CORPO NOVO ESPÍRITO VELHO

Salve Deus!

 

Você sabe que eu vou reassumir a minha missão!

Eu sei e com muita coragem!

 

Eu fui ver esta noite o porquê fecharam a nossa ponte estelar. Chegando lá havia uma multidão parada de um lado e um total vazio do outro. A ponte submergiu deixando este elo sem ligação do tempo com o espaço. Ao chegar na beira do abismo eu sabia que ela estava lá, mas o medo de pisar em falso e cair deixava todos apreensivos. Se ela estava assim é porque havia motivo e eu não iria desobedecer, então virei minhas costas e voltei, voltei pelo caminho suave, sem muitos a conflitar com suas ideologias.

 

Eu já havia contado em algumas passagens anteriores sobre alguns envolvimentos dos trabalhos do templo na terra com aspectos curiosos da espiritualidade. Mas vamos ao caso específico e do porque foram deixados por Tia Neiva para esta tribo.

 

No caso do prisioneiro. Vocês já viram este trabalho pela espiritualidade! Onde um prisioneiro tem que se humilhar diante de sua vitima do passado, seu algoz, para lhe pedir um bônus. Seria até melhor dizer: Liberte-me logo ai meu irmão, e não: conceda-me um bônus em Cristo Jesus. Este momento de humildade e tratamento pode oferecer uma oportunidade de todos reaverem seus mundos. Muitos dão seus bônus com amor e muitos não, pois naquele momento o espírito sabe que está validando uma libertação que ele não queria. A cobrança entre os físicos é pior que a dos mortinhos, porque ao se cobrarem eles se desvestem de suas couraças e atuam diretamente na psique humana, já dos mortinhos não, muitos tem pressa de seguir suas viagens e não retornam para suas couraças. Então seria uma humilhação para o prisioneiro pedir um bônus logo para aquele que seria o seu obsessor. Ou o contrário, dar bônus para libertar alguém onde se diria: eu vos liberto meu irmão, ao invés de Jesus conceda a sua libertação. Direto ao ponto de partida, sem necessidade de macular as imagens em beneficio próprio.

 

Vendo o trabalho de angical pelo lado de lá. Vocês podem imaginar o que seja isso, fiozinhos de ligação tomando todo o invisível mundo do espaço do templo. Seria como redes se formando, mas eles não se ligam, eles não se enrolam, são diretos e certeiros. Há uma duplicidade entre os cobradores espirituais e físicos. As vitimas do passado são trazidas pelos congás e ali atuam de forma a exigir uma reparação, outras são da terra mesmo, seus irmãos de farda, ou das próprias famílias. Os mesmos que lhe concederam seus bônus, são trazidos pelos mentores para se acertarem. Olhando aquilo parece uma malha transada que vai sendo criada com o deslocamento dos espíritos. Não dos mortinhos, porque eles não têm mais esta ligação, mas dos vivos que se desprendem de seus corpos físicos. Difícil acreditar que nada se liga ou interliga, não tem um nó, tudo perfeito. Só Pai Seta Branca pra fazer o que está feito, a lei é única para todos. É ser ou não ser.

 

O que me deixou ansioso nesta viagem é que a nossa ponte foi fechada e sem saber quando será reaberta. Esta ponte nos liga ao universo, ao chamado das legiões, ao caminho da verdade. Da terra não havia ninguém querendo passar, mas de lá, do céu, havia uma multidão esperando. Alguns metros separavam uma margem da outra, mas era impossível atravessar, o desconhecido mundo invisível.

 

Agora imaginem em outros trabalhos, como do Abata dos Cavaleiros e Guias Missionárias, onde a força do magnético é como um redemoinho, ele vai ampliando sua força com o deslocamento das emissões. Vai arrastando tudo de fora para dentro e encapsulando os espíritos em suas próprias teias, energias. É uma força transitória, mas ao encerrar aquele ritual, a força ainda continua lá, presente, iluminando aquele pedaço de chão. Abre-se um canal entre duas dimensões.

Como um dia, um espírito que estava ao lado de um abata pedindo uma garrafa de marafa (marafo) pra mim e nada estava acontecendo. O trabalho não estava sendo feito com fé e amor, sem sintonia.

 

Tenho até uma passagem no templo mãe:

Ao sair de uma reunião, já de madrugada, eu estava hospedado em uma casa perto da pirâmide. Ao sair da casa do trino e indo em direção a estrela candente, ouvi um barulho e um forte vento chegando. Tentei olhar para trás e aquilo me segurou pela nuca e me suspendeu do chão. Se me olhassem eu seria como um bailarino caminhando na ponta dos pés. Quando fui chegando perto da entrada da estrela, eu dei supetão e virei meu corpo para a pirâmide. Aquilo, que não sei o que era, foi me levando. Ao chegar perto da casa, naquele dia fizeram um abata na esquina. Aquela mão foi me soltando e com um pulo passei pela cerca de arame. Bati rápido na porta e minha ninfa veio abrir, só que ao abrir ela sentiu o impacto da força. Ela deu uns passos para trás e já perguntou o que aconteceu. Eu disse, alguém tentou me pegar. Deite-me no colchão no chão e um frio imenso tomou de conta. Eu tremia de frio, mesmo coberto, o tempo quente, não havia nada que me aquecesse. Ao passar nos trabalhos de tronos o preto velho me disse: É meu filho! Tentaram te pegar, não é meu filho! Salve Deus!

 

Isso que eu conto é pelo o que eu vejo, mas cada um verá por si mesmo as suas cruzadas missionárias. Cada um tem a sua história e é isso que enriquece este acervo doutrinário. A evolução não é para todos, Seta Branca deu o primeiro passo com ordens de Jesus, agora depende de cada um seguir o seu roteiro.

 

A porta foi aberta, mas a ponte está submersa. Até quando, não sei.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

08.09.2017

 

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