FAMÍLIA

 

Salve Deus!

 

A humildade não está relacionada às conquistas.

 

Eu e minha ninfa fomos visitar uma família bem simples espiritualmente nos arredores da nossa missão. A mãe, desencarnada, desta ninfa sol mora com sua família em uma casinha bem simples e são muito felizes.

 

Quando a ninfa nos convidou ela já havia ido lá e por isso já conhecia o caminho, porque esta casa era nos fundos de outras casas que eram da mesma tribo. Ao passarmos pelas moradias os espíritos não nos conheciam ficaram assustados com a nossa presença. A ninfa sol se apressou nos deixando para trás, mas fomos perguntando até que chegamos lá.

 

Ela entrou primeira e alguns minutos nós entramos atrás. A casa estava toda arrumadinha, pareciam que já estavam nos esperando. Quando entramos a recepção foi bacana, a mãe da ninfa nos recebeu muito alegre e já sabendo dos nossos nomes fomos tratados com muito respeito.

 

Convidaram-nos para sentar e os outros espíritos da mesma família de origem vieram também fazer a corte. Eram simples, humildes, tinham compreensão. A ninfa sol estava feliz, pois estava vendo como são as ligações dos espíritos em suas caminhadas.

 

Como não havia muitos lugares para se sentar o homem, parente, que estava com a mãe da ninfa improvisou tudo. Ele foi e já amarrou umas cordas fazendo um balanço e ali eu sentei. Zélia estava sentada numa cadeira e eu no balanço. Éramos tratados com bondade, mas o que me deixou feliz foi de ver que a desencarnada recentemente havia conquistado seu lugar junto de sua família.

 

No templo as coisas acontecem muito rápido, não se tem muito tempo para ficar perdendo, temos que atender e já encaminhar. Mas no mundo dos espíritos temos todo tempo necessário para desvendar os enigmas das encarnações. São as eternas lições dos movimentos cristicos, a escola do caminho que o Mestre Jesus implantou nestes mundos.

 

Ficamos conversando, eles queriam conhecer esta missão de Seta Branca, queriam porque viram a luz irradiando do sol interior. A ninfa sol deu o primeiro passo para ligar as origens de sua transcendência espiritual ao vale do amanhecer. Isso se chama missão. Muitas vezes a missão na terra está difícil pelo povo que não acredita em nós, mas quando somos projetados para fora do nosso ambiente terreno, aí que vemos a dimensão da verdade. Aqui pelo karma eles têm que sofrer as duras realidades de suas juras, mas quando estão no plano sutil, divino, aí as coisas mudam totalmente de sentido. Somente eles estando desencarnados é que verão o que acontece aqui quando estavam encarnados e não davam valor.

 

Um templo é um portal, pode ser pequeno, médio ou grande. Não existe tamanho que se relate pela terra que fique gravado no céu. São somente portais que se ligam pelas dimensões. Pode ser de pau-a-pique ou de mármore, o que vale simplesmente é a ligação temporal, porque para os espíritos não tem significado a sua forma, mas o conteúdo. Em cada templo bate um ou milhares de corações e é isso que importa para os grandes iniciados, o seu valor espiritual.

 

Voltamos, chegamos, estamos aqui no amanhecer. A missão foi completada.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

18.01.2018

 

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