CHORAR OU RIR

Salve Deus!
 
Não sei se choro pela terra ou sorrio pelo céu.
 
Dois pesos e duas medidas estão se alternando neste cenário dantesco de paixões, de revoltas e evoluções. Eu vejo a terra se acrisolando na dor e sofrendo os caminhos miseravelmente condicionados a perder o único elo que os liga a Deus. Vejo, porém, o céu num esforço sobre natural para não se desligar de nós, pois ainda acreditam na esperança.
 
Eu estive viajando e analisando os quadros narrativos das encarnações. Cada um de nós tem um fogo que arde no sol interior e quando ele embrutece se transforma numa enorme fogueira que vai consumindo o combustível em demasia descontrolado. O autocontrole é a única saída para não deixar explodir o ranço amargurado pela violência descabida que se aproveita dos mansos e pacíficos tornando-os em guerreiros medievais.
 
Eu, então, consigo vislumbrar uma saída para estes desencontros que é a volta do recomeço, de onde partimos para se chegar ao infinito cosmo sendo guiados pela visão extrassensorial dos seres inteligentes. Usar a grande dor como partida para o amor.
 
Os riscos desenhados no portal eram símbolos manuscritos da verdade. Eles foram caprichosamente deixados como recuperação do sistema, sabe, é como um conjunto de fatores primordiais da existência científica espiritual. Cada mensagem descrevia um caminho para se chegar ao supremo. A terra por sua vez fechou os olhos para o céu e perdendo sua identificação voltou a imperar pelo verbo próprio do domínio territorial. Eu sou (individualização) ao invés de Nós Somos (desindividualização).
 
As forças reagentes que nos sustentam parte de um principio criador, das esferas superiores e chegam ao reino coronário formando um pendulo vertical que se alinha ao horizontal. Pai Seta Branca não é seletivo, como disse acima do ego individualizado, mas ele é desindividualizado, livre das amarras que percorre o infinito cosmo assistindo a transformação do sistema. Teve como missão de preparar este ciclo para a verdade cristica, abrindo o conhecimento amplo e irrestrito aos seus filhos. Foi então que usando o amor incondicional respeitou as decisões deste povo sem forçar a desintegração dos velhos contemporâneos, mas sim, erguendo a bandeira da reciclagem humana.
 
Na base sólida há inúmeras interferências que se dizem estar no caminho certo. As forças se acrisolaram na esfera política espiritual dando outra incerteza sobre as decisões arbitrarias da terra. Eu sinto que haverá ingerência mediúnica a ponto de culminar com o destroçamento dos aledás da vida eterna.
 
Quando estamos em terra nós estamos sujeitos as leis de causa e efeito. Não há como mudar o pensamento do ser em busca de respostas. Mas quando estamos no céu, aí sim, a verdade chama pela razão, mas do que adianta se ao voltar o ser continua o mesmo, sem noção da sua evolução. O que eu busco em mim é esta outra parte lacrada e com força suficiente para alterar meu padrão mediúnico. Tento expor nestas entrelinhas a sequência dos códigos que se convergem em melodias.
 
Ser comando é ter em sua receptividade a conduta dos justos sem alterar a psique humana que se evoluiu contrastando com a sua própria identificação. Comandar não é dar ordens, mas ser um sinal, uma estrela guia, que todos olham e refletem ao mesmo tempo. Jesus foi um comando superior que alterou todo o sistema arcaico para um novo período de amor e compreensão.
 
Estamos dentro de uma bolha e ela está sendo chutada com violência carmica na tentativa de explodir. Como se fosse uma bolha de sabão que o soprador espera com paciência o seu crescimento. Depois ela é lançada ao vento transmutando imagens pela sua beleza desigual. Mas não vai muito além da pressão orbital que a terra exerce sobre suas partículas desintegrando-se mais adiante.
 
Eu só posso ir até onde tenho gerencia de minha mediunidade, o além é o além, porque a infiltração está acontecendo e todos cegos estão caindo nas lábias do destino mal traçado. Cada qual é dono do seu purgatório ou de sua elucidação. Nada é eterno e nada se acaba. Somos a chave do terceiro milênio.
 
Eu sou chamado e muitas vezes não tenho permissão de ir. É como o homem que detém em sua condição a referencia do posto de sua hierarquia. O sinal ilumina, mas pode se apagar, tudo depende da real necessidade que temos em chegar ao outro lado da vida. Eu vivo na terra e no céu, consciente, por isso descrevo com veemência aquilo que vejo passar por entre os dedos. Os comandos e os comandados.
 
A visão deturpada do futuro desperta em nós as paixões secretas dos conflitos naturais. Cada um busca a sua idolatria sem prescrever a sua multiplicidade. Eis o perigo de o ego ser maior que a liberdade, inspiração. Desculpe-me por falar em outra linguagem, mas seus espíritos entenderão a mensagem.
 
Salve Deus!
 
Adjunto Apurê
An-Selmo Rá
12.08.2017

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