MANTRAS

Salve Deus!

 

Eu já havia escrito sobre os mantras, mas vamos entrar nesta mesma sintonia, pois existem duas formas de serem ouvidos, na terra e no céu.

 

Um mantra é como se fosse uma oração, através de sua afinada melodia ele pode penetrar nos três reinos de nossa natureza alterando nosso estado vegetativo modificando as células vitais e favorecendo os contatos entre dois planos, físico e espiritual. Um mantra pode curar até um câncer, sim, como uma péssima música pode atraí-lo para seu corpo. As variações da frequência mental e cardíaca distribuem para seu sistema imunológico uma dosagem do que sua percepção alcança.

 

Vejam, na terra a frequência não deve ultrapassar o que seus ouvidos aceitam, pois no mundo espiritual se forem pesadas as vibrações elas atingem o espírito alterando sua forma. Um espírito pode mudar sua forma pela variação do som emitido, se ele for um espírito doente pode se curar e se ele não tiver doença alguma, pode adoecer. O espírito é muito sutil, ele não é como o corpo físico, ele é uma membrana delicada e qualquer ação pode modificar seu padrão.

 

Na terra o som não deve ser nem baixo e nem alto, deve ser um tom que seus próprios ouvidos ouçam a sua frequência. Agora, no plano espiritual ele é como um canto de amor e de ternura, a forma que se emite lá de baixo, transforma este circulo vital daqui de cima. Tia Neiva sempre usava de uma caixa amplificada para registrar os nomes dos mentores, pois a frequência do som amplificado penetrava nas dimensões com mais facilidade. Mas não se gritava, falava-se no tom onde todos da terra ouviam sem ferir seus tímpanos.

 

Eu ouvia um mantra sendo executado na terra. Era uma delicia, pois era como uma serenata para os espíritos que também embrenhados nas cavernas ouviam. Aquele som fazia um bem danado, ele chegava como uma brisa suave e ia encalacrando nos lugares da tristeza. Em muitas sombras onde a dor é uma constante, os espíritos saiam das arestas e ficavam ali ouvindo. Eles se deliciavam com suas cabeças voltadas para cima tentando ouvir com mais perfeição. Alguns eram envolvidos naquele mantra e iam flutuando, flutuando até desaparecerem. Aquele mantra formou um canal da terra para com o céu e ele foi puxado para um templo, para uma mesa, ou não sei mais qual destino. Eu os via como hipnotizados sendo arrastados pela frequência da melodia em forma ondas.

 

Na terra a música pode distorcer sua mente e atrair doenças karmicas de difícil cura, pois a variação abre buracos no seu corpo, assim como atinge outros planos, aqui, na terra, este som atinge os três reinos de sua natureza. Som pesados modificam a estrutura do DNA, como podem levantar pesadas placas do solo. Ele altera a gravidade material pela sua frequência. Uma chalana é movida pelo som que a torna leve e sem ruídos intensos. Simplesmente ela emite um som em uma frequência que modifica sua estrutura e depois ela se expande pelo universo.

 

Mas voltando ao mantra. Eu estava aqui em cima olhando para o céu espiritual. Eu ouvia este mantra sendo emitido da terra e mesmo aqui, longe dos olhos físicos, eu ouvia atentamente. Ele chegava a arrepiar meu espírito de tão bom que era ouvir. Mas o que eu via era a modificação do ambiente tétrico deste mundo sofrido, sim, aquele mantra chegava a iluminar as sombras. Muitos falam mundos abaixo de nós, mas não, no canal vermelho, que fica acima de nossas cabeças, lá sim, podemos dizer mundos inferiores. Aqui na terra é diferente do céu, mas diríamos que ao chegar lá nós fazemos parte do sistema.

 

Cantar é louvar a Deus, é como um hino de amor e compreensão. Dizem que quem canta seus males espanta.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

11.09.2017

 

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