MESTRE VENHA ME VISITAR

Salve Deus!

 

A correria do tempo afasta os amigos que sem tempo para apreciar as conversas ficam isolados em algum canto deste mundo.

 

Eu recebo muitas visitas, algumas bendizendo a Deus, outras nem tanto. Mas o caso desta missionária é diferente, ela acompanha minhas histórias pela internet e morando longe de nossa missão me pediu para ir visitá-la. É uma filha de Seta Branca que esquecida em seu destino lhe falta amigos, bons amigos, que lhe sirvam de companhia.

 

Lá onde ela mora não tem recursos doutrinários, vamos assim dizer, é onde o vento faz a curva e o mar soca as areias da despedida. Ser filho deste amanhecer é viver amando seu destino, porque muitas vezes nosso destino não está diretamente ligado a nossa tribo, porque somos origens diferentes. Seta Branca tem reunido muitos filhos em torno da missão para que eles não se percam e não percam suas evoluções.

 

_ Mestre, pelo amor de Deus, venha me visitar!

_ Salve Deus!

 

Eu fiquei olhando para a felicidade da mulher que transportada do seu mundo físico estava meio desorientada. A solidão do coração mata pela decepção de não ter com quem dizer um olá. Esta missão de esclarecer os encarnados deste planeta está tomando um rumo diferente e indiferente ao sacerdócio. Todos estão vivendo um momento critico de medo e desalinhamento do sol interior.

 

Eu procurei ver a minha vida dentro de um contexto sólido e espiritual. Vivemos a noite e o dia, mas esquecemos que além desta cortina não existe medo, existe a coragem de dizer meu irmão. Não o irmão curioso, mas o irmão que doa de si para ver a felicidade batendo nos olhos fazendo os lábios tremerem de emoção. Palpitação e surpresa, sim, para quem nós depositamos nossos sonhos em transportes e desdobramentos quando suspiramos a doce melodia universal. Amigos para sempre, amigos que não se deixam esvaziar pela distancia. Uma prece, um Pai Nosso, uma centelha divina que se lança ao etérico plano e vai com toda força levar a mensagem de paz e sabedoria.

 

Eu me vejo na silhueta de um doutrinador, um jaguar medianeiro entre o céu e a terra. O rompimento desta coluna arrasta nossos pés aos detalhes das encarnações. Cada qual vive o seu momento, o seu mundo, a sua delicadeza programada. Para que viver na clausura do destino karmico ruminando as controvérsias do coração.

 

Assim o nosso templo íntimo sagrado pela força de uma transformação, vive a sua plenitude na roupagem de um momento especial. Somos diferentes, somos especiais, somos aquilo que pedimos. Uns pedem algo a mais que simplesmente ser humano. Eu peço cura, peço que nos livremos dos males físicos e espirituais. Eu peço paz aos homens desta terra, mas também não peço guerra, dentro da razão incondicional pela voz da razão nós viemos para mudar. A dor sempre mostrará o mundo esquecido.

 

Quando nos despedirmos da nossa couraça sofrida pelas intempéries da dor, veremos do outro lado figuras luminosas de braços abertos recebendo a nossa passagem. Muita luz, muita compreensão, muita sinceridade. Uns não vão merecer esta transmutação, outros chegarão a Deus. A quem vamos culpar.

 

Viver na solidão pode ser uma forma de evolução, é onde você tem mais fé, porque no silencio de sua mente pode esvaziar seus sentimentos negativos e receber as bênçãos de suas origens. Muitas vezes Deus te ouve mais assim do que no meio da multidão. Olhe e veja Deus onde jamais pensou ele estar.

 

Já pensou nisso!

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

31.10.2017

 

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