UMA PORTA ABERTA

Salve Deus!

 

Quando os espíritos encarnados conhecem a sua obra, eles ao partirem deixam uma porta aberta para poderem retornar e continuar sua missão.

 

Quando Tia Neiva partiu deste plano denso, ela registrou no mundo espiritual uma nova obra a qual não foi habilitada nesta encarnação. Esta obra possibilitou o regresso dela para a terra para que possa dar continuidade ao grande recomeço da sua missão. Uma clarividente faz coisas que ninguém da terra observa, porque ela trabalha na execução da missão, ela vem para fazer. Como ela deixou esta obra em aberto, é porque ela sabia que tudo estava próximo de terminar neste frágil corpo físico. Ser clarividente é uma coisa muito séria, pois ela move um mundo em torno de sua autoridade.

Quando ela assumiu este sacerdócio havia duas portas, uma fechada e uma semiaberta. Ela teve o trabalho de resgatar as origens do céu e plantar esta semente na terra para poder o homem se reencontrar com Deus. A semente depois de lançada, adubada, ela cresce e vai expandindo outras terras, outros mundos. Por isso a cabeça de uma clarividente é algo espetacular, funcional e enigmático. Nem tudo ela pode falar e nem tudo se calar. Como missionária ela preparou seu povo jaguar ensinando o evangelho, isso ela pode falar abertamente, mas outras coisas ligadas ao karma não.

Quando assumimos este compromisso de reger esta força decrescente nós estamos sujeitos as intempéries do destino que nos cobra centil por centil as nossas dores. As dores são resultado do fracasso em seguir as leis e ensinamentos do amanhecer, quando se é do amanhecer. Quando não se é, geralmente esta dor atinge o âmbar da vida e degenera o essencial, a felicidade.

 

Ao deparar com todas as formas de ensinamentos que contém nosso volume físico espiritual, vemos que o mais importante nesta jornada é não parar, seguir adiante, mesmo as feras urrando ao nosso redor. O tempo e a lição dos grandes iniciados nos provam e cobram os nossos destinos. Ser um mestre ou uma ninfa está na mesma condição, separados somente pela sua cultura. Quanto mais experiente mais tolerante ele fica.

Mestre Humahã disse para Tia Neiva não se empolgar com seus mistérios, porque ainda teria muito a aprender. E nós, então, temos que aprender muito ainda a lidar com os confrontos de ideologias. Ninguém pode ser mais que seu professor, pode se equiparar, mas jamais destruir a continuidade da vida, dos ensinamentos.

 

Seu eu assumo uma missão, eu tenho que colocar ela no primeiro estágio. Como disse Pai João de Enoque: “meu filho, muitos querem seu lugar, mas aqui, neste solo sagrado, ninguém mete a mão. Aqui existe um segredo guardado para o futuro, e ninguém sabe de sua existência, ou extensão”. E é por este segredo que venho mantendo a obra nos seus alicerces, pois o engenheiro ainda não assinou este projeto da nova era. O vale dos Deuses foi registrado pela clarividente do amanhecer, em vida, pois ela sabia que deveria voltar para terminar este compromisso. Ela deixou uma porta aberta para que não extinguisse a sua missão neste planeta. Como clarividente ela sabia o que fazia.

 

Os mestres, muitos mestres, estão brincando com o sacerdócio de Seta Branca, o Grande Jaguar. Eu me sinto preocupado com certas atitudes na convicção de suas honestidades. Ser mestre não quer dizer saber tudo, porque certas coisas ninguém sabe e nunca saberá. Se alguém conhecer o dia de sua partida deste plano cairá em total desarmonia. Se você é mestre me diga quando partirá deste plano terrestre.

Tia Neiva sabia de sua partida, sabia por que ela via, mas nem por isso ela deixou de atender aos objetivos de sua verdade. Ela ditou, que ao se desprender do físico não deixassem sua boca abrir como no ultimo suspiro. O espírito sairia antes da hora e não iria voltar mais para o físico. O final desta contagem seria o desencarne.

 

Porque muitos mestres se debatem nas suas incertezas promovendo desordem no sol interior. Como vou explicar de novo: baixe sua cabeça em sinal de respeito e humildade.

Um dia reportei a Tia sobre o Mario Sassi, porque ele me odiava tanto. Ela simplesmente disse: meu filho, toda vez que você passar por ele baixe sua cabeça em sinal de respeito. Assim o fiz e no final desta vida eu ganhei um grande amigo, um irmão.

 

Os mestres estão indo pelo caminho errado, todos estão justificando seus erros com outros erros. A nossa sentença é justamente cair no mesmo padrão do passado, poder, riqueza, vaidade, obsessão, injurias. O erro do pequeno mestre que não se torna grande.

 

Eu fico aqui na minha simplicidade observando as reações do povo em suas tarefas. Parece que as mais simples são mais complicadas, como amar, perdoar e compreender. Jesus disse: Vai, de tudo o que tem, depois volte e siga-me. É mais fácil o homem morrer entalado com sua riqueza a que perder tudo que conquistou.

 

A porta está ainda aberta. A porta do seu intimo ser de sua maior gratidão, seu espírito. Vivemos a era do ouro, dos mártires, das riquezas e do poder. Agora vivemos a era da humildade, da tolerância e do amor.

 

Para um ser de luz um grão de areia vale mais que um deserto inteiro para um sofredor.

 

Seja um ser da luz. Viva sua bondade ensinando aos menos esclarecidos a sua história. Conheça a ti mesmo antes de conhecer teu irmão. Talvez aquele que você mais detesta seja seu grande amor. A felicidade não vem colocada num pote de ouro.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

07.01.2018

 

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