COMANDO GERAL

Salve Deus!

 

Vamos entrar no mérito de uma verdade esquecida.

 

Em 1870, quando pela primeira vez foi trocada a mão escrava negra pelas dos europeus uma coisa marcou um acontecimento que está chegando ao conhecimento de muitos médiuns, a história das brancas velhas. Mulheres que tiveram coragem para migrar de seus países em busca de novas oportunidades neste país, Brasil.

 

Quando eu estou no comando sou exigido pelas forças da luz e das trevas, sim, pois sabendo o roteiro dos espíritos, quem é quem, eu posso intervir diretamente no coração, sem deixar vestígios para impregnação negativa no corpo mediúnico. Muitas vezes os médiuns estão tão impregnados pelas energias contrárias que não sentem mais a diferença entre um espírito e outro que na mesma intensidade refletem o amor ou o ódio.

 

Eu sou chamado pelos próprios espíritos para desencadear a diferenciação entre as incorporações e as projeções. Pai Seta Branca precisa confiar nos doutrinadores que estão de prontidão para não deixar nada passar despercebido. A convocação se faz pela ordem direta em que a diretriz estabelece a cultura que cada um absorveu neste pleno desenvolvimento.

 

Eu estava no comando quando passou um espírito pelo radar. Ele era como se fosse uma cobra velha, com a pele escamando. Quando ele passou por mim senti que iria dar trabalho ao doutrinador nos tronos vermelhos. Dito e feito, o homem chegou e incorporou e ali manteve o apara incomunicável. Pai Seta Branca então pediu indiretamente a minha presença nos trono para poder equilibrar a doutrina, digo, separar o joio do trigo. Eu fui sabendo de quem se tratava e o porquê de sua presença no templo. A doutrina muda seu contexto quando se conhece a razão e o fundamento da real intenção dos que ali estão presente, não fechando o sol, mas abrindo a força da lua na sua exclusiva presença.

 

Havia uma força direta e uma indireta pelo que vi. Em um trono havia o invisível mundo disfarçado pela cegueira e no outro a luz travava uma enorme batalha de reequilíbrio espiritual. O espírito com couraça de cobra atribuía sua dor ao desrespeito pela sua incapacidade de ver a luz, e já à entidade trabalhava formando seu astral, burilando o coração, para refazer uma história.

 

Ao atender ao chamado deste sofredor eu busquei dentro do seu coração a sua necessidade e conforme ia modelando as palavras elas iam de encontro a sua necessidade. Era como se fosse uma flecha que penetrava na sua aura como um relâmpago atingindo a sua maior dor, a perda de sua identidade.

 

Olhando para o outro trono, depois de ter atendido ao sofredor, já no radar de comando, eu vi uma branca velha incorporada. Ela era uma mulher bem antiga, meado era dos oito, quando fora trazida da Itália para o Brasil. Gioconda que assumiu como sobrenome Aruanda. Gioconda de Aruanda, uma mulher forte e guerreira. Ela veio em missão especial para tratar de assunto familiar. Aquela bendita velhinha sofreu as dores dos negros escravos, sim, pois vieram todos para tentar uma sobrevida nesta terra. O Brasil abriu as portas para este povo que em breve estarão trazendo mais pérolas ao esclarecimento mediúnico.

 

 

Como é difícil para um espírito quando ele se encontra esquecido, quando ele não tem mais nada e ninguém que lhe estenda as mãos. Porém, o Vale do Amanhecer, abriu esta fenda no etérico plano como forma de abraçar esta causa e transformar a dor em amor. Os joguetes das ilusões continuam acontecendo arrastando os filhos de Seta Branca para um precipício. Este arrastão é soletrado pelas palavras dos ilustres senhores que esqueceram da sublime mensagem de Jesus: Quem não tiver pecado algum que atire a primeira pedra.

 

Ao ver tanta incompreensão, tantos devaneio, tanta hipocrisia doutrinária que fico a me perguntar, quem são e o que querem estes homens cheios de títulos e oferendas. Matar a verdade ou deixar a mentira solta. Eu fico na sintonia observando cada coração no altar divino e prestando atenção dos quadros da espiritualidade que se confronta com as ideologias karmicas. O espírito recebeu o evangelho desacreditando no sistema que nos abraça confortavelmente nesta escola.

 

Tenho as ordens de Seta Branca para atender os que me chamam, mas nem tudo que vem de convite deve ser aceito. As escolhas são diretrizes a serem escolhidas e acolhidas no peito pela sublime mensagem cristica. Todos batem no peito como cristãos, mas não tem coragem de caminhar onde o mestre pisou. As suas pegadas sumiram pela arrebentação das ondas que bateram com força nos rochedos tragando a materialidade do sonho de riqueza.

 

Ao ver tanta desigualdade, aqui mesmo, neste mundo sofrido, eu não me escravizo pela dor, mas me liberto pelo amor incondicional. Amar o amor, sim, eis a escolha por um mundo melhor. Todos sabem o que seja amar o amor, ou não. É quando mesmo você sendo traído ainda tem coragem de enfrentar as feras de suas juras transcendentais.

 

Assim eu vou aprendendo cada dia mais, a cada trabalho, Seta Branca nos presenteia com mais conhecimento. Ao passar a peneira estreita vejo que muitos já caíram pelas largas malhas da rede. O mundo se reserva no direito de escolher quem fica e quem vai embora. Se pertencer a terra não pertencerás ao céu.

 

Eu digo com toda verdade: Simiromba de Deus é uma escola de profundo conhecimento científico espiritual. Quem ali passa tem a sua formação mais preciosa deste mundo. Para chegar a este estágio serão muitas encarnações até que o cristal comece a brilhar. Eu estou com meu coração ministrado pelo grande oriente de Oxalá.

 

O que Seta Branca me pede mediunicamente eu oferto a ele pelo meu dom, a minha espiritualidade. Juntos nós vamos construindo um lindo rosário de amor.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

26.08.2017

 

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