UM DIA QUEM SABE…

Salve Deus!

 

O mundo, as aventuras, os encontros e os reencontros são coisas para mostrar o quão estamos evoluindo.

 

As janelas temporais que viajamos de um mundo para outro, as ferramentas do espírito para elucidar seu karma, as dores que fisicamente sentimos para transformar o espírito na consciência divina, nada é por acaso, tudo é pela perfeita sintonia do eu maior.

 

Um dia conversando com o Lacerda, quando eu havia acabado de entrar para a doutrina, ele disse que Tia Neiva olhou quando eu estava saindo da casa grande: Lá vai um verdadeiro jaguar. Ontem, no templo, Divino Mestre Lázaro chegou e incorporado me chamando de meu pequeno jaguar. Não falo isso para mostrar vaidade ou grandeza, falo isso para mostrar que nós temos capacidade de nos transformar, de ser alguém, de ser um missionário que compreende seus motivos e sua longa viagem sem volta, mas que agora nesta missão ele pode regressar para sua origem.

 

Pequeno mestre, nossa que honra, para mim foi um motivo de alongar mais meus caminhos em direção ao que queremos aprender, a ser diferente nas suas conquistas. Tempos atrás nós éramos conquistadores do poder material, agora eu vejo a diferença, ser um conquistador espiritual, pois tem em suas mãos uma espada que reflete o seu sinal, o seu comportamento, a sua missão.

 

À noite eu fui viajar. Entrei em uma destas janelas do tempo e fui reaver minhas ligações com minhas origens, que me deu condição de nascer, meu querido pai. Chegando lá, o que eu vi foi um menino de uns três anos brincando no chão com algumas latas que dizia estar criando algo, coisa de criança, coisa de espírito já com tendência a mostrar sua obra. Fiquei ali e ele me chamou de tio Fernando, eu o abracei comovido pela sua meiguice. Quando eu o abracei tudo veio à tona, era meu pai que havia reencarnado. Nossa, foi muita emoção, ele agora não estava me reconhecendo, pois havia passado pela cultura do espírito e veio novo em folha para prosseguir com sua missão, a que por uns sessenta anos da terra não o fizera em vida anterior.

 

Eu queria gritar de alegria, mas me contive, pois ainda criança ele não iria entender o motivo de minha felicidade. A vida nos esconde quem somos, quem são nossos familiares, e tudo que iremos fazer deste trieiro karmico para nossa evolução.

 

Fiquei de pé olhando para ele brincando com suas latinhas e já com opinião formada demonstrava sua genialidade. Antigamente não havia tanto progresso científico, mas este velho espírito já tinha algo diferente, ele era inventor e muita coisa ele fez contrariando os leigos que não acreditavam em suas invenções. Ele falava, mas o que mais impressionava é que ele fazia acontecer. Ele já conhecia o segredo da magnetização e os seus inventos tragavam a verdade sobre a transferência para o aço. A indução se dava pelo que ele fazia e não pelos seus parcos estudos.

 

Fazia muitos anos que eu não o via mais. Percorri o mundo espiritual em sua busca e não o encontrava em nenhuma casa transitória do canal vermelho. Ele estava sendo preparado para reencarnar e somente agora que eu pude ver onde ele está e com quem está. O sinal do tempo que nos promete as recompensas das nossas vidas.

 

Eu continuo caminhando, pois a nossa verdadeira escola é este universo encantado que se descortina através da doce melodia dos encantos do amanhecer. Ser mestre, veja bem, mestre, é ser humilde, tolerante e ter muito amor para aguentar as provocações dos seus pares na terra. Ter amigos na terra não quer dizer que serão eternos, mas agora ter reconhecimento dos espíritos, isso sim, é infinitamente diferente, é algo que irá ilustrar seus sentimentos mais profundos.

 

Os catalisadores das ondas magnéticas dos pensamentos. Eu sofro muito quando alguém se projeta mentalmente para minha aura. Como estes dias uma ninfa mentalizou antes de ligar pelo telefone para minha esposa. Eu estava, com ela, na mesa do café e sentia algo se aproximando, mas eu não sabia o que ou quem era. Aquilo foi ficando mais forte a ponto de eu ter que gritar, Salve Deus. Não demorou muito e toca o telefone, era a nossa irmã com sua alegria.

 

Em uma história que foi contada pela clarividente sobre Ditinho, um mortinho, que estava perdido nos seus conflitos do desencarne em um bar do Rio de Janeiro. Desesperado encontrou um vigário e recebeu esta mensagem: Onde vai o pensamento vai a alma. Então, vejam bem a diferença de mentalizar, projetar, desdobrar ou se transportar. Muitos não sentem a transformação do etérico plano por que tem suas mediunidades fechadas. Muitos só emitem e não recebem as fagulhas dos contatos mentais ou espirituais. A diferença está no espírito e não no físico.

 

Quando um espírito já vem com suas qualidades alteradas pela sua capacidade de melhorar a si mesmo chama-se dom, pois é a sua transição do velho para o novo. Esta transição pode ser direta ou indireta. Direta quando pelo nascimento do espírito no físico e indireto quando se desenvolve. Então temos duas linhas de trabalho, temos os médiuns conscientes e os inconscientes, estes inconscientes dão muito trabalho para a espiritualidade, pois acabam sendo instrumento nas mãos do destino. Ser consciente é ter os olhos abertos, mesmo sendo um apará, pois fecha os olhos físicos, mas se abre do espírito.

 

Minha transição é mostrar que todos podem buscar seus méritos nesta terra e no céu, basta querer. Se eu busquei minha identidade é porque se formos merecedores da verdade tudo nos favorece. Os espíritos não querem que a terra sofra esta pesada passagem, pois sabem que a dor revolta o coração e a cada pedacinho de ódio que se emite pela inconsciência é mais uma pedrinha para ser removida do destino. Pense antes de entrar pelo caminho sem volta e reflita os ensinamentos do nosso Pai Seta Branca.

 

Boa sorte a todos!

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

21.09.2017

 

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