DEBOCHE

Salve Deus!

 

Ta querendo me matar é!

 

Os espíritos debocham da missão, mesmos os encarnados que estão dentro desta linha querem desmoralizar o comando.

 

O templo em sua verdade constitui uma linda missão de esclarecimento. Aqui, por ordem de Pai Seta Branca, os espíritos sofredores não vêm fazer baderna. Eles vêm para receber e não trazer. Eles não são permitidos entrar no templo, eles simplesmente projeta na mente dos médiuns aparas, de fora para dentro. Isso garante para nós uma segurança em um trabalho equilibrado.

 

Ontem nos trabalhos o espírito estava debochando de minha missão. Ele dizia que ali não tinha nada, que tudo era uma ilusão, que nada acontecia. Olhando para sua face parecia uma bruxa, uma mulher sofredora. Seu rosto não tinha energia do esclarecimento, estava sem uma gota de prosperidade.

 

Eu não lhe disse nada, até porque seguindo as recomendações da espiritualidade maior, os médiuns precisam de cura e não de sofrimento. Quanto mais um templo se compromete com a falange sofredora, mais os mestres sofrem com as duras penas a eles imposta. Por isso que eu não permito brincadeira com a missão, respeito exige respeito.

 

Esta mulher irradiava em seu olhar o deboche, porque ela se sentia mais que todos os outros. O pronto socorro espiritual é para curar e não adoecer. Se uma entidade de outra linha chega aqui no templo ela não tem permissão de entrar, ela fica parada em frente ao templo, na porta, e de lá a espiritualidade forma um canal que se liga a projeção do trabalho que está sendo realizado.

 

Esta sequência de harmonia deixa o templo suave, transparente, com uma tenra luz onde a facilidade dos mentores torna mais importante o sacerdócio. Esta casa de Seta Branca é diferente neste aspecto: curados e não sugados.

 

O mais importante que a luz que está presente é a luz divina, forças em movimento, forças se alastrando e se multiplicando. Os três Orixás do dia consolidaram a abertura da chamada e com isso somos ligados e interligados ao reino central.

 

Mas a mulher estava desorientada, estava no dilema de sua incompatibilidade. Sabe, quando um médium, principalmente o apará está fora da contagem, ele não alcança o céu, ele somente se torna um aparelho anímico. A incorporação, ou a mistificação da incorporação vai ser o seu dilema pela sua irresponsabilidade.

 

Vocês podem imaginar ter que estar vendo aquele rosto enrugado, chupado, para onde eu olhasse. Após os trabalhos ela ainda continuou me assediando aqui no meu leito. A vida irá mostrar quem é quem nesta missão, eu não posso me equiparar aos desmandos de uma sociedade perdida nos seus lamentos. Chegou a me dar dor de cabeça pela irradiação mental. Com a cabeça doendo eu não podia me desligar, entrei numa espécie de transe, para que pudesse agir em conformidade ao desleixo deste espírito.

 

No juramento do apará que foi deixado por Tia Neiva, ele jura seguir as ordens dos doutrinadores, respeitando e se comprometendo com a verdade. Mistificar uma incorporação só para dizer que está incorporado é o mesmo que se ferir pela espada no cruzamento de sua consciência. Seria bem melhor dizer, eu vou trabalhar para me equilibrar.

 

_ Tá querendo me matar é! Aqui existe um comando e este alicerce foi construído com muito amor e sacrifício de anos para manter a ordem! Ninguém, enquanto eu estiver vivo, vai derrubar! Pai Seta Branca está junto nesta longa estrada da vida!

 

Tudo bem, nós estamos trabalhando e ensinando o evangelho das forças. Para se chegar ao supremo é preciso ter coerência no andar pela linha mater. Um iniciado trabalha em dois planos, sim, a terra no seu sacrifico humano e o céu pela sua benevolência aos espíritos.

 

Nesta escola que eu presido tem muitas portas que abri através do meu roteiro de conhecimento. Os ensinamentos chegam diretamente no sol interior de cada médium, e é isso que importa, a humildade de tratamento, a tolerância em aceitar, e o amor para cumprir.

 

Eu desejo que aqui nesta casa todos saiam curados, sem magoas ou ressentimentos. Aqui não existe violência mediúnica, existe uma energia que acalma, que tranquiliza e abastece os plexos e chakras com harmonia. Como ontem nos trabalhos, todos estavam saciados pela energia que descia do céu. Estavam tão bem que pareciam flutuar dentro do templo. Isso se chama força direta, força cósmica astral.

 

Mas a mulher, espírito, estava intransigente. Queria desarmonizar todos os médiuns. Eu a bloqueei tirando dela a sua capacidade de se manifestar. Como médium conhecedor das forças espirituais eu uso deste processo para anular a força esparsa, dividir o plexo e mudar a colisão do pensamento.

 

Tia Neiva foi uma grande instrutora e deixou as técnicas nas aulas dos grandes corujões. Para quem daquela época teve a oportunidade de assistir o desvendar dos enigmas pode confiar na aplicação dos efeitos da transmutação.

 

É muito fácil um médium enganar outro. Principalmente um aparelho que mistifica sua incorporação. Os doutrinadores deve sempre estar em alerta máximo, não se deixando envolver pela conversa fora das leis.

 

Graças a Deus. Todos que por aqui passam recebem e saem felizes com suas vidas cheias de energia. Aqui existe uma energia luminosa que nos alegra e transborda em sentimentos de harmonia.

 

A sintonia da mulher, espírito, só foi embora quando os primeiros raios do sol surgiram no horizonte. Minha dor de cabeça continuou, tive que tomar um remédio para dor baixando à frequência cerebral, sim, a cura da terra e do céu. Muitas doenças são físicas e outras espirituais. Como a minha dor era física eu tinha que curar pelo físico. Vibração causa um enorme contratempo.

 

Nós podemos bloquear a energia esparsa pela força cruzada das espadas. Quando um médium está desarmonizado ele se torna escravo de sua própria vida. Ele começa a duvidar de tudo e de todos. Pensando ser o melhor ele vai destruindo o convívio cristão.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

12.11.2017

 

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