BEBIDAS

Salve Deus!

 

Seu eu vi, Pai seta Branca também vê e muito melhor do que eu.

 

Como tem mestres do vale ingerindo bebidas alcoólicas se desviando do seu juramento, da proibição ao uso de drogas e outros vícios que fazem a degradação do físico e do espírito. Os espíritos saem de seus corpos, ainda numa espécie de transe e ficam por ali mesmo rodeando seu corpo tentando se limpar. É a coisa mais degradante que eu já vi, e olhe bem, eu os conheço de longa data desta missão.

 

A bebida alcoólica pode-se até pensar ser uma saída para problemas de relacionamento, familiares e profissionais, ou seja qual desculpa se use para beber. Quanto ao local em que eu cheguei era obscuro, um lusco fosco, sinistro. Os médiuns do vale estavam misturados a outros tipos de espíritos que faziam algazarras, davam enormes risadas, brindavam, e nem se lembravam de quem são. Ao entrar neste mundo eu deparei com falanges de espíritos sem procedência, sem amor, somente sugadores de seus clientes.

 

Cliente, sim, o filho de Seta Branca se torna cliente desta triste narrativa e aos poucos vai perdendo sua vida, vai se tornando um mendigo perante sua evolução. Quando a família espiritual fica sabendo desta troca eles choram pela perda mais uma vez do seu ente querido. As notícias, mestres, não ficam somente na terra, porque somos iniciáticos e elas formam um dorcéu de ligações que jamais se viu nesta jornada.

 

O desafio de uma missão está justamente na transição do velho para o novo corpo, sublime, cheio de luzes que irradia sua magnitude atingindo os raios do grande oráculo. A sustentação destes raios se dá pela nossa condição de manipular as placas que se desprendem dos círculos espirituais e já começam cair em cima das cabeças, como disse Seta Branca, quando as enormes placas caírem dos céus em cima dos fortes armados e os chacais não respeitando mais suas identidades trarão a morte em dois planos.

 

Ninguém é contra você querer morar no vício, mas entregue suas iniciações, não somente suas armas, mas o que recebeu em suas mãos. A iniciação fica impregnada nas mãos e não no plexo físico. São as ferramentas que você usa para curar, para ensinar, para tudo que nesta vida você precisa. Mãos curadoras, mãos divinas, hino do amanhecer.

 

Ao receber sua iniciação tudo fica ali e por isso ao deixar sua missão devemos retirar este passo iniciático para que seu espírito não sofra uma maior desmotivação, perdendo a sua rica e feliz oportunidade de chegar na sua conquista. Um espírito que bebe, como eu tenho visto, ele fica num caminho tão triste, tão difícil, ele não olha para o céu, ele continua olhando para o horizonte. Ele caminha, caminha e desiste, aí ele volta e continua sem saber pra onde ir. É tão triste para uma pessoa sem destino. Chora ele e chora quem de sua família o conhece, mas cada qual tem seu livre arbítrio.

 

Aquele bar, aquele lugar, emanava uma energia deprimente, todos riam sem motivo, estavam sendo enganados por eles mesmos. Copos não mão e sem prestar atenção ao seu lado brindavam, pés de pato e outros nem sei descrever estavam escamoteados pela falsa ilusão da bebida. Cada gole estimulava o ectoplasma a sair pelos poros, uma gosma amarelada que escorria pela pele. Uns nem tinham mais, estavam com seus rostos sem energia, brilhavam, mas pelo ressecamento da energia vital. Estavam que nem um pedaço de pau seco e sem vida de tanto serem usados, é como um cabo de enxada que fica liso.

 

Sai o mais rápido possível, pois não era o meu lugar. Pensei em ajudar estes espíritos, mas não, eles merecem onde estão e tudo que fazem, todos já são bem esclarecidos. Uma pena que estão jogando esta faixa esclarecedora para um precipício. Depois terão que ir buscar pela dor o que jogaram conscientemente.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

14.09.2017

 

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