UM GRANDE TEATRO

Salve Deus!

 

Será que vai ser assim o fim de tudo!

 

A que ponto nossa determinação alcança a sabedoria universal. A que ponto nós vamos nos multiplicando, porque a cada dia estamos mais nos dividindo. As forças estão se separando e nós viveremos no suplício da interrogação.

 

Eu deitei minha cabeça no meu sol interior e a visão das consequências assumidas nesta roupagem espiritual me mostrou os dias futuros. Um momento de reflexão em que pesa a consciência de uma vida regada aos caprichos da existência. Humildade na compreensão e tolerância na morte.

 

O grande exército agora estava desfilando suas fantasias sem ao menos se ligar aos planos superiores. Uma riqueza de brilho, cores mil, todos somente vivendo o seu ciclo inferior. Havia uma ausência, estava faltando um detalhe importante, a presença do Cristo Nosso Senhor. A quem culpar se não a nós mesmos pela multiplicação do descontentamento. Um caminho difícil, mas foi escolhido e deverá ser percorrido.

 

Voltei. Senti a culpa dos escolhidos a difundir as suas idolatrias pesadas pelas tempestades zodiacais. O mundo não era o mesmo, o nosso destino foi dilacerado pela espada da violência e todos foram contaminados por um discípulo da incompreensão. O espírito está solto em solo sagrado e vai disseminar o seu comportamento mesquinho para provocar a ira dos deuses.

 

Novamente eu subi. Agora tive a maior alegria, me foi apresentada a minha madrinha, a madrinha de adjunto que tanto esperava. Depois da ultima transformação, onde meus padrinhos foram realinhados em suas missões, eu fiquei aguardando Ministro Apurê me mostrar o caminho. Esta noite foi consagrada a minha madrinha espiritual, uma ninfa sol daqui de nossa missão. Eu fiquei muito feliz, fiquei tão emocionado, pois um polo positivo acaba de se formar e estamos construindo um destino, uma nova realidade.

 

Nesta consagração eu tive muitas visitas, até de um casal de jaguares que estavam afastados, pois o jaguar havia desistido de sua missão. Ele veio com sua esposa, ela não desistiu, continuou sua luta, mas ele estava decepcionado e vivendo dias de amargura. Foi então que nesta consagração ele veio pedir uma roupa de jaguar. Queria reassumir sua missão, queria reativar seu centro emissor de forças. Era um doutrinador, um filho que se perdeu nesta terra.

 

Eu busquei com minha esposa e achamos uma calça já usada, mas que ainda serviria para que ele recebesse esta reconsagração. A sua ninfa lua e mulher estava feliz, pois sua luta em muitos anos para resgatar seu mestre e marido deste caminho foi constante entre pedidos e preces ao Pai Seta Branca.

 

Mestres e irmãos. Não fiquem a cochichar no muro das lamentações. Este muro está emanado por uma energia negativa que absorve suas energias positivas. Quem se encostar nestas lamentações, nestas intrigas, ou disque me disque será contaminado e sofrerá o mesmo destino dos espíritos sem luz. Nós temos que colocar em nossas mentes que somos diferentes. Temos que avaliar nossas palavras, o que deve ser dito ou o que deve ser guardado.

 

Temos uma linda missão de anunciar o Evangelho Vivo e Resplandecente e a disseminação da inveja, da calunia e falsidades nos afastam de nós mesmos. Quando entramos neste ciclo negativo nós nos afastamos de nossos mentores e eles nos deixam a mercê de nossas próprias falhas. Quem vai nos cobrar não serão eles, mas as pedras em que pisamos se tornarão escorregadias. A cada tombo mais decepção e assim nos afundaremos em nosso próprio precipício.

 

A reconsagração de Adjunto. Quando um evento é marcado na terra, alguns dias antes da realização, o céu já formaliza o cenário do evento. Sim, por isso tudo deve ser registrado antes para que o tempo se ajuste a contagem. Nada é feito na terra sem que o céu esteja alertado.

 

Assim é a vida de um pequeno doutrinador, entre os lapsos de memória astral e os reflexos carnais tudo vai se encaixando. Somos a última experiência feliz que foi constituída na cruz do calvário. Dando razão aos movimentos da nova era juramos a nossa felicidade. Somos felizes e estamos brilhando, é como o fósforo que se ascende na escuridão do universo e rasga as noites se deixando anunciar. Cada dia mais ele brilha com novas energias sendo conduzidas e reconduzidas. É um fato de muita lucidez nesta fase da terra que prenuncia a grande transmutação.

 

Hoje eu vejo assim conforme os olhos do espírito enxergam. Nada mais e nada menos, porque a cada fechar dos olhos físicos os do espírito se abrem. A grande multiplicação dos corpos astrais acelerando no compasso da verdade.

 

Ser vidente ou clarividente é deixar que o espírito conduza sua dimensão, sim, para se estar na terra ou no céu, existem as divisões. Como disse nossa Mãe Clarividente, é ver com clareza com os olhos do espírito. Então, para se ver além da terra é preciso se mediunizar, deixar que o espírito transborde seu conhecimento e abra a sua janela temporal. Para ver além da terra é preciso estudar o seu mundo, a sua dimensão, para depois estudar o seu eu interior. O viver em duas dimensões é algo diferente, pois nada ou tudo pode acontecer.

 

Quando se tem a chave da porta fica mais fácil passar por ela, mas quando não se tem esta chave, Salve Deus. Muitos querem ser idolatrados e esquecem que são corpos pesados nesta dimensão. Se a eles fosse dada a sua permissão de chegar ao extremo mundo invisível, eles se tornariam deuses, espíritos tiranos, que só pensam em si mesmos. Já na terra sem esta convicção estão se tornando assim, imagine se tivessem esta capacidade de transmutar o metal, de transformar água em pedra, de mudar suas juras transcendentais.

 

Alguns me perguntaram, o porquê do Labirinto de Ramsés, Vale dos Deuses, sem ao menos procurar entender o significado. Muitos criticaram esta obra sem ao menos terem conhecimento da verdade. Quando eu a trouxe para terra foi para um fim pacifico e não o principio da desordem. Quando Entreguei para a Clarividente, para que ela tomasse ciência, ela buscou em sua clarividência a grande realidade escondida a sete chaves, o quarto poder de Deus entre os homens. Uma preciosidade que seria construída, mas o tempo de sua permanência entre nós havia se findado, agora em espírito todos perderam os sinais da mãe. Em 1988 ela veio em sonho me dizer que iria reencarnar, mas em sua família de origem. Hoje já está em terra se preparando para a nova era, quem sabe continuar com o que deixou, ou criar um novo amanhecer, o Vale dos Deuses como deixou registrado.

 

Isso somente ela poderá decidir, por enquanto nós vamos seguindo o roteiro karmico que juramos, só que agora um roteiro iniciático de um poder imensurável. Mas pode estar com os dias contados e se transformar num grande teatro a céu aberto. Cuidado jaguares do amanhecer, cuidado com suas ferramentas e suas armas, pois quem decide o destino é o Grande Simiromba de Deus, Seta Branca nosso Pai.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

07.11.2017

 

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