as pazes com a sua natureza e agora, aqui comigo, ele vai se preparar para sua evolução. Pai seta Branca está arrastando todos que perderam suas vidas nestas encruzilhadas do destino karmico. A manifestação do amor que ele tem é como um imã que atrai os espíritos para junto dele. Ele precisa da nossa energia para poder se manifestar entre os encarnados, pois ele é sutil, uma energia celestial, não poderia chegar até nós. Assim a clarividente veio primeira e preparou o campo da psique humana para que ele pudesse chegar.

 

Com o conhecimento da formulação cientifica espiritual ela deixou nossos plexos preparados para que isso acontecesse. O Pai então pode descer com sua corte para nos aliviar das maldades humanas. Vejam que tudo foi uma preparação direta, perola por perola, assim foi constituída a usina humana para certificar a presença das luzes curadoras.

 

Os mestres esquecem que são tão importantes nesta metáfora dos espíritos que estão indo contra os princípios da preparação. Cada um aceitou estar nesta condição evolutiva, sim, se evoluir e evoluir, mas principalmente abrir as portas da terra para os futuros acontecimentos que chegarão. A presença de grandes aparelhos que iluminarão os céus está programada para acontecer e os olhos verão pela escuridão da noite os transeuntes de um mundo inferior.

 

O homem, o matador, ficou procurando alguma coisa que o incriminasse. Mas ele levou um susto quando o caboclo fez o vento soprar pelos arbustos se fazendo presente. Ele sentiu que havia mais gente por ali e tão logo saiu em disparada pelas matas. O caboclo correu atrás, eu fiquei ali, eu estava magnetizado. Foi um susto para mim, foi algo diferente, eu não tinha ainda batido de frente com algo semelhante.

 

Como eu digo, não existe sabedoria maior que sair do físico e olhar o espiritual diretamente em sua perfeição. Eu, ainda caminho aprendendo, porque quando eu penso que sei, as cosias mudam de repente me mostrando o outro lado. O Pai sempre me mostra por outro ângulo, através de sua presença eu aprendo a caminhar. Você quer falar com ele, abra seu coração e escute com sua mente as suas palavras.

 

Vamos ver como ficará esta viagem com este espirito. Tão logo ele se manifeste trará maior esclarecimento sobre sua história. Muitos irmãos brigam por tão poucas coisas que se pararem para pensar, nada disso valerá quando partirem.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

04.02.2018

 

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