ALÉM DA VIDA

Salve Deus!

 

Nossos trabalhos vão muito além da consciência física.

 

Recebi, esta noite, aqui no templo, a visita de muitos espíritos que estão se preparando para suas missões. Nosso irmão desencarnado, Filgueira, foi quem os trouxe para cá. Ele está preparando estes espíritos para as suas jornadas.

 

Eu estava no comando de um trabalho especial quando eles surgiram e foram entrando pela porta. No começo eu até fiquei em duvida de quem seriam, já que eles tiveram permissão de entrar. Foram tomando seus lugares e já buscando se integrar com o ritual desta casa. Figueira veio pedir permissão para desenvolvê-los aqui, pois aqui tem algo especial.

 

Tão logo tudo foi se normalizando e sentados ouviam os esclarecimentos das instruções. Tinha espíritos mais graduados, com mais noção espiritual e tinha os que ainda estavam dando os primeiros passos nesta seara. Foi uma jogada de mestre, como dizemos, porque os planos de Filgueira, é justamente estar aqui comigo. Ele veio para ajudar na missão para poder evangelizar aqueles que pedem ajuda.

 

Muitos espíritos jovens, moças e rapazes, sendo desenvolvidos espiritualmente. A nossa caminhada se estende na libertação do povo que chega para receber o cálice da vida eterna. Não há o que temer com a responsabilidade diretamente ligada ao céu e a terra.

 

Eles tinham hora de voltar e por isso foi preparado um trabalho de contagem para o regresso deste povo para seus destinos. O templo foi o canal sensorial para atender aos espíritos, vejam bem, aos espíritos. Aqui neste templo nós preparamos os espíritos para suas evoluções e não a matéria física. Aqui quase não têm físicos, mas centenas de milhares de espíritos cruzam a linha da vida e da morte em busca de suas verdades. Nosso templo é diferente neste aspecto, pois trabalhamos nas duas dimensões, buscando e levando, sem medo de perder as rédeas do nosso caminho.

 

Os espíritos sentados pelo templo, nos tronos, ouvindo, se deixando iluminar pela força do jaguar. Uma pausa para eles conhecerem esta região e assim eles ficaram em volta do templo curiosamente observando nossa posição com o reino central. Eles olhavam de baixo para cima e viam o canal se interligando com a nossa faixa terrestre. Aqui, nas 14 lanças que existiam dava pra ver muito bem esta interligação, pois elas vibravam. Primeiro uma e depois outra até completar todas. Ficava ali por 1 hora sem ninguém encostar a mão, sem vento, elas faziam um arco de uns 30 centímetros.

 

Feliz é o homem que se conscientiza de sua missão e passando para o outro lado continua seu trabalho de caridade.

 

Teve uma moça que se destacou entre os visitantes. Ela estava num desenvolvimento de Capela, como todos me disseram. A sua mentora era Vovó Aparecida, pois estava vindo de longe para se juntar a sua irmã, que estava neste mesmo grupo. Ela só podia ir mais adiante se sua irmã fosse orientada aqui pelos instrutores.

 

Vejam como é lindo quando conhecemos a nós mesmos, a nossa real função dentro deste circulo vital da nova era. Eu ficava olhando para tudo e todos e pensava, porque aqui. Mas era justamente por isso, aqui tem algo especial, algo que ainda não pode ser manifestado, pois causaria a corrida do ouro. Nossa missão aqui é preparar os espíritos para suas jornadas além terra. Esclarecimento da verdade e não falsificar seu mundo em busca de adeptos da quantidade.

 

Por isso o templo se chama pronto socorro espiritual. Os espíritos chegam pelo mundo invisível e recebem o tratamento que necessitam e vão embora. Nós não podemos parar para ficar ouvindo os lamentos da terra. A terra da a quem pertence a ela, já o céu floresce a quem está sob seu comando.

 

Finalmente o tempo passou e todos foram recolhidos pela espiritualidade. Filgueira veio agradecer pelo momento oportuno dizendo que isso é só o começo de uma grande luta. Foram sendo elevados, sumindo, pois o portal começava a puxá-los para dentro. Entenderam a diferença, está aí, no portal.

 

Eu ganhei o merecimento deste portal quando sofri a descarga magnética como se fosse um raio que me atingiu fazendo o metal perfurar minha mão esquerda. Acordei caído no chão e me sentindo diferente. A metalização se dá pela transmutação da energia diretamente interligada ao centro solar. Para o doutrinador é uma e para o apará é outra. A joia que Deus me deu é a minha herança transcendental. Minha família e este povo do Apurê estão dentro deste circulo espiritual recebendo as graças de suas conquistas.

 

Tenho me desdobrado em mil para deixar tudo em ordem, tudo certinho, porque jaguares, como este povo que chegou aqui milhares de outros já marcaram chegar também. Eles só podem vir onde tem um portal e onde alguém os pode receber. Assim na terra como no céu.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

11.08.2017

 

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