TESTEMUNHO – parte dois

Salve Deus!

 

Voltando as raízes eu descrevo o mundo em sua evolução. O testemunho da verdade já trouxe, ontem, duas mulheres para conhecer o vale.

 

Cheguei lá na minha origem terrena, onde eu nasci e deixei encalacrada na terra a centelha divina que me segurou nesta matéria. Voltei para reaver meus compromissos carnais, mas tudo estava tão diferente. Não eram as mesmas lembranças familiares, materialmente sim, a mesma casa, os mesmos espaços, tudo estava quase igual.

 

Fui na casa do meu velho avô e não entrei, fiquei pelo lado de fora observando para dentro. Havia uma velha senhora passando café, ela não me via, mas eu registrava tudo. Ao olhar para trás um homem também velho estava sentado do lado de fora, era um mortinho, ele me viu e conversou comigo, dizendo que tudo na vida passa, menos as ligações do passado. Eu olhei tudo em volta, as energias não eram mais as mesmas.

 

Fiquei um tempinho organizando a solda divina para poder trazê-la junto, para esta missão do amanhecer, pois aqui ela será de grande valia para meu sacerdócio. A centelha divina, esta solda do espírito, quando usada para pregar o espírito ao físico solta fagulhas que ficam largadas. Não é igual ao charme que ao desencarnar ficam no mesmo local, ela é diferente, é o principio da chegada dos médicos do espaço. Ela é uma energia limpa, tão limpa que brilha no local. Centelha cósmica divina. Não precisa de ritual para limpar, desintegrar, como a do charme, que ao trazê-la para a estrela de Neru precisa se filtrar.

 

Eu formei minha condição mediúnica e assim resgatei este poder iniciático encapsulando ela para não perder um raio da centelha sequer. Quando cheguei aqui no templo de nossa responsabilidade despejei a cápsula sobre o templo, sim, a energia foi derramando sobre o telhado e suprindo o comando da nossa missão.

 

Ao ficar ali observando a energia se encalacrando espiritualmente no material me deixou feliz. Tão logo um carro chegou com duas mulheres e dois homens para conhecer o templo. Como não era dia de trabalho na casa, eu os atendi ali mesmo no portão do vale e eles foram embora, marcando para outro dia o atendimento. Os espíritos começam a nos procurar com mais intensidade mostrando que Pai Seta Branca está arrebanhando seus filhos.

 

Eu, na hora que eles foram embora, fui ao templo para ver como ficou a centelha cósmica. Chegando lá, eu não podia entrar, não sem uma roupagem especial que os grandes iniciados estavam vestidos. Era uma bata azul infinito, da cor da roupa do Cacique Seta Branca, que me foi colocada pela cabeça chegando até aos pés e amarrada lateralmente. Na gola que ia até o peito uma abertura com desenhos e cada bata desta tinha as graduações do iniciado.

 

Vestiram em mim aquela indumentária para poder se beneficiar da centelha que eu mesmo trouxe, pois era de Deus, era divina, e somente estando com esta roupagem eu poderia manusear. Buscar eu mesmo fui, mas ao manipular este poder secreto dos grandes iniciados somente estando em conformidade com o ritual do astral superior. Eu olhava para aquela bata e me sentia bem, estava bem. As dores sumiram e eu via que na dimensão do espírito somos diferentes.

 

Nós deixamos onde nascemos os resquícios da centelha divina cósmica, esta solda do espírito que nos grudou ao físico. Ela fica onde foi o local do nascimento, fica ali impregnada, fica marcando no tempo e no espaço. Uma parte dela está no nosso coração e outra, a que restou fica no local de origem. Eu diria que é como os raios da solda, sim, quando solda o espírito é como um clarão que se dispersa, um raio sem estrondo.

 

Voltei para meu corpo e ainda relembrando desta viagem, desta transformação do nosso mundo em uma escola universal, onde aprendemos a renovação cristã do nosso sol interior. Tudo para mim é uma novidade, a cada dia, a cada noite, eu estou aprendendo. Estou mostrando que ainda temos um longo caminho para se aproximar de Deus.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

19.09.2017

 

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