MEDO DA VERDADE

Salve Deus!

 

Somente a verdade vos libertará, disse Jesus.

 

Muitos mestres que aqui chegam veem com ideias errôneas ao destino karmico. Eles vêm todos sedados com ideias diferentes ao principio do conhecimento, foram podados em suas evoluções, porque para se conhecer o sol interior, tem que abrir este coração fechado.

 

Muitos templos não têm ofertado o manjar do conhecimento, porque desconhecem o principio desta caminhada, que é justamente libertar os espíritos de suas juras transcendentais. Para se libertar uma divida há que ter conhecimento em ambos os caminhos. Se você tem uma doença karmica que lhe está tirando o sono, busque a verdade sobre ela, porque só assim irá se curar desta manifestação.

 

Os espíritos que dizemos cobradores são saem do caminho quando não perdoam, mas se eles não tiverem a rica e feliz oportunidade de se manifestar em um aparelho, como haverá perdão. O maior castigo para um encarnado é saber das suas reencarnações, o que ele fez, quem era ele, e assim só haverá amor pela consciência.

 

Eu tenho me desdobrado muito para chegar ao meu destino, e olha, como é difícil saber da sua vida fora desta passagem. Muitas coisas foram feitas contra a vontade, muitas decisões, muitas catástrofes assolaram nossos pés, mas enfim, nós sobrevivemos e hoje estamos resgatando aquelas origens tristes.

 

O que eu vejo em muitos mestres que chegam de longe a sua incapacidade de entender as palavras dos mentores. Quando um mentor trás um espírito que estava grudado no seu destino, atrapalhando sua vida, o médium se assusta, sim, porque ele não fora elucidado que o templo é para a libertação. Os espíritos chegam, muitos até milenares, mas vem justamente para se acertarem, para dialogarem, para acabar com o sofrimento de ambos. Um espírito que fica acrisolado no físico de um paciente ou médium, ele também sofre inconscientemente. Para isso o mentor faz a passagem e ele recebe a energia do doutrinador que com amor e dedicação vai lhe curando pela impregnação e limpeza da aura.

 

Eu vejo, muitas vezes, o espírito do próprio paciente ou médium se deslocando para o apará, contradizendo o que chamamos de desencarnado, é onde ele abre realmente seu coração, seu intimo para Deus. Temos a chave da transferência voluntária e os aparas, que são preparados, tem esta missão de oferecer o cálice da vida eterna para os que têm fome e sede de justiça. Ser médium do amanhecer ilustra uma pagina na história da moralidade espiritual.

 

Quando eu subo para minhas obrigações, eu deixo de lado os resquícios da terra. Para isso temos que estar com nossa consciência limpa e tranquila, para poder chegar no mundo invisível sem estar preocupado com as mesquinharias da terra. Quando o homem animal, jaguar felino, ele se apega muito com o material ele deixa de se ligar ao seu eu interior. Sofrem os dois, porque está havendo um desequilíbrio nas forças desindividualizadas, um não solta o outro. Arrastam-se em desvios de conduta, preferindo não se ligar ao caminho da verdade.

 

Os nossos corações devem estar em harmonia para sair desta terra sem medo, mas com coragem de enfrentar as suas conquistas. Quando eu conquisto um conhecimento eu me alegro, porque ao juramos nossa missão nós juramos a nossa libertação. Mas sem a verdade não há como saber de nós mesmos.

 

Os médiuns deveriam abrir mais seus corações para poderem chegar a um caminho de amor e esperança. Aqui no templo eu desligo o mental para receber o espiritual. A verdade então acontece e aqueles que estão consultando se assustam com a integridade das consequências reencarnatórias. Para que esconder a verdade, para que iludir um consulente não lhe concedendo a sua abertura.

 

O principio gerador das forças abre a porta do esclarecimento, sim, para tornar menos sofrida a vida karmica. Muitas doenças são evitadas pela aplicação direta da mensagem. Lembro quando tia ainda estava encarnada e ela nos ensinava com muito amor. Muitas vezes na casa grande uma ninfa assistente incorporava ali, ela agradecia, porque ela não tinha condições físicas para receber. Mas isso tudo não foi revelado pelos mestres antigos da doutrina que conviveram com muitas passagens ao lado dela.

 

Deveriam todos que conviveram com ela formarem seus livros de ouro, ilustrando com as histórias a sua vivencia ao lado da clarividente. Haveria muita informação valiosa que seria usada para beneficio da evolução. Poucos os que se interessam pela história que vai se apagando ao término do apagar das luzes.

 

Vamos jaguares do amanhecer, vamos contar a sua história que sei que é rica em princípios da literatura humana. Não se escondam e nem escondam a sua verdade, pois um pingo ou uma vírgula pode mudar muita coisa.

 

Ao subir esta noite para uma mata frondosa me deparei com muitos seres de outra dimensão subtraindo o néctar das raízes profundas. Eles se afundavam pelos troncos nas espessas árvores que pareciam chegar a Deus e retiravam da raiz uma essência até meio perfumada. Ao ingerirem esta energia eles chegavam a brilhar por alguns instantes. Eram como vaga-lumes que piscavam iluminando o lugar.

 

Fiquei curioso e fui conhecer. A essência destas matas frondosas alimentava estes seres a milênios. Eles não as destruíam, simplesmente saboreavam o néctar que escorria se perdendo no solo. Antes que se cristalizasse eram subtraídas e assim eles se iluminavam. Eu não experimentei, não era para mim, eu estava somente observando este acontecimento. Muitas vezes o povo das matas frondosas chega no templo trazendo esta energia e a derramam no solo sagrado por onde passam os encarnados. Elas se infiltram pelos pés, mas não se aproveita muito, pois o sapato impede do contato. Tempos atrás os homens desta tribo não podiam andar calçados dentro do templo, mas depois esta ordem foi revogada.

 

Os grandes blocos de energia prateada que chegam do Himalaia, descem como alimento aos espíritos que sugam até a última gota, saciando a falta de energia para a grande libertação. Há uma troca, sim, pois quando chegam no templo eles veem secos e ao absorverem esta energia eles se modificam. O templo é um mistério muito grande, há uma conjunção de forças, fatos e fé. Para se libertar de um compromisso nada mais que se sentar naquele banquinho e ouvir as palavras certas na hora certa.

 

Um dia chegou aqui uma ninfa de outro templo. Ela estava tão doente espiritualmente que sua mente divagava como se fosse num sertão. Ela vibrava com o suicídio, sim, pois depois de ter iniciada a sua vida iniciática ela se deparou com algo que desconhecia. A falta de preparo espiritual, a falta de orientação, tudo isso enfraquece o missionário. Ao sentar-se no trono com o preto velho, ele trouxe o espírito que a estava induzindo a cometer o suicídio. A mulher sofreu muito e cortou seus pulsos, porque esta missionária em uma vida passada matou a sua esperança. Ela teve um romance com o marido deste espírito cobrador e agora como elitrio estava induzindo a fazer a mesma coisa. Quando ela foi trazida ela teve a oportunidade de abrir o verbo e dizer a sua verdade. Muitas coisas podem ser evitadas com o uso da mediunidade comunicativa.

 

Os aparas não devem ter medo da missão de esclarecer, devem ter em mente que são aparelhos benditos de Jesus para mudar o destino de um paciente ou médium. O doutrinador tem por missão ajustar o equilíbrio do apará, conduzindo elegantemente o dialogo com o sofredor para libertá-lo desta angustia. Sem esta confissão nada se resolve, tudo irá continuar com a mesma cobrança.

 

A ninfa saiu daqui dizendo que isso ela desconhecia, ninguém lhe ensinou a verdade. A falta de preparação de um médium é muito pior que se ele continuasse sem desenvolver. Desenvolver uma mediunidade sem conhecer o passado e o presente é o mesmo que se entregar de bandeja ao desconhecido.

 

Como adjunto de povo eu tenho por missão ensinar, orientar e esclarecer. É uma missão árdua e difícil, pois no final desta linha tem as surpresas, podem ser agraveis e desagradáveis. Mas ter um povo para conduzir é o mesmo que se entregar para a vida eterna, sempre será cobrado, sempre será requisitado, onde for preciso a sua presença lhe será cobrada.

 

Um adjunto de povo tem sob suas asas os seus filhos e filhas, porque na sua responsabilidade o seu Ministro cobra a sua parcela. Um Ministro não quer ficar somente como uma imagem pregada em uma parede ou na Cassandra, ele quer que todos sejam participes da união. Sejam quem forem os mestres ramas, todos tem que conviverem pacificamente e assim se evoluírem pelo conjunto das obras.

 

Eu, quando partir deste plano físico, quero estar bem na minha contagem. Eu não vou pelo lado obscuro da missão, se a clarividente me entregou um comando, um portal, eu tenho que ser leal a sua confiança. Desonrar a virtude e o conhecimento, é o mesmo que ter um diamante e não poder usá-lo. Se nós somos lapidados em nosso cristal interior é para que todos vejam a luz que irradia. Não adianta querer esconder a verdade, ela sempre irá nos achar, aqui, ou onde formos. Temos que enfrentar nossas dividas com amor e corresponde com as atitudes que muitas vezes nos intrigam. Não adianta esconder uma cobrança mudando seu rumo, ela vai atrás, ela está grudada no seu perispirito.

 

A técnica da Desindividualização do eu interior é algo simples e corriqueiro para mim. Aqui eu abro a janela temporal do físico com o espírito, mas esta transmutação só é percebida no dialogo com os dois planos. Somente os grandes iniciados conhecem o principio da vida e da morte. O desdobramento acontece pela amplitude do amor ou do ódio. Eles não se misturam, aliás, eles são libertos da clausura. Isso faz muito bem aos enfermos, pois eles liberam uma energia que vai sendo manipulada em seu próprio beneficio. A cura está justamente na manipulação do ectoplasma físico.

 

Vamos abrir mais os nossos corações. Se eu sou um iniciado eu tenho que saber lidar com as forças, com o conhecimento do bem e do mal, saber interpretar as suas situações e não manchar mais o destino. O bem é diferente do mal, mas são duas forças iguais sendo aplicadas em diferentes situações. Use sempre compreendendo quem é você nesta contagem. Se usar o mal nunca se evoluirá.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

24.11.2017

 

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