EVOLUÇÃO

Salve Deus!

 

Evolução não significa essencialmente o saber tudo, mas sim, o seu comportamento dentro do seu estágio preparatório para a nova era.

 

Eu tenho 42 anos de missão e digo com toda certeza: Não sei a ponta da unha do meu dedo menor. Quando eu penso que sei lá vem à espiritualidade e mostra o outro lado do que eu não sei. A nossa doutrina é algo dinâmico, algo que não tem limite na sua perfeição, pois ela está sempre atualizando sua manifestação diretamente no coração dos seres que estão sob a regência do Simiromba de Deus. São seres luminosos, cientistas que se expandem com os raios do sol e da lua.

 

Por mais que eu viaje por todos os cantos deste mundo de Deus, e conhecendo os sistemas, eu nada sei, sou um leigo contando as minhas aventuras. Estas aventuras têm por mérito abrir as portas dos meus irmãos que procuram seus destinos tanto na terra como no céu. Eu desconheço aqui na terra alguém que já tenha superado a sua faixa karmica e possa dizer que agora está liberto de sua fantasia.

 

Nós vivemos num mundo de fantasia, onde o que reluz muitas vezes não é ouro, mas a vaidade brilhando pelos cantos dos olhos. Com toda certeza nós somos instrumentos da evolução, mas para que se chegue ao altaneiro estágio precisamos muito compreender uns aos outros. Sem compreensão não haverá testemunho da verdade.

 

Eu fui viajar esta noite. Fui até um irmão que mora distante daqui. Ele, espiritualmente, havia me convidado para chegar até sua casa, seu lar abençoado. Chegando lá, ele estava de plantão com suas armas e me vendo veio e me abraçou dizendo: Mestre, que bom que veio nos conhecer, estávamos ansiosos por este momento.

 

Foi uma feliz conquista, porque tudo nesta terra passa, mas não passa os sentimentos de amor e respeito. Onde não tiver respeito eu não entro, eu não procuro aquele lugar, porque a pior coisa que tem neste mundo á um irmão desrespeitar outro. Pior sendo da mesma conduta espiritualista.

 

Vou contar um caso, mas quero que sirva somente como exemplo para que isso não aconteça jamais. Chegou aqui um doutrinador recém desenvolvido e pediu para trabalhar no templo. Como sendo filho de Seta Branca teve todas as regalias do comando desta casa. Ele era da outra sigla, CGTA, e por isso ficou na mesma sintonia, não lhe pedi para mudar para nosso continente. Somente acrescentando como pede as leis de Koatay 108, no final da emissão. Ele ainda não era centurião, mas quando ele completou seu curso aí começaram os problemas. Seu instrutor de centúria o preparou de forma que se debatesse com seus irmãos, causando incomodo aos demais. Aí começou a discórdia, pois ia de mestre em mestre falando que ele sabia de tudo, que fora preparado, que estava tudo errado. Ia de templo em templo fazendo a mesma coisa e disseminando a fofoca, pois via alguma coisa lá e já corria para contar aqui, e o que via aqui corria para contar lá. De porta em porta se fazendo de melhor ele envenenava a cada trabalho os mestres de branquinho. Ao eu chegar perto ele se calava, mas continuava seu confronto de disseminar o ódio. Chegou um momento que eu tive que lhe pedir para seguir sua missão, voltar para seu adjunto de origem e lá cuidar de sua jornada. Isso, meus irmãos, que devemos ficar vigilantes, cuidar para que os gregorinhos de plantão não cultivem os espinhos ao invés da rosa vermelha. Tia cortou todos os espinhos do caule para que nenhum de nós se ferisse, mas alguns ainda buscam a dor ao invés do amor.

 

Ao chegar na casa do mestre doutrinador, Arcano, ele me recebeu muito bem e já foi colocando as dificuldades em primeiro plano, porque nós somos físicos e trabalhamos para ele o físico. Foi formado um pequeno alabá espiritual em seu beneficio trazendo as pérolas do astral superior para seu coração. Nesta manifestação mediúnica tudo se difere, pois estamos no verdadeiro mundo dos espíritos, então tudo se desenrola diretamente na perfeição do comando. Muitos procuram suas diretrizes e sem se ligar no pensamento vagam em busca do conforto material esquecendo que existe uma ligação com tudo que os provém nesta terra.

 

Ali estava havendo um desequilíbrio de forças, pois mesmo ele trabalhando nas casas de Seta Branca, cada casa busca suas heranças transcendentais, daquele povo. Quando um mestre não é daquele povo ele sofre o destemperamento da sua aura, da sua missão. Para cada casa é uma ligação temporal direcionado pelos mentores uma missão especifica. Veja o templo mãe, tudo é descarregado lá, mesmo o mais distante templo converge para o reino central. Então o templo mãe é a base e o alicerce para a conquista dos objetivos destas cruzadas espirituais.

 

Como disse pai Seta Branca que nossos pés sangrariam neste carreiro terrestre em busca dos nossos irmãos menos esclarecidos. Assim cada adjunto em sua força decrescente formou seu continente e foi buscar os que estavam na sua sintonia. E os que aceitaram seguir as suas leis formaram outros povos e tudo foi se alastrando até que chegamos aonde estamos.

 

Um adjunto tem todas as regalias deste mestrado (Lei do Adjunto) e ele pode formar seu canto diretamente invocando sua origem para uma perfeita assistência. O que muda é somente o entendimento de sua cultura que provém da força decrescente do seu Ministro.

 

Como disse Humahã: Eu posso, mas será que devo.

 

Com as viagens fora do corpo nós vamos moldando nossos espíritos pela razão incondicional. O amor erra, mas a razão não pode mais errar. Então a razão dentro do amor nos tornará perfeitos cavalheiros da ordem espiritualista cristã. Um solado a serviço da espiritualidade maior.

 

Boa sorte jaguares do amanhecer, filhos do mesmo Pai e irmãos de farda.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

29.07.2017

 

Sair da nossa lista:

Receber/Deletar

Deixe uma resposta