INTOLERÂNCIA

Salve Deus!

 

A individualidade só adquire cor na personalidade.

 

Nossos espíritos são translúcidos, não tem uma cor definida, eles variam em suas concepções como escolheram em cada encarnação. Nós podemos estar pintados conforme cada vida, cada destino, então dizer que um é branco, outro preto ou amarelo e vermelho, é coisa de uma ilusão complicada. O branco de hoje pode ter sido preto ontem e vice versa.

 

Está chegando momentos de profunda reflexão social, pois querendo ou não, existem as diferenças comportamentais, não são as cores que julgam, mas o caráter e a idoneidade. Não existem molduras disfarçadas, o que existe é um preconceito racial distorcido. Os espíritos estão se revoltando contra suas próprias armaduras que juraram e aceitaram uma nobre missão, mas chegando aqui e olhando para o espelho se decepcionam.

 

A maior dificuldade de aceitação está no esclarecimento da verdade, somos espíritos assumindo roupagens conforme nossa evolução. Para o espírito não importa a sua cor, importa a sua necessidade de reparar seu karma, seja com amor ou com dor. A cor é simplesmente um veiculo para se chegar à verdade.

 

Quando eu saio do meu corpo branco eu não vejo cor, eu vejo transparência. Ele pode estar manchado por cores diversas, mas é exatamente o que ele proporcionou na personalidade. As manchas são somente os desvios de conduta, pois aí sim, ele tem a sua cor. Ele pode ser a cor de sua responsabilidade e não da sua existência.

 

Eu cruzo com outros espíritos que na terra tem cor negra, mas lá não tem como saber se ele é negro, pois é translúcido como uma imagem refletida no espelho de água. Vemos através dele o infinito cosmo, pois são diferentes somente no comportamento. Uns são mais violentos e ouros mais simpáticos, em geral, não se vê diferença da personalidade. Nós olhamos na visão do coração.

 

Quando eu saio do corpo físico eu não me vejo, porque é diferente, espetacular, nós firmamos nossos pensamentos na missão que realizaremos fora da matéria. O duto se forma naquela condição do seu espírito e não do seu físico. Nós ficamos leves a ponto de não ter firmeza e saímos voando pelos nossos sonhos. Uns vãos longe e outros não, tudo isso se afina na voz direta.

 

A percepção do nosso coração se liga aliando-se ao mundo que nos recebe todas as noites e dias, pois para estar neste mundo basta crer e compreender. Não se força um deslocamento, pois ele é realizado na individualidade, sem querer, mas por amor a uma missão. Quando eu saio, saio me desligando do material me ligando ao espiritual. Eu não procuro forçar minha mente, tem que ser natural. Quando você quer uma coisa fora de sua jornada pode causar uma distorção mental e aí criar vários sintomas que vão lhe prejudicar na vida terrestre.

 

Deixe a natureza tomar conta de tudo, sem exigir e nem ofender, porque para tudo tem um motivo de sua presença no físico. Lembre que lá não existe oxigênio, a morte espreita os novatos, pois o sem conhecimento da dualidade o homem se perde na vastidão deste mundo.

 

Os espíritos vêm me procurar pedindo para eu assumir minha missão, mas eu já estou dentro dela, o que divergem as ações são que pela matéria existem controvérsias entre os encarnados. Eu sigo o que me foi confiado nestes 41 anos de sacerdócio, e nem todos tiveram uma escola tão próxima do céu. O esfriamento do corpo para entrar na dimensão zero é cientificamente debatido pela ciência terrestre. Vai chegar o dia que novas descobertas vão acelerar novos princípios que ativos nas camadas descerão para reabastecer nosso sol interior.

 

Chegamos em uma encruzilhada do destino karmico, se Deus é espírito, como viver em duas dimensões que se debatem pela ciência esotérica. Cientificamente os homens estão aceitando a transformação dos seres por verem algo maior que somente especulação.

 

Se nós somos a semelhança de Deus como duvidar de nós mesmos nesta transição solar.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

20.11.2017

 

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