ADJUNTO RAIZ

Salve Deus!

 

_ Meu irmão, eu venho aproveitar esta oportunidade para dizer a todos que não falem por mim, não digam nada em meu nome! Eu sempre segui em Koatay 108 e Seta Branca! Eu nunca falei pelas costas de ninguém, e sim, cara a cara! Quando falam por mim vocês me endividam espiritualmente! Eu não posso pagar por um erro que não cometi! Quem comete os erros que assuma a sua divida! Falar em nome dos outros é fácil quando ele não está presente, então eu peço, parem de fazer o errado para que o certo prevaleça! Eu deixei tudo pronto para ser seguido e não despedaçado! Falem por vocês mesmos e depois arquem com suas responsabilidades! Se quiserem se endividar construa com suas próprias mãos, mas saibam que para tudo existe uma lição a ser obedecida!

Eu estava recebendo uma projeção há três dias e não sabia, o espírito não tinha permissão de entrar na minha aura. Só via o seu vulto, mas esta noite ele aproveitou esta oportunidade que eu estava dando aulas espirituais e veio falar comigo. Ele veio na voz da razão e não querendo conversas. Adjunto Umaryã, um grande irmão que eu conheci em vida, um jaguar que deu a sua vida para construir a sua missão. Eu não entendi bem sua braveza, mas quem ler esta cartinha saberá entender, principalmente seu povo que o entendia muito mais do que eu.

Quando ele assumiu a sua missão e o seu sacerdócio, eu também tinha assumido a minha jornada. Trocávamos ideias relativas ao desenvolvimento, as dificuldades do povo, enfim, éramos amigos de longe, porque só nos encontrávamos na grande casa. Ele sempre ficava hospedado na casa do trino Ajarã, pois eram participes da mesma história.

 

Esta noite ele foi enfático e direto e não quis muita conversa, como dizem os pretos velhos, sem muita converse, porque no mundo dos espíritos a transição se dá pelos valores da nossa natureza, das conquistas e das perdas. Ele veio e disse tudo em poucas palavras. Alguns espíritos estavam transportados para cá para ouvir suas palavras. Eu chamei minha filha, que na terra me acompanha como Aganara, ela veio também ouvir e registrar esta libertação. Povo Aganaro, povo de Deus, povo das grandes libertações.

A nossa missão neste mundo, meus irmãos, é cuidar da nossa vida e não das dos outros que estão ao nosso redor. Se nós cuidarmos deles nós esqueceremos da nossa. Os caminhos são relativos à nossa dor, nossa alegria e a nossa afirmação.

 

Ao espírito dizer que parem de falar em seu nome, de fazer divida para ele pagar, é difícil, ele tem um caminho para seguir e não pode se dar ao luxo de todos o pregarem na cruz do destino. O que ele deixou ficou registrado e sua marca ficará sempre visível.

Ele fechou o dialogo e tão logo se despediu. Não tinha tempo de ficar aqui, pois muita coisa estava em jogo, ele estava preocupado com todo o seu povo. Eu fiquei surpreso, eu não esperava, eu não tinha nem me lembrado dele, pois faz muitos anos que ele desencarnou, mas seu espírito está preso ao seu juramento.

 

Vejam como é no mundo dos espíritos, se fizerem o bem sem saber a quem, Deus lhe acolherá no seu coração. Se fizeres o mal sabendo a quem deverás arcar com seus compromissos de refazer esta estrada. E não tem como enganar esta balança, não tem o jeitinho do encarnado, fez pague.

 

Ao ele partir meu coração suavizou. Fiquei mais calmo, porque a irradiação de um espírito atravessa nossa alma e nos deixa elétricos, parece que não temos paciência, ficamos tão acesos e nossa cabeça fica numa turbulência danada de ruim. A gente parece que vai subir pelas paredes.

O outro espírito que foi chamado é presidente de um templo, do mesmo povo, ele veio para confirmar estas palavras e deixar claro sobre a verdadeira missão de um Adjunto Raiz.

 

Desejo um momento de reflexão e honestidade quando ao comando de nossas vidas. Sejam sempre os filhos queridos de vossos mentores.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

03.12.2018

 

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