MERECIMENTO

Salve Deus!

 

Será que tenho o merecimento de receber esta joia!

 

Jesus disse:

Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam, mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”.

 

Eu recebi este presente, um rubi tão bonito que brilhava muito. Eu olhava para ele e me perguntava se era minha imaginação, sim, porque em cada revelação eu tenho encontrado diversos caminhos e a cada caminho uma nova etapa, um novo conhecimento.

 

Eu fiquei com medo de receber, mas a insistência era tanta que foi colado este anel em meu dedo direito. Minha mão pesou, meus pensamentos viajaram, época dos reis, faraós, onde o peso do brilho nos fez tanto mal. Um castigo, uma obra inacabada, porque não tivemos tempo de fazer o que devíamos fazer, tudo então se transformou, o brilho se apagou e nova vida nos foi dada.

 

Agora sem nada, mas com coragem da luta franca pela vitória da compreensão, nós estamos sujeitos aos nossos ais. Eis que então neste trieiro karmico surge às figuras ilustrativas do homem que se ergue com sua história e vai desfiando os nós da liberdade. A quem nós pertencemos, a terra ou ao céu.

 

Muitos chamam por suas mães, choram, resmungam e se perdem nesta dura caminhada pela evolução do espírito. Outros se calam diante das provocações, se encolhem e não se misturam, vão refazendo os seus dotes que receberam neste ciclo.

 

O homem mais uma vez se deixou consumir pela necessidade material, tudo certo, tudo dentro do que jurou, mas esquecendo que a sua paz interior deveria estar em primeiro lugar. Para que tanta precipitação do coração amargurado. O elo imaginário que nos referimos é questão da chave que nos transborda a alma inquieta.

 

O anel estava pesando muito, mas eu não conseguia tirá-lo do dedo. A força de um amor incondicional, a resposta aos demais sistemas, configuração do estado emocional, suspense na consciência.

 

Recebi e não posso trazer para a terra, isso é coisa do destino espiritual, mas a quem pertence este objeto inanimado. Na terra pagamos nossos débitos com o suor de nossas vidas, mas no céu, onde resplandece a verdade, pagamos ou recebemos.

 

O anel brilhava e eu queria sufocar esta luz. Queria esconder, pois tinha vergonha de mim mesmo. Eu não podia exaltar o metal precioso e o brilho desnecessário. Um homem que já teve tudo e não deu valor a sua evolução.

 

Quando parti de novo para baixo o anel ficou suspenso no âmbar da eternidade. Será que quando eu voltar a manifestar pela individualidade ele estará lá. Será que ele é o meu merecimento. Não sei, mas quando eu subir a verdade estará lá.

 

Vale dos Reis. Império da concretização da modernidade humana. Lá tudo começou e lá tudo irá terminar. A eternidade do homem do terceiro milênio retornando as suas origens. Casas astrais seguindo o roteiro de nossa jornada.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

08.11.2017

 

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