MINHA VIDA

Salve Deus!

 

Um pouco de minha história neste mundo de Simiromba de Deus.

 

Quando nós chegamos na terra jurados e sentenciados a pagar nossos karmas, nós aceitamos de livre espontânea vontade passar por todas as provações deste universo. É muito difícil, triste, sofrido, ter que aceitar as lanças fincarem em seu corpo, mesmo sabendo de onde elas vêm.

 

Esta história ficou marcada na minha vida. Quando eu consegui comprar uma casa para mim e minha família no vale do amanhecer de Brasília. Assim, toda vez que eu fosse para o templo mãe eu teria onde ficar. Era uma casa simples, era do Mestre Ramos, assessor da clarividente, mas nunca consegui morar definitivamente. Ao comprar eu já morava aqui no sul, Curitiba, e esta casa só me deu dor de cabeça. Tia era viva ainda e ela me ajudou a resolver um grande impasse, algo que mexeu com muitos mestres. Ao comprar eu não tinha com quem deixar as chaves da casa, então, fui ao meu compadre Lacerda e pedi que me ajudasse. Ele prontamente aceitou ficar com a chave, mas depois de alguns dias, ele e o Balsamo, sem minha autorização, colocaram uma família para morar na minha casa. O tempo passou, e em julho, minhas férias, nós fomos, a família inteira, para o vale. Chegando lá de noite não pudemos entrar. Perguntei ao homem, Mestre Pedro, o que estava acontecendo. Ele disse que a casa fora dada pelos mestres citados a ele. Eu fiquei surpreso e fui procurar os dirigentes do vale. Falei com Beto, Alencar, Raul que administrava o vale, careca, e enfim, formou-se um grande conflito. Eles queriam ir e tirar a força os invasores da casa.

 

Fomos para a pensão de Pai João, veja bem, eu e minha família, porque não podíamos entrar no que era nosso. O dia clareou e fomos para o templo. Fomos reunindo forças e tão logo anoiteceu e fomos para o corujão. Tia estava atendendo os jaguares e quando eu fui tomar sua bênção, tinha um papelzinho na sua frente, na mesa, escrito meu endereço. Perguntei:

_ Tia, o que o endereço desta casa está fazendo com a senhora?

_ Meu filho, vieram me pedir esta casa, para que eu ajudasse!

_ Tia, mas é o endereço da minha casa!

 

Ali se confirmou uma situação difícil, pois o reajuste estava se confirmando. Tia guardou o papel e disse que iria me ajudar a resolver, diante das ameaças que os invasores estavam sofrendo. Lacerda se escondeu e Balsamo então nem se fala, os que promoveram esta desorganização ficaram sem chão.

_ Meu filho, eu vou resolver isso! Pode ir descansar com sua família!

 

Fui embora para a pensão, eu e minha ninfa, porque a noite avançava e ainda cansados da viagem, precisamos repor nossas energias.

 

Noutro dia pela manhã eu estava descendo de branquinho para o templo, quando ouvi um grito, um chamado. Era Tia que estava atrás da casa grande me chamando. Eu fui ver do que se tratava, e ao chegar ela me disse:

_ Meu filho, pode ir para sua casa, pode acolher a sua família! Já está desocupada!

_ Salve Deus!

_ Está vendo aqui meu filho no meu peito esta marca, era o reajuste que todos teriam, pois haveria morte! Eu trouxe este karma para mim, eu comprei esta divida dos meus filhos!

Ela ao arredar a gola de sua blusa mostrou uma bola rocha no seu lado esquerdo do peito. Eu olhei para aquilo e parecia que era como se fosse uma batida quando fica a carne ofendida e dolorida.

 

Meu deu um mal estar, aquilo mexeu com minha individualidade. Agradeci e fui para o templo trabalhar. O dia passou, minha família já estava dentro da casa, sem moveis, sem nada, mas estávamos bem. A noite virou de novo e noutro dia quando novamente no corujão tia estava de plantão na casa grande. Ela sorriu para mim, olho no olho, porque os olhos sempre falam a verdade. Eu baixei minha cabeça em sinal de gratidão, porque somos diferentes na nossa concepção.

 

Origens diferentes, origens karmicas e origens espirituais. Geralmente as karmicas são somente da terra, missão a ser resolvida. As origens espirituais são diferentes, são os reencontros das famílias, das almas gêmeas, das luzes do céu. Eu compreendo a minha origem, a minha missão, porque para avançar no limite de nossa obra temos que ouvir as vozes do céu.

 

Eu nunca pedi nada a Tia Neiva, pois entedia que havia pessoas com mais problemas que eu. Quando eu ia nas consagrações eu sentava naquele banco no canto da casa grande e ficava ali aprendendo com o que eu via. Barros, Froes, Jorgito e outros mestres fazendo a corte de Tia para entrega dos Ministros, Cavaleiros, Guias missionárias. Eu lá no canto observando a transfiguração do ambiente e tão surpreso ficava quando ela me olhava e sorria. Aprender vendo e não escutando, sim, porque na visão dos efeitos luminosos a gente aprende diretamente. Então ela sorria porque eu estava vendo toda sua manifestação mediúnica entre a terra e o céu.

 

Tia era sensacional, espetacular, para quem via o que ela promovia nos laços espirituais. Para quem não via aprendia escutando, ouvindo suas orientações.

 

Como falei dos laços de afinidades. Geralmente temos afinidades largadas em nossos destinos e não damos valor algum. Só vamos dar valor quando perdemos. Depois choram as oportunidades perdidas e perdem todos.

 

Quando viemos para esta encarnação, nós viemos para sanar os efeitos colaterais das vidas passadas. Se continuarmos nesta cobrança, todos irão perder, porque muitas vezes você só está encarnado por causa do seu algoz, do seu cobrador. Se você cobrar muito dele e ele desencarnar, você não tem mais como se prender na sua vida, vai desencarnar também.

Exemplo: Eu vim para pagar uma divida com meu cobrador. Mas meu cobrador cobra tanto que o corpo físico não aguenta mais e desencarna. Aquele cobrador só tinha esta divida e não tendo mais de quem cobrar, ele também desencarna.

 

Pensem bem, tudo está tão amarrado espiritualmente que ninguém vê as consequências no final de uma evolução. Cobrar é fácil, pagar é muito difícil, mas para tudo existe o limite de atuação. Se você matar sua vitima do passado também vai morrer se destruindo. Não se torne um elitrio do seu algoz. A pior coisa é ser um espírito preso nas entranhas de um corpo que não lhe pertence. É viver na maior dor de não ter vida própria. Um intruso numa casa alheia.

 

Assim é um pouco da minha história, mas sabe que a gente aprende pela dor, porque os resultados são diretamente ligados a nossa natureza humana. Depois, na eternidade, os espíritos se reencontram, se fortalecem e se amam.

 

As origens secretas. Se todos pudessem saber a sua verdade dariam mais valor ao seu coração. O segredo dos grandes iniciados somos nós mesmos em nossas vidas. Eu não posso contradizer uma formação pelos laços de afinidade, porque o juramento karmico deve ser respeitado. Um pai que já foi filho e volta para ser novamente pai. O ciclo das reencarnações.

 

Quando eu passo desta vida para outra eu estou na minha consciência astral, mas mesmo assim, ainda permanecem os laços físicos. E é por este método que eu afirmo as ligações dos planos, Deus Pai Todo Poderoso. O curso de 1980 a 1984 quando nos foi aplicado diretamente pela clarividente nos revelou um imenso continente a ser desbravado. Nem todos podem absorver este testemunho, pois não estão preparados para os seus contatos além terra. Ali se formou uma cultura pela afinidade, coisas que a terra jamais irá saber ou desvendar. Somente os grandes iniciados que participaram deste evento sabem a verdade.

 

No final deste curso eu construí a maquete do Vale dos Deuses, antigo labirinto de Ramsés. Dei de presente a Tia Neiva e ela iria construir no templo mãe. Foi o único presente que eu lhe entreguei em vida em agradecimento por tudo que ela nos fez de bom. Ela construiu um jaguar, um mundo de conhecimento científico espiritual. As leis da terra são para os encarnados, as leis espirituais são para os espíritos. Eis a obra de uma missionária.

 

Que Jesus esteja em nossos corações.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

08.01.2018

 

Sair da nossa lista:

Receber/Deletar

Deixe uma resposta