SE PUDESSE APAGAR…

Salve Deus!

 

Seu eu pudesse apagar certas coisas do passado eu passaria uma borracha nesta mancha do espírito.

 

Nossos espíritos sofrem e ficam marcados pela eternidade. Somente com muita água e sabão espiritual, digo, evangelizando-se, é que esta mudança se torna visível, mas como proceder com os resultados fixados no muro da verdade. Tempos que não voltam, mas que incomodam pela cobrança das praticas costumeiras do dia-a-dia.

 

Eu vejo e revejo, mas os espíritos não contribuem para valorização do futuro. Eles querem ainda viver o dilema de estarem presos as suas dimensões sem se preocupar com os acontecimentos da transformação. Como no caso desta mulher que não se permite evoluir. Está presa ao seu mundo sofrido de orgia e degradação. Mantendo sua mente presa ao sacrifício do seu corpo para semear sua imoralidade.

 

Como é doentio viver no submundo da infelicidade. A escolha de se manter neste caminho é uma posição difícil para o espírito, mesmo havendo distorções entre o físico, não há equilíbrio moral.

 

Muitos espíritos só querem satisfação própria, ego, esquecendo que por atrás daquela cortina de teatro tem espectadores curiosos pra saber como será a apresentação da peça. Finalmente a cortina desce e sem escrúpulos os falsos e profanos vão erguendo suas bandeiras demonstrando a inferioridade em que se vive. Vão dilacerando suas almas, cortando suas ligações, especulando suas angustias e trazendo a tona a sua riqueza entrevada no lusco fusco.

 

Ricos e pobres somos todos nós que juraram a luz da verdade, mas ao apagar da vela se entregam ao desprazer da inverdade infernal. São tomadores dos sonhos que se multiplicam pela crosta difamando a si mesmos. O passado nos alerta sobre o futuro pelo presente que vivemos nesta condição social, pois a terra está sendo dilacerada pelos vales das sombras que estão burilando as mentes degradadas mudando seus costumes. É como se dissessem: Deus não existe.

 

O sacrifício desumano sendo tragado pelas noites frias sem luar. O vento sopra a despedida e todos choram remoendo seus ais, dentes rangendo e gritos pela dor constante vaporizando os corpos despedaçados. O vapor infernal soprando os espíritos, sim, algo terrível que cortava como uma lamina afiada destroçando as almas.

 

Onde eu estava era pior que o inferno, porque lá não havia amor, havia reclusão dos mal amados. E esta mulher que ainda não acordou para si mesma. Mulher, mulher, disse Jesus: Vá e não peque mais. O tempo faz os espíritos esquecerem da luta evolutiva e passam a conviver como animais perseguidos pelos caçadores. Um grito sufocado pela aparência é como um uivo dilacerado pela lâmina afiada.

 

Eu fiquei muito triste vendo esta armadilha do destino convidando os incautos homens a se mancharem novamente pela imprudência dos seus corações. Homens que juraram pela verdade perdendo seus instintos missionários e matando seus pensamentos pela traição dos olhos.

 

Que mundo é este que o sol não penetra. Acostumados pela escuridão como se fosse dia claro, eles se movem como onda do mar quebrando abaixo da crosta atingindo os pés que descalços recebem a força do desejo animal. A sodomia voltou e escureceu as mentes tapando o sol simétrico que um dia jurou transformar este planeta.

 

Voltei deste mundo e não quero mais voltar para lá. A degradação moral já é suficiente desviar os destinos dos encarnados. A terra passará, mas não as minhas palavras: Jesus.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

23.09.2017

 

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