EU NÃO ME VENDO

Salve Deus!

 

A pressão espiritual é grande, mas devemos ser mais fortes para não se deixar contaminar.

 

A psicopatia espiritual é uma doença grave que ataca os sentidos figurativos do nosso equilíbrio. É uma doença degenerativa do comportamento, ela não pode crescer, ela dever ser podada pela razão dentro do amor, mas com força e coragem, porque nos primeiros sinais ela se torna vitima para depois se tornar obsessor.

 

O espírito chegou aqui na minha cabeça com tanta violência, com tanto ódio. Ele queria quebrar tudo, queria morte, vingança, pois ele fora abandonado a sua própria sorte e isso o tornou um ser violento a ponto de não ter mais compaixão. Seus pensamentos se voltaram somente para ele, pois se sentindo vitima não aceita ajuda.

 

Eu estava já sem saber mais o que fazer, porque o obsessor quando está sob o efeito da lua se torna ainda mais perigoso. A lua, quando oferece abertura, torna mais vulnerável a ação dos espíritos sofredores, tanto encarnados como desencarnados. Nós, geralmente na terra, somos sofredores encarnados que buscam o conhecimento para administrar este compromisso. Mas têm os que estão encarnados sob o efeito desta transição, uma moléstia perigosa que se não for podada poderá crescer ramificando pelos laços familiares.

 

Eu não vendo a minha alma. Não sou participante destes desafetos.

 

Assim, vendo este quadro degenerativo, porque esta doença espiritual faz a impregnação nos neurônios pelo processo mental, aniquilando o positivo e dando largo espaço ao negativo. Decompondo as células a pessoa não sente no primeiro momento a sua transformação, mas o tempo vai induzindo na memória a depreciação do eu interior, se tornando vitima de si mesma.

 

Eu subi. Fui de encontro a este quadro obsessivo e o que vi. Era uma família de pessoas diferentes. Eles eram ruivos, tinham muita indiferença social, porque eram considerados bruxos. Eram pessoas boas, nunca ofenderam ninguém, mas viviam reclusos pela perseguição dos olhares condenatórios. Eles viviam sob uma pressão desordenada por serem assim. Estavam sendo destruído pela vibração mental desta cidade que não os aceitavam.

 

Eu fui e tive a oportunidade de entrar, pois a porta estava aberta e sem proteção. Estavam deitados em um grande quarto e havia uma menininha, uma criança recém nascida, que eu tive a feliz oportunidade de tê-la em meus braços. Quando eu a peguei vi em seu rostinho uma lágrima descendo. Aquele espírito era um ser de alta hierarquia que veio nestes laços familiares cumprir uma missão. Era ruivinha e isso demonstrava o seguimento dos laços familiares.

 

Aquela família toda estava doente, estavam sendo destruídos pela perseguição, pelos crentes em Deus que se diziam salvos. O que mais me chamou a atenção era que eles não se defendiam, não queriam se vingar, e por isso estavam sendo contaminados. A missão deste povo era se evoluir e não involuir. Mesmo morrendo eles não se deram ao luxo de destruir, de matar.

 

Em um só quarto todos estavam deitados desfalecidos pela falta de energia espiritual. Quando eu visitei este lar eu já cheguei dentro dele, não vim por fora. Foi então que olhei para fora e tudo estava tão escuro, mas havia uma nuvem sobreposta a esta casa. Era uma forma de tempestade se aprumando para desaguar inundando definitivamente este lar matando estas pessoas. Fiquei assustado, porque vagarosamente ela estava descendo e a cada instante sufocava mais.

 

Ofereci minhas preces ao povo de Aruanda que veio em socorro as vitimas desta sociedade. Houve um grande impacto com um enorme clarão e estrondo. Parecia que houve a explosão de uma bomba que dissipou aquela energia negativa. A degradação dos espíritos foi contida, só que estava faltando energia viva e resplandecente para reanimar e realinhar estes combalidos em seus leitos. O sol simétrico entrou pelas arestas e foi tomando espaço na escuridão. Conforme ia esquentando o ambiente os espíritos iam reagindo aos poucos, parecia uma réstia se ampliando sobre seus corpos.

 

Eu ainda segurava aquele pequeno ser em meus braços. Eu estava aquecendo no meu peito esta criança embrulhada como presente. Sim, antigamente as crianças recém nascidas eram enroladas em panos para não se machucarem. Pareciam embrulhos que podia até jogar que não se machucavam. Somente o rosto de fora com uma toca em sua cabeça. Eu vi que havia reação, que o ambiente já estava se tornando leve. A mãe desta criança, uma jovem e filha também, porque seus pais estavam também doentes em seus leitos no mesmo dormitório. A junção de forças do mundo espiritual desintegrou a carga negativa dando vida novamente aos espíritos acrisolados nesta cobrança.

 

Este espírito que veio aqui me cobrar uma reação, se tornando obsessor estava neste leito, eu o reconheci, ele estava agonizando. A minha reação aqui na terra se tornou um ponto de ligação, porque o espírito queria se materializar na minha aura, na minha frente. Tal era a força transferida do além para meu sol interior.

 

A revolta que sentimos na hora é indescritível, é com se fosse um rastilho de pólvora prestes a ser ascendido. Eu me segurei muito, mas tem horas que a pressão é tão grande que a gente não aguenta. Foi então que para desvendar esta obsessão tive que subir, eu tive que ir justamente na ferida da questão. Como foi difícil, triste, mas parece que Deus tomou conta deste quadro e mais leve voltei. A dor da humanidade está no seu comportamento social, pois ninguém é maior que ninguém. Ninguém pode sentir-se orgulhoso de ter algo a mais que seu próximo. Se tiverem é por merecimento e não por opção. Todos lutam pela igualdade, uns tem mais merecimentos e outros não. Tudo é regido pelas juras transcendentais.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

21.10.2017

 

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