PESO DA RESPONSABILIDADE

Salve Deus!

 

Com o passar do tempo todos vão se embrenhando na vastidão da inconsciência e vão depositando seus restos mortais na cangaia.

 

A vida paralela é algo sobrenatural, algo que deve ser vista com outros olhos, porque aqui na terra todos tem o direito de fazer o que bem entender, mas no campo invisível presta conta dos seus atos. A difícil missão do esclarecimento, pois a verdade ninguém quer ouvir, é melhor dar ouvidos as falsidades a que se manter no pedestal da honra e da evolução.

 

Quando nos desligamos por alguns instantes do nosso físico, nossos espíritos têm a oportunidade de resgatar seus feitos bem longe desta matéria que nos foi emprestada. Geralmente a duvida fica na impregnação do átomo, porque respiramos a energia fluídica e não o oxigênio molecular. Onde vamos não tem oxigênio, não é como na terra, tudo se difere pelo comportamento. Muitas vezes, eu, ao sair do físico muito rápido sinto como se fosse morrer, sem ar, sem respirar, não houve tempo do espírito se adequar ao espaço que silenciosamente nos envolve. Volto rápido ao físico desacelerando meus pensamentos, mas depois com um tempo de reflexão, posso sair sem problemas.

 

A morte é uma causa natural quando não se entende o principio da vida. Se olharmos para os dois planos na simetria do nosso estágio de adaptação ele será luz, assim tornando mais sutil a mensagem do astral. O reflexo de toda encarnação revela as intenções do seu conteúdo. Ao subir nesta nave eu sinto a dispersão dos átomos que compõe a carga magnética do corpo enrijecido, sim, nosso físico se torna como pedra sem o espírito consolador. Nossos espíritos consolam suas almas se beneficiando da energia translúcida que percorre os leitos dos adormecidos.

 

O que seria da morte sem a vida. Na terra todos teme a morte como conseqüência de uma dor irreparável. Este é o maior pranto da vida que se esvai no dilema da consciência, saber que daqui algum tempo não será mais visto e nem abraçado. Esquecem que tudo que deixará para trás não lhe salvará do seu destino, porque a terra gira no seu espaço, mas a eternidade vos saúda pela sua capacidade de responder aos reflexos da sua existência.

 

A cada transporte, consciente ou inconsciente, nós deixamos rastros nas areias que sobre o pergaminho se impregnam. As grandes liturgias não se embrenham no espírito, mas adentram, elas formam somente um espectro ambulante, um fantasma superficial, e na individualidade elas se ligam ao nosso caminho. Para se tornar um emissário deve se preservar a sua integridade, não se macular diante das três portas do destino.

 

Como consequência desta narrativa o homem se aprofunda no verbo, mas ele conjuga de forma apática buscando somente para si o seu penhor. A diferença de habitar dois mundos se organiza pela dimensão do eu na sua vastidão. Eu sou dois em um, como digo, porque na terra eu sinto o modelar da imagem e no espaço sinto a perfeição do eu cósmico.

 

Os espíritos se contradizem na sua balança zodiacal, porque as doze casas transitórias refletem o comportamento de cada encarnado. Se eu sou de virgem, mas já vivi em peixes, trago a resplandecência de leão, essa é a maior confusão que estabelecemos na contagem do nosso rosário. Sim, doze casas transitórias, doze signos, doze apóstolos, doze hierarquias.

 

A convenção dos grandes iniciados alerta pela carta suprema que nós somos um caminho difícil de se perpetuar na terra. O homem jamais viverá um período maior que seu testemunho. A dificuldade de obter perdão celestial na terra é o mesmo que no céu obter perdão da terra. A terra está divergindo nos ensinamentos da verdade, porque os homens esquecem que são somente figuras ilustrativas e não a verdade plena. O comportamento social arrasta multidões em busca de um caminho, mas sem a chave não poderão seguir, pois a porta só abre em determinadas situações. Vida ou morte.

 

Falar em morte há uma dor irreparável em cada coração, mas quando se fala em vida, também há um remorso espiritual. Quando o espírito vem para reencarnar ele sofre a ausência do eu, ele morre também no céu para ter vida na terra. Assim se define as missões, enquanto o ultimo não chegar, ninguém parte para suas origens. Por isso a sequência das encarnações, um tentando salvar o outro, para que todos afinal cheguem ao seu destino.

 

Se você veio com uma missão de resgatar seu irmão, sua família, e não fez os deveres assumidos, é mais um peso na balança da eternidade. Aí terá que vir outro mensageiro para lhe cutucar e chamar a sua consciência. Se este também se perder na sua missão, todos serão presos pelo destino. Vejam que agora houve uma mudança, muitos não estão reencarnando para buscar seus semelhantes, eles atuando como mentores, entidades, para assim não perderem suas evoluções. Cada mentor que acompanha um filho deste amanhecer tem uma missão especifica, ajustar o caminho de volta as suas origens. Se este mentor reencarnasse ele poderia perder seus desígnios e se tornar mais um elo perdido neste mundo material.

 

A escola vai ativando o resumo da vida e nós somos como aparelhos simétricos escalando a mais alta montanha tentando chegar ao supremo pelo físico.

 

E você gosta de ouvir a verdade!

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

17.11.2017

 

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