JAGUAR

Salve Deus!

 

O jaguar é um espírito conquistador e a cada conquista ele vibra com todos.

 

Como é lindo quando um espírito se transforma em um guerreiro e com sua lança ele promove a ordem direta de sua evolução. Não perdendo a chance de desbravar, de conquistar, mas agora com sua consciência limpa ele agrega valores primordiais nesta luta pela nova era.

 

Ontem foi tudo bem, Graças a Deus, mas tinha um espírito presente que estava debochando de nossa participação. Ele queria porque queria desarmonizar o ritual. Aquele espírito sorrindo pelo canto da boca achava aquilo ridículo, mas o Cavaleiro Verde o segurou. No começo ele atuou de forma a impregnar o descontentamento, mas depois ele não conseguiu mais aplicar sua vibração.

 

Conquistamos. Foi uma só vibração, foi uma só luta, foi por amor e pela responsabilidade de manter nossos pés no chão. Quando assumimos esta roupagem da nova era nós empunhamos a espada de luz resplandecente, e ali, depositamos nossos escudos, pois não há mais inimigos, e sim, amigos que estão na mesma sintonia. Agora, formando um pequeno exército de médiuns altaneiros vibramos com as pequenas conquistas sem deixar margem para a infelicidade.

 

Ministro Apurê formou seu canto que desabrochou como a centelha cósmica absorvendo a contagem que se formou no solo sagrado. Forças em movimento, forças descendo, forças girando em grau místico de plexo em plexo reestruturando o sacerdócio.

 

Oh Jesus! Este é o teu sangue que jamais deixará de correr em todo meu ser! Ninguém jamais poderá contaminar-se por mim!

 

Subi esta noite. Na terra nós somos preparados dentro de uma ideologia espiritual, mas no céu há um contraste diferente, somos vitimas de nossa ideologia karmica. O que na terra somos, no céu é como um espelho que vemos ao contrário. Não tem como esconder a verdade, por mais que ela seja divergente ou convergente, ela transparece o nosso sol interior.

 

A confusão estava armada. Espíritos na mesma transição destruindo tudo que viam pela frente. Nada escapava, tudo virava cinzas. A frieza dos encouraçados impregnados pelo ódio estava esmagando a natureza. Não havia mais florestas, a água sumiu, a terra secou. Lembrei naquele instante da mensagem de Seta Branca que diz:
“Procurai, filhos, a Natureza… Buscai o aroma das matas frondosas e os frutos que caem e se perdem no solo deserto… Não deixeis que a Natureza se canse e, não mais regando, o seu solo seco se rache, enquanto os falsos profetas, sem penetrar nas leis de causa e efeito, repitam: É sinal dos tempos!”.

 

Eu me ajoelhei em respeito ao desrespeito, porque por mais que o homem conhecesse a verdade ele nada se importava. A ganância de ter e de se tornar poderoso, mas e agora, como vai usufruir desta riqueza sem ter onde aplicar. Não sobrou nada sobre nada. Tudo aquilo se tornou um escombro dos maus amados. As conquistas agora se tornaram prantos e os choros invadiam as planícies como uivos de lobos famintos.

 

Devemos nos preparar para o futuro sem se alardear pelas inconseqüências. Fazer nosso baú ou silo de armazenar, pois dias difíceis poderão vir e quando eles vierem estaremos conscientes da nossa participação. O homem jaguar tem que vibrar com suas pequenas conquistas. Se ele já não tem mais vibração positiva, está desiludido, deve seguir o seu destino, e lá na frente desbravar uma nova missão. Se aquietar no caminho é o mesmo que morrer em dois planos.

 

Para nós espartanos que já viemos das mil e uma noites iluminada pelas tochas é muito triste morrer desiludido. A nossa luta agora é pela valorização dos seres nas duas dimensões, terra e céu. Por isso o homem não deve se conformar com o simples traçado da arquitetura medieval, a terra prenuncia o penhor de uma nova era e se ficarmos presos ao nosso padrão inferior nunca iremos ser reconhecidos. Ser ou não ser.

 

Muitas vezes o medo do desconhecido prende o destino. Esse medo que lá atrás não tínhamos, nós enfrentávamos tudo e todos sem olhar para trás. Agora paramos e refletimos se vamos em frente ou não. Em um ponto de vista da disciplina mediúnica estamos certos, mas se esta decisão pender pela morte da esperança aí nós fraquejamos e morreremos pela falta de coragem.

 

Um império espartano se ergueu no centro da pátria amada, uma cidade cheia de encantos e de esperança edificou suas colunas e acolheu seus guerreiros. Ali construiu com o brilho da conquista, mas se não der os instrumentos para o povo pela necessidade de desbravar, de seguir sua marcha, morrerá pela sequidão do destino. A folha secará pela raiz fraca.

 

A espada foi escondida e o guerreiro está sentindo falta. Entreguem a espada para os filhos, oh cidade amada, porque dias de muita luta chegarão e o homem deve estar preparado para ela. O domínio se estendeu além fronteiras da terra santa, novos mundos se anunciaram, agora é hora de harmonizar este planeta.

 

Foi assim que transcorreu esta noite, um período neutro que foi acumulando as paixões e elas se digladiaram pelo rompimento das cercanias dos destinos.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

16.11.2017

 

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