MISSÃO DO DIA

Salve Deus!

 

Humildade, muita humildade, muito amor, muita compreensão, se não tiver isso de nada valerá o céu e a terra.

 

Eu sempre estou avisando dos acontecimentos que abrangem este sacerdócio. Da chegada dos espíritos, das interferências, dos reajustes e ajustes. Eu não deixo os espíritos entrarem assim livremente no templo, porque ninguém está preparado para recebê-los. Eu, hoje fiz um teste, abri um pouquinho às portas do templo, eu pedi ao cavaleiro que desse a permissão, mas vejam só o que aconteceu. Somente um espírito entrou e já bagunçou com os mestres, agora, imagine uma falange inteira, haveria morte sem duvidas.

 

Mãe Iara e Pai João intervieram. Sim, após o encerramento mãe Iara veio conter a fúria dos espíritos, dando um choque de razão.

_ Meu filho! Onde estava você nesta hora!

_ Eu estava no encerramento do trabalho e não podia sair da minha sintonia!

Pai João veio.

_ Os trabalhos, meus filhos, assim como começa ele termina e deve ser dentro da maior conduta espiritual, respeito, amor e muita paz! Se ele começa com respeito deve terminar respeitando, porque o encerramento é como a abertura, sintonia!

 

Ele nos trouxe a lição de moral chamando o corpo mediúnico nas regras da lei e da razão. O principio superior de tudo é a humildade, não sem tem nada a oferecer sem que haja respeito pelo seu próximo. Pode ser quem for, nós que já temos conduta, hierarquia, devemos ensinar aos nossos irmãos que ser superior nada reflete, porque nem Pai Seta Branca vem humilhar seus filhos.

 

Quando eu avisei de um povo de branco no templo, eles vieram de Olorum, vieram para colocar ordem na casa, principalmente no encerramento dos trabalhos, então porque ficar conversando, porque mudar a sintonia.

 

Pai João.

_ Meus filhos! Quando o mestre está sem sintonia, abusando dos seus direitos, o cavaleiro da permissão para o sofredor chegar, e aí, ele entra na aura do mestre e desencadeia a maior cobrança de sua vida!

 

E vejam bem, não fica somente aqui, esta energia vai junto e pode acarretar acidentes, porque o negativo atrai negativo. Eu não posso julgar ninguém porque todos estão com suas energias na flor da pele e basta um dizer Salve Deus que parece apagar fogo com gasolina.

 

No templo eu exijo a conduta do mestrado. Exijo porque com as energias não se brinca, porque o tempo de brincar passou. Querem brincar de mestres vão para fora do templo, mas no solo sagrado eu, conhecendo, tenho o maior respeito. Do que adianta dizer que tem anos de mestrado se o comportamento mostra outra coisa. Eu tenho mais anos que todos e não me sinto superior a ninguém, porque é respeitando que seremos respeitados.

 

Já vi que todos devem ter um maior preparo espiritual para suas missões. Vou preparar o curso de sétimo raio, ninfa lua, ajanã e ninfa sol. Mas primeiro vamos ao curso de centúria, tentar mostrar aos novos mestres como se procede como centuriões. Lamentável esta situação, vergonhosa para os mentores que assistiram e para mim como presidente.

 

Pai João promoveu este trabalho como uma libertação especial. O povo de branco era a corte de Olorum dentro do templo. Tudo foi desencadeado pela falta de amor, de humildade e tolerância. O julgamento se deu pela manifestação direta dos envolvimentos transcendentais. Os espíritos já estavam cobrando demais e isso já estava na hora de terminar.

 

Olorum, Olorum, Salve Deus!

Pai João executivo de Seta Branca!

Seta Branca o Simiromba de Deus!

Forças em movimento, forças em transição!

Que as pérolas divinas nos cubram com seus poderes curadores!

Cavaleiros da luz! Cavaleiros de Oxossi! Cavaleiros Verdes Especiais!

 

Que a casa de Seta Branca seja imaculada pelo respeito de seus filhos.

 

Se eu abri um pouco mais a porta espiritual do templo e os mestres não deram conta, imagine abrir toda ela, como ficaria. Os cavaleiros chegaram levaram o espírito embora, ficou somente a energia do desequilíbrio. A Cigana *Aganara mostrou a sua condição de exemplo, o templo é para a cura e não um salão de festas.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

06.01.2018

*HISTÓRIA DA CIGANA AGANARA

As Ciganas Aganaras representam o Espírito Nômade, o Jaguar, conforme declara nossa Mãe Clarividente na Lei dos Prisioneiros. Recordam as Ciganas a Tribo Katshimoshy, na velha Rússia, quando sua Capital era Leningrado.

Ali encarnou esta Tribo trazendo o Misticismo e o seu Plexo com a Força Bruxa, que propiciava a leitura da buenadicha, ou seja, a previsão do futuro nas mãos e nas cartas.

Tínhamos também a capacidade de lidar com as plantas e as raízes para curar. Estas eram vendidas e muitas das vezes as pessoas compravam para fugir das nossas pragas, que ficaram famosas pelos seus efeitos.

Os homens da Tribo tocavam violão, violino, banjo e pandeiro, e também faziam joias de ouro e prata, e tachos de cobre para comercializar. Vendiam cavalos e galinhas, sendo que muitas vezes o cavalo era pintado conforme a vontade daquele que o encomendava, e o resultado quase sempre era drástico, pois ao lavarem o animal a tinta saia.

As festas eram lindas, as mulheres dançavam, os homens tocavam, e não faltavam as fogueiras para aquecer e afastar as feras, entre outras os lobos. Até hoje nenhum Espírito Cigano, encarnado, suporta ouvir o uivo de um cão, pois se lembra dos lobos famintos que comeram muitos de nós.

Deslocamo-nos da Rússia para a Espanha. Na viagem muitos pereceram (morreram) de fome, de frio, ou comidos pelos lobos. Somente os que tinham fé sobreviveram, levando o Talismã Katshimoshy.

De acordo com os escritos de Nossa Mãe Clarividente, as Velhas Ciganas são hoje as Primeiras de Falange, as quais ela enumera, dando inclusive seus nomes ciganos. Espíritos muito preparados, pois a sabedoria passava de uma para outra, não importando se quem recebia era sua filha de sangue, o importante é que todos eram unidos pelo sentimento igualitário, como se todos fossem pais e filhos uns dos outros.

Este sentimento de fraternidade e amor de nosso Povo, ainda perdurou no exemplo de nossa Mãe Clarividente (Natasha), que não fazia distinção entre nós, todos éramos iguais para ela, todos eram seus filhos e os filhos destes seus netos.

Graças a Deus posso dizer que amamos o nosso Povo, porque tenho presenciado grandes provas disto, não somos melhores nem piores, somos diferentes, palavras de nossa Mãe Tia Neiva.

A relação da Cigana Aganara com as crianças é muito íntima, sendo mesmo uma missão originada em nossa herança transcendental, pois como nos ensinou Tia Neiva, no texto que fala da tribo Katshimosky, afirma que as ciganas faziam previsões, liam a sorte nas cartas, eram quiromantes, bruxas e curandeiras e ensinava o que sabiam, não só aos filhos de sangue, mas, aos filhos de outros, como se fossem seus…

Por isto, é grande o número de ninfas pertencentes à Grandiosa Falange das Ciganas das Aganaras e que têm relacionamento afetivo por crianças, seja por decorrência da profissão, de atividades relacionadas ou por laços de família, sempre se preocupando em transmitir conhecimento e demonstrando proteção.Tia Neiva, a nossa Natasha, é exemplo vivo desta verdade que pode comprovada pelo grande amor que demonstrava pelo pequenos, sempre os acolhendo em seu enorme coração de mãe.

Encontrei um livro cujo título” Memórias de um Repórter”,de Fernando Pinto, traz a visão do autor a este assunto, quando nas p.36, escreve:

As crianças representavam uma espécie de bagagem indispensável para Tia Neiva. Por onde ela se deslocava as levava consigo. De seu primeiro templo na Serra do Ouro (perto da cidade Goiânia de Alexânia), passou pelo Núcleo Bandeirante, Taguatinga e Planaltina, fundando em 1970, o Vale do Amanhecer, construindo o Grande Templo, os monumentos que encerravam as mensagens da Ordem e, principalmente, reservando o espaço vital para abrigar menores de todas as idades, órfãos da vida. Na última parada ela se fazia acompanhar de um batalhão de 60 deles, sem que houvesse uma casa espaçosa para os abrigar e muito menos recursos financeiros para os alimentar. As dificuldades, porém, nunca amedrontaram a Sergipana,acostumada a se safar dos piores apertos. E ninguém sabia exatamente como ela conseguia criar aquele bando de menores que a tratavam por Tia, mas que a consideravam como verdadeira mãe.

Salve Deus, minhas queridas Aganaras e meus Mestres, devemos seguir o exemplo de nossa Mãe Clarividente que acolhia a inocência dos pequenos para preservá-la e, assim, transformá-los em verdadeiros filhos de Deus em toda a essência que este título traduz, lembremos da missão de Mãe junto ás crianças, relembremos nossa transcendência e não esqueçamos das palavras do Mestre: ” Deixai vir a mim as criancinhas….”

Sair da nossa lista:

Receber/Deletar

Deixe uma resposta