UM ADJUNTO VAGANDO

Salve Deus!

 

Hoje, quarta-feira, me deu um desanimo antes de ir para o templo, algo que não era para abrir trabalho nenhum.

 

Seguindo o roteiro de nossas jornadas eu desci mesmo contrariando os instintos da obsessão que aproveita as oportunidades de desafiar seus próprios mentores. Chegando lá, cadê eu, cadê a minha sintonia. Ministro Apurê surgiu e com ele o espírito do adjunto sofredor. O mesmo que não queria me deixar abrir os trabalhos. Ele ficou ali enroscado no templo e o mais difícil é que o seu Ministro e Cavaleiro foram embora.

 

Ele pediu ao Ministro Apurê para vir falar comigo, para lhe oferecer um copo com água, pois estava se sentindo traído. Ao chegar no radar de comando, antes dos tronos vermelhos, ele repetia sua revolta: Você não vai abrir trabalho algum.

 

Eu olhava para este homem e me sentia mal, pois a energia era pesada, triste. Fui saber por que desta passagem difícil com nosso irmão. Soube pela força do Ministro que ele era um bom doutrinador, um homem que todos o queriam bem, mas no seu coração havia uma chama negra acesa. Ele espiritualmente estava fora da contagem, vivia criticando tudo e todos, e isso foi à gota d’água para seus mentores o largarem sem destino e sem rumo.

 

Como estas visitas vêm buscar a nossa ajuda, nós temos que orientar estes espíritos de forma que sejam encaminhados para seus destinos. Mas o que me chamou a atenção foi isso, um doutrinador vagando pelo plano espiritual. Como seu Ministro subiu e seu cavaleiro decepcionou-se com ele, ele não seguiu as ordens de sua missão, ficou preso em sua dimensão. Só não foi capturado pelos bandidos do espaço porque ele ficou preso a grande casa.

 

Mas lá tinha tudo para libertá-lo, então porque ele pediu ao Apurê para chegar aqui. Muita coisa a gente observa acontecer e não pode falar quase nada. Eu porém tento refrescar a cabeça dos jaguares para que eles não caiam na tentação do mesmo fato.

 

Ao descer no aparelho ele sem energia alguma resmungava a mesma ladainha que não era para ter trabalho no templo. Foi muito desgastante ter que induzir uma corrente magnética para abastecer seu reservatório com as energias ectoplasmáticas dos doutrinadores e aparas. Chegou um momento critico pois como ele não tinha mais forças sugou demais o aparelho. Mesmo revezando Pai Joaquim de Aruanda com os caboclos as energias foram todas em beneficio deste espírito.

 

Somente na cura vovô Hindu organizou os plexos dando sustentação na incorporação. A energia foi processada de forma a irradiar para todos nós as forças desta bendita falange alemã. O templo foi se iluminando até que novamente fortalecidos pela espiritualidade ele foi sendo elevado. Força especial, força transitória, força direta.

 

Eu espero que ele tenha consciência agora de aceitar sua passagem e não ficar mais vagando e obsediando outros templos. Muitos não entendem as minhas histórias porque elas são escritas de lá para cá. Elas não pertencem a terra, mas ao mundo invisível que nos acolhe no seu manto curador.

 

Não sejam iguais e não façam como este adjunto que tinha tudo para se tornar um cavaleiro. Mas não, ele simplesmente julgava seus irmãos como sendo o melhor missionário deste amanhecer. Na terra ele se interferia no comando retirando a capacidade de um templo se reestruturar e caminhar com suas próprias pernas. Ele era uma pedra, mas conversando com ele, ele demonstrava aceitação.

 

Veja bem, Tia nos dizia: Ajudar sem participar. Cada qual tem o seu roteiro karmico e deve encontrar a sua porta de entrada no mundo dos espíritos. Cada um veio cumprir seu compromisso. Aqui na terra é assim, mas lá em cima é diferente.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

09.08.2017

 

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