NEGRINHO ENCANTADOR

Salve Deus!

 

Os pretos velhos já conheciam o código Morse e se comunicavam pelo batimento nos troncos das árvores.

 

O mundo vai descortinando os valores primordiais da evolução dos seres encarnados. O que é da terra ficará na terra, e o que é do céu irá voltar para o céu. As maravilhas do conhecimento além fronteiras materialistas nos descreve o gosto de alimentar a esperança de dias melhores. A questão de perder muito tempo acrisolado na ilusão do poder que cega o homem na sua cruzada em busca de um porto feliz.

 

Eu fico observando meus irmãos da terra sendo consumidos como fogo em brasa sem ter água para apagar esta ardência, ou simplesmente estar elucidado da sua verdadeira história. Se todos já são capazes de mudar o destino porque ainda ficam presos remoendo suas falhas. Será que entenderam a sublime mensagem do grande Cacique.

 

Eu estive hoje num mundo diferente. Quando cheguei estava escuro e fui ouvindo uma batida seca que ecoava. Segui o rumo pelo som e a cada passo ia clareando esta estrada. Tudo ficou claro quando deparei com um negrinho batendo sem parar, enviando uma mensagem codificada aos seus irmãos. Era um encantamento sendo modelado pelo som que atravessava as almas direcionando o caminho a seguir.

 

Sentei-me por ali mesmo e fiquei vendo o velho transmitindo seus pensamentos pelo toque no coração. Quem ouvia traduzia este código e já sabia do que se tratava, pois as noticias ecoavam agora pelos espíritos. As matas silenciaram, as águas acalmaram, o vento levava a mensagem ecoando nas pedreiras e se espalhando pelos vales encantados.

 

O ritmo era diferente para cada toque, pois havia segredo que somente eles sabiam decifrar. Lá no receptor os homens e mulheres pegaram suas lanças e já em punho olhavam para o céu espiritual. A claridade mudava de tonalidade fazendo um rosário de amor na emissão de suas preces. Jesus! Jesus! Era o que aclamavam naquele instante. Eu fiquei preocupado com esta preocupação, pois nem tudo está de conformidade ao nosso merecimento.

 

O negrinho, velho escravo, tocava seu pensamento nas batidas diretas e certeiras. Muita coisa ele contou naquele instante, contou tudo que precisamos saber, pois as noticias chegarão de cima para baixo. A mensagem foi espalhada pela aruanda: ouça aquele que tem ouvidos e sinta aquele que tem sensibilidade. O céu não pode parar. A morte não manda recados.

 

De repente ele parou de bater e me olhando seriamente ficou individualizando a resposta. Meu Deus, os homens desta terra não querem mais ouvir a voz da razão. Será necessário transladar estes espíritos de um plano a outro. A quem socorrer se todos estão prisioneiros.

 

A porta se fechou e tudo escureceu novamente. Naquele instante eu perdi a contagem até que a chama branca iluminasse meu caminho de volta. Demorou para ascender, pois eu estava na luz do evangelho e quando escureceu havia esquecido de mim. Tudo escuro como a extensão do espaço sem a luz solar, médiuns. Nem estrelas nem nada, mas o vaga-lume não perde seu brilho vagando nesta dimensão.

 

De repente a chama se ascendeu e pude trilhar meu destino, o meu caminho de volta para meu lar, à morada do meu espírito. Incrível que ainda existam os cegos se multiplicando mesmo nesta luz de Seta Branca. Olhai a raiz do seu comando e multiplique os faróis do seu coração, os seus amores.

 

1700 já havia uma transmutação da África ao Brasil, pelos códigos secretos da transferência de hereditária dos canais de comunicação. 1800, era a vez da centelha cósmica trazida pelos velhos contemporâneos se firmar e finalmente hoje a comunicação leva a mensagem direta e sem distorção. Houve quem tem juízo e pratica quem tem respeito.

 

O som parou de ecoar pelos meus tímpanos, chakras, e tudo se acalmou. Os códigos se alastraram pelo espaço e logo saberemos a resposta. Ouçam o que o mundo espiritual está falando.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

09.08.2017

 

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