CONDUTA

Salve Deus!

 

Do que adianta carregar tantas luzes em suas costas e não respeitar o seu mundo.

 

Os seres humanos, humanos irracionais, estão tragando seus destinos pelos caminhos tristes da sua insatisfação mediúnica. Ao invés de mudarem seus hábitos, seus hábitos estão mudando seus corações.

 

Eu, quando vou para este outro lado da vida, onde a verdade é real e transparente, vejo cada ingratidão com estas luzes do céu. Os homens e mulheres da terra tentam atribuir à decadência humana ao comportamento do espírito na sua vasta dimensão. Uns tem procedência e outros não.

 

No amanhecer só aprende aquele que deseja mudar seu padrão, seu circulo de amizades, e fazer do seu rosário um altar de evolução. Muitos se entregam ao desprazer de enveredar pelos mesmos caminhos de ontem, esquecendo que o amanhã será o testemunho de sua condição social.

 

Os seres encarnados preferem viver na sua condição animal a que serem reconhecidos pela eternidade como doutores da lei. Doutor da lei, ou seja, o exemplo a ser distribuído entre os habituais contatos da esfera inferior e superior. Do que adianta carregar tanto conhecimento científico espiritual se não da o bom exemplo.

 

Para se mudar é preciso viver como um cavalheiro sabendo escolher seus companheiros de jornada, e assim dar continuidade ao seu preparo na força de um povo migratório. Migrar de um mundo para outro sem perder sua consciência. É justamente os que se isolaram da tradição milenar e estão traçando novos caminhos entre a comunicação e a recepção.

 

Ser jaguar não quer dizer ser santo, mas estar santo. O mundo espiritual confia tanto nesta expansão que organiza os projetores de forma e emitir diretamente de cima para baixo fazendo repercutir nos holofotes as ligações que vão ascender à chama da vida.

 

Não adianta ser somente um jaguar. Tem que ser o jaguar. A vida cobra centil por centil a nossa capacidade de entendedor dos sinais que estalam na eternidade. São como estrelas ou pequenas fagulhas que brilham no universo fazendo a curiosidade humana atentar para seu mundo, seu universo interior.

 

Jaguar, homem ainda perdido em sua triste insatisfação. Jaguar filho da terra, filho do coração impregnado pela força do sol e da lua. Jaguar, filho de Neiva, de Seta Branca, filho do amanhecer. Eu, quando cruzo a linha indivisível olho para mim e vejo que ainda preciso lapidar muito meu destino karmico, mas aos poucos este espírito ainda amarrotado pelo destino vai esculpindo outra imagem. O escultor são meus mentores que lapidam meu coração formando o homem do amanhã.

 

Ser jaguar não é sair do seu mundo físico e se embrenhar nas cavernas da prostituição. Não é ficar vagando sem rumo e sem destino a espera de suas atrocidades ou vitimas vierem lhe fazer companhia. O viver em sua nobre conduta moral sem dissipar a sua história.

 

Chame pela vida que ela virá, chame pela morte e ela também vira.

 

Lá do outro lado vejo os meus nobres parceiros de farda se desfazendo de suas responsabilidades para viver em contradição com sua natureza. O Evangelho da suprema corte universal foi deixado e muitos escreveram sobre o pergaminho as palavras da sabedoria. Mas nem todos vivem estas palavras se deixando contaminar pela nuvem cinza escurecendo sua mente.

 

O curandeiro cruza os vórtices da fé entoando a reza como cura dos leprosos, mas esquece que a doença não está no físico e sim na alma. A benzedeira invoca nos galhos e folhas da árvore seca a sua milagrosa cura entoada pela liturgia na sua pregação. Salva a vida, mas padece pelo parto da consciência divina.

 

Os missionários tragam estes dois conceitos e formam o aledá da vida. Entre a reza e a ciência dos veteranos espíritos nós chegamos na razão da formula secreta que só tem um nome:

 

JESUS.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

17.09.2017

 

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