MATERIALIZAÇÃO

Salve Deus!

 

Os homens desta tribo estão se materializando muito, estão deixando seus objetivos espirituais de lado e vivendo somente da terra.

 

A materialização dos sonhos que por sinal são do espírito está endurecendo o coração, está fechando as portas do eu interior e prejudicando sua evolução. Do que adianta construir na terra e nada no céu. Este não foi o compromisso que juramos.

 

Eu estava vendo uns espíritos que na terra foram jaguares. Desencarnados estão passando pela maior provação de suas existências. Eles não construíram seus aledas no plano divino, e agora tem que viver de inquilino em algum albergue. Como está sendo difícil, não tem escolha, ou ficam ali ou caem nas garras dos mercenários. Na terra foram materialistas esquecendo de suas moradas na eternidade.

 

Não podemos esquecer da nossa condição, da nossa existência, da nossa verdade. Somos espíritos ocupando corpos físicos e tão logo acabe esta ocupação, voltaremos para o lado invisível. Este contrato assinado com os responsáveis pela vida na terra acaba sem ao menos esperar. É como um foguinho que vai queimando e enquanto tiver energia ele vai sustentando a vida.

 

Neste amanhecer, nós prolongamos a vida pela responsabilidade, não temos o direito de extrapolar os alicerces da nossa estrutura, mas não morremos antes do tempo. Como é difícil explicar para o homem encarnado que se desligue um pouco mais de suas atribulações para alcançar seus sentimentos mais profundos, a vida fora da matéria.

 

Com os trabalhos mediúnicos dentro desta nave vamos construindo também as nossas moradas na eternidade. Não falo em viver somente do espiritual, mas também não viver somente do material. Como muitas famílias que vemos neste lado invisível, que ao chegarem neste mundo, estavam bem estruturados, tinham bônus para comprar suas mansões. A caridade beneficiou a sua nobreza.

 

Então, vendo este jaguar, um homem que muito deu trabalho na terra para os mentores, construiu e construiu, mas na terra e não no céu, e agora fica mendigando um lugar ao sol. Ele me viu e virou suas costas, não sei se foi por não gostar de mim, ou se foi por vergonha dele mesmo.

 

Na terra todos se acham no direito de fazer, sim, todos devem fazer, mas unifiquem suas conquistas também no vale dos encantados. O vale dos encantados é surreal, é algo divino, fora do alcance das mãos físicas. Ao abrir seu coração para este fenômeno você cria em torno de si uma abertura tridimensional, você esta na terra, mas está também no ciclo de sua mediunização. Logo esta mediunidade irá acabar pelo reencontro dos planos, então aproveitem bem esta oportunidade para formar vossos aledas no céu.

 

Aos poucos estou construindo minha mansão. Esta construção está maior que eu imaginava. Está tomando proporções habitáveis dentro do contexto da minha missão. Na terra são poucos a acreditar, mas e quando partirem para o céu, todos verão a integridade do espírito liberto de suas tradições.

 

Ontem eu recebi um pedido, um abata especial, onde traria o beneficio da libertação. Fomos com fé e convictos da nossa condição, fizemos, fizemos três em nosso favor. Quando estávamos abrindo esta conjunção, o cavaleiro vermelho que repousa sob as nuvens de Atenas desceu. Ao ele chegar foi direto para nossas pernas e quebrando os grilhões desfez aquela energia que nos aprisionava. Eu via com meus olhos que a terra um dia irá consumir, mas também sentíamos o renovar das forças. Quando ele batia em nossas pernas dava choque que chegava até nossas cabeças. No terceiro abata já não tinha mais nada prendendo, estávamos leves, aprecia estarmos flutuando. Entregamos ao pai este trabalho e fomos para nosso lar. Chegando em casa nossas pernas estavam tão leves que parecia não estarem presas na terra. Uma sensação diferente, boa, muito boa, porque nossos espíritos estavam libertos da matéria. Não sentíamos o peso da matéria, sentíamos o renovar das nossas conquistas.

 

Cavaleiro vermelho trouxe para nossos físicos o bem estar, ele afrouxou as rédeas do karma para que pudéssemos sentir os efeitos curadores. A manipulação do abata, como eu vi, foi para tirar das pernas à energia que nos prendia. Por isso é feito nas esquinas, caminho, encruzilhadas, ele retira os espíritos que também ficam ali sugando quem passa. Se não formos bem assistidos ele não oferece nada de desconforto. É preciso fazer com amor e não com segundas intenções. Não adianta nada fazer um abata pensando na sua riqueza da terra.

 

Ao emitir o seu comando abra seu dialogo com as forças que trabalham nesta vibração. Formem seus cantos com o cavaleiro vermelho e deixe que ele faça o seu trabalho. Não há incorporação, mas uma simetria entre a terra e o céu. A duplicidade que se forma neste momento.

 

Sejam felizes neste primeiro dia de 2018. Escute bem as palavras de nosso Pai, O Simiromba de Deus, porque ele quer somente o nosso bem.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

01.01.2018

 

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