OVELHA NEGRA

Salve Deus!

 

Se nós somos grandes iniciados na terra, então porque caminhar pelas veredas sombrias.

 

Vamos por parte, porque o mundo sempre nos mostra a nossa estrada e tanto nos dá como tira, pois somos um caminho distante que se encurta pelas promessas vindouras.

 

Nesta viagem eu fui visitar um parente de Zélia Maria Pereira Pinto, que também na terra é uma grande iniciada. Este espírito já vem caminhando há muitos milhares de anos e nesta ultima encarnação nasceu no Piauí, como filha de humildes pescadores, pois sempre a luz nasce no meio da simplicidade. Ao chegar na cidade do Rio de Janeiro eu procurei pelo nome de batismo do seu tio que havia sumido da origem familiar. Uma grande avenida e uma grande casa toda iluminada em seu interior. Entrei, pois também era publica, pois ali profissionalmente ele atendia seus clientes. Ao chegar eu o procurei, conversamos e com muita emoção ele perguntava de sua sobrinha. Falamos por algum tempo, mas tudo são fagulhas de vidas que ficam perdidas no tempo de nosso coração. Vim embora deixando o nome lá e aqui também o registro para que eles venham algum dia se reencontrar, fisicamente ou espiritualmente.

 

Nossas missões são complicadas aqui na terra. Sempre haverão as ovelhas negras cumprindo a árdua tarefa de destruir tudo que você constrói. Como é difícil você emanar um povo com amor, com carinho de pai, ensinando tudo sobre a magia transcendental, e depois em uma ação dos vales da incompreensão ver cair por terra o princípio da luz.

 

Tumuchys, o Grande Tumuchy ainda guia nossa nave. Somos uma pequena tribo desigual sem fronteiras intelectuais, mas com caminhos feridos pelo destino karmico. Dias atrás eu recebi a visita do meu irmão Tumuchy Mario. Ele veio contar sobre sua vida e me disse que ainda está caminhando. Nossos ais, nossas vidas, nossos reencontros aqui mesmo no vale do amanhecer, nos deu a possibilidade de resgatar dividas que ficaram pendentes lá atrás. Éramos os 21 tumuchys dos quais muitos subiram e outros tinham novas roupagens a serem conquistadas. No entanto a vida separa e reúne neste mesmo paraíso os complicados destinos.

 

Quando batemos de frente pela primeira vez diante da clarividente foi como faíscas explodindo. Ele ainda mantinha manchas em seu sol interior e assim foi até dias antes do seu desencarne. Os projetos que eu fazia lá ele absorvia como dele e isso me dava uma revolta muito grande, pois na hierarquia ele era maior. Comecei então a fazer sozinho e não mais dependia de sua aprovação, para que minhas qualificações não fossem alteradas. A causa disso foi um rompimento no circulo que mantinha todos unidos. Era como uma escola, onde os alunos desenvolvem seus projetos e o professor leva a fama.

Está circulando uma carta na internet que demonstra no seu conteúdo uma pequena parte positiva, mas outra parte não condiz com a verdade. Não podemos avaliar uma vida por poucas palavras. Como sempre, eu trouxe um projeto do passado para ser implantado neste presente e ele mais uma vez tentou fazer o que não lhe pertencia. O labirinto de Ramsés, ou como disse depois Tia Neiva, Vale dos Deuses. Lá no passado eu fazia os projetos e ele absorvia pela sua hierarquia. Assim fomos mutilando a conquista e sobraram somente farpas afiadas que foram contidas pela clarividente.

Os *Tumuchys não eram lideres de povos, eles eram cientistas que vieram com uma missão especifica, a de construir plataformas por onde seria alcançado o universo. Nesta contagem do tempo formaram novas condições de vidas para que outras vidas fossem assentadas neste planeta. Eram formadores de sistemas psico espiritual e tudo era regido pela sua evolução. Como sempre os 21 tumuchys ergueram a bandeira da supremacia e se perderam nesta contagem. Ai está muitas respostas porque este projeto se chamou vale dos deuses, sim, em homenagem aos tumuchys que deram uma parte de suas vidas para a implantação deste sistema que se interliga ligando o homem a sua base interplanetária. Os traços seriam deixados nesta obra formando a conjunção planetária, terra-sol-lua, dando continuidade na esfera do sol interior. Os olhos iriam ver as estrelas passando de um lado para outro e sem criar os vórtices seriam tragados para o 5º ciclo sem violência e sem medo da verdade.

 

A base deste assentamento traria para a terra uma dose a mais de energia extra cósmica, dando aos seres humanos a visão de novos campos de forças, tanto horizontal como vertical. Terra, porque partiríamos da terra até a lua e pela força gravitacional do sol chegaríamos à capela sem o desencarne.

Por isso a minha vida tem sido de muitos embates neste planeta. Pois o desentendimento criado por alguns atingem a ciência cósmica na sua maior concentração. O grande Tumuchy Seta Branca está caminhando ao meu lado, me dando sustentação espiritual para que eu não perca os ensinamentos das leis divinas. Ele está aqui todos os dias de trabalho com sua imensa humildade resguardando os espíritos que se projetam para dentro deste sistema mediúnico.

 

Por isso as ovelhas negras querem sempre destruir esta cultura. Como foi lá em Omeyocan, quando se dissiparam os tumuchys as tribos Incas e Mayas entraram em cena deturpando a ciência deixada. A razão foge a emoção e novamente tivemos que voltar, reconstruir o que foi destruído, e fazer as pazes com nossos destinos. Ainda estou trazendo, resgatando, de lá para cá os instrumentos da maior valorização dos homens, a vida.

 

O processo de ampliação dos plexos, sol interior, se dá na perfeição da simplicidade. Um rei nunca será súdito até que ele venha reencarnar. Um súdito pode se tornar rei, desde que ele tenha amor, muito amor mesmo. É mais fácil um pobre subir e cair do que um rico descer sem se revoltar.

 

A anomalia da psique humana revela o grau de descontentamento social. Muitos choram as suas revoltas pelo silencio do coração esperando serem atendidos por Deus. Deus sopra as feridas que cicatrizam instantaneamente, mas o homem descontente volta a abrir esta ferida. Por duas até três vezes ele é amparado, mas depois é por sua conta e risco.

 

A minha missão é muito difícil neste planeta. Nunca serei entendido e muitos caem tentando derrubar. Não se pode entregar o cálice em mãos erradas, eu testo o discípulo para saber sua reação, mas tão logo ele empunha sua espada contra quem lhe ofereceu os segredos da vida eterna.

Minha alma gêmea está comigo, ela como sendo também parte desta cultura iniciática, tem por missão me ajudar nesta expansão mental dos poderes espirituais. Ela é o foco que irradia meu sol interior, por isso caminhamos juntos, dois polos, duas forças. Eu irradio para ela e ela para mim, junção e injunção, onde os portais se abrem pela magnitude das energias.

 

Cuidado jaguares com as ovelhas negras. Elas não querem ver ninguém bem. A missão delas é apagar a chama branca da vida. Afastem-se delas e sigam o roteiro que Seta Branca vos propiciou nesta contagem.

 

Somente dos céus ouvireis. Não por mim, mas por vocês que esperam mais de dois mil anos a noticia de suas origens. Hoje Seta Branca está trazendo uma origem para o templo e em especial para se reunirem na grande confraternização espiritual. Não sei quem são, mas tão logo tivermos merecimento eles dirão.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

02.12.2017

 

*TUMUCHY
Por volta de cinco mil anos após os Equitumans (*), chegaram à Terra os Tumuchys, sob a liderança do Grande Tumuchy, nosso Pai Seta Branca, poderoso Orixá de origem Equituman. Juntamente com sua alma gêmea, Mãe Yara, e cerca de oitocentos espíritos escolhidos, e se instalaram na região andina, onde o Grande Tumuchy foi chamado de Jaguar. Os Andes foram escolhidos por serem enormes jazidas de metais nobres, tais como ouro, prata e cobre, a serem utilizados na confecção de aparelhos de precisão e de adornos cerimoniais. Após grandes dificuldades ambientais, especialmente com indígenas e com ferozes animais, os Tumuchys foram para Omeyocan (*). Tinham uma constituição física muito diferente da dos terráqueos, com grande beleza física e estéreis, vivendo, em média, 200 anos, trazendo impressa no peito a data de seu desencarne. Sua missão era a de criar um novo tipo humano que evoluísse em três planos diferentes: o físico, o psíquico e o espiritual, naquele ambiente hostil do planeta, onde estavam em curso as modificações também nos três reinos da Natureza, ou seja, nos minerais, vegetais e animais. Cientistas e artesãos, avessos à violência, conheciam toda a Ciência Cósmica e a energia nuclear, fazendo transmutações que propiciaram as construções das grandes cidades e dos diversos monumentos energéticos da Terra – as pirâmides das Américas e do Egito, Machu Picchu e muitos outros centros de manipulação de energias siderais, especialmente a conjunção de forças do triângulo Sol-Terra-Lua – e viajavam em naves velozes por todo o planeta, mantendo contato com outros Orixás que, em diferentes regiões, se dedicavam à evolução do Homem primitivo, levando conhecimentos que até hoje surpreendem os cientistas por sua perfeição e que não dependiam, também, somente do contato físico, pois os Tumuchys usavam muito as comunicações psíquicas. Trabalhavam, implantando em diversos pontos geradores e manipuladores de energia conforme indicações de um mapa terrestre, chamado Mutupy, verdadeira fotografia da Terra, semelhante ao mapeamento hoje feito pelos satélites. Segundo informações de Amanto, Omeyocan se constituiu na sede científica do planeta e no centro de comunicações interplanetárias; chegavam chalanas de Capela e para lá partiam; ali se reuniam os Orixás, chefes máximos dos planos civilizatórios da Terra. Como a missão dos Tumuchys não era a de estabelecer uma estirpe na Terra e viviam sempre com grande sacrifício, lutando contra grande parte das leis que regiam o plano físico e psíquico da maioria, com qualidades físicas especiais, porém em distonia com as realidades da Terra, sem a osmose natural, o Grande Orixá Jaguar considerou encerrada sua missão, já que deixara sua marca em vários pontos do planeta. Sabendo que iria desencarnar brevemente, ele foi, com sua companheira, aos diversos núcleos que estabelecera na Terra e desapareceu, deixando seu povo sem a sua liderança. Os Tumuchys começaram a se dispersar, uma grande parte deixou Omeyocan e se dispersou pelos continentes, especialmente as atuais Américas. Em sucessivas encarnações, formaram as grandes civilizações na Terra, e foram tratados como deuses, até que, desintegrados, foram substituídos por tribos bárbaras, sendo hoje confundidas com civilizações, como as Incas e Mayas, povos violentos que passaram a habitar as cidades vazias, e se confundem nas pesquisas dos cientistas modernos.

 

  • “Os 21 Tumuchys que governavam nossa tribo, nas eras longínquas (mais ou menos há dois mil anos), chegaram a tal ponto de avanço científico que pretenderam capturar a amacê vinda de Capela e que, todos os dias passavam sem parar, deixando um traço fosforescente no solo de pedra. No dia em que aprontaram a armadilha, não veio a amacê de Capela, e sim a do deus Tumi, que com suas forças poderosas desintegrou todo o povo, inclusive os 21 Tumuchys. Estes não mais voltaram a Capela, e ficaram em um plano acima do Canal Vermelho, ajudando à recuperação do povo que haviam levado à catástrofe. Agora, cientistas poderosos, formam, dentro da Lei Crística, os Grandes Iniciados.” (Tia Neiva, aula de 21.4.81)

 

 

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