MEDIUNIDADE

Salve Deus!

 

A mediunidade tem expressiva formação no padrão mental dos médiuns. Posso definir uma vasta ordem de efeitos que se formam na continuidade do desenvolvimento.

 

Quando o médium abre seu canal sensorial, ele se liga ao universo paralelo que se interliga aos sentidos da emoção, coração. Eu vou citar minha condição para que seja mais real esta contagem. A mediunidade sensitiva, vidência ou clarividência se formam no aspecto da distribuição da missão que cada ser humano terá nesta terra. Poucos vêm com ela na sua formação e na condição que será administrada pelo missionário. Muitos vão desenvolver esta aptidão nas casas espíritas, abrindo o grau de sua permanência. O que mais impressiona a mediunidade sensitiva é que tudo gira ao redor daquele encarnado. É uma porta sempre aberta. Para o portador da mediunidade diferenciada não há descanso, porque nunca haverá trégua na classificação mediúnica.

 

Muitos desenvolvem e vivem tranquilamente, sem causas e efeitos aparentes. Já os médiuns sensitivos vivem uma vida paralela em altos e baixos níveis de radiação. Já os não sensitivos vão sentir os efeitos de suas mediunidades em transe nos templos espíritas e assim podem dominar suas faculdades mediúnicas sem problema.

 

Existe uma vida seguindo em outro plano. Pelo que eu vejo sempre, eu sou dois em um. Eu caminho sobre esta terra e caminho sobre o espiritual no mesmo tempo, por isso a diferenciação das duas forças. Para um ser normal ele entraria em estado de convulsão, abrira sua mente ao desequilíbrio, porque são forças que se movimentam distintamente. Eu sofro quando chega uma força aqui e não consigo estabelecer contato. Só depois que ela é assimilada que eu sei a sua origem. A dor do sensitivo é justamente não poder distribuir esta onda magnética para outros campos vibracionais, pois poderia atingir seus laços de afetividade.

 

A existência de pontos facultativos remodela o plexo e sem poder fechar, a certeza é somente uma, aceitar seu caminho e sua missão. Eu vejo os médiuns trabalhando as suas energias com seus mentores, é a coisa mais linda que existe. O que preocupa é a distorção a verdade que fica impregnada pela velha estrada.

 

Eu sempre observava a clarividente do amanhecer. O que ela sofria calada no momento de uma recepção. Ela procurava a origem da emissão, mas como eu digo, tudo fica confuso, pois tudo é embaralhado pela confusão mental de quem emitiu. Somente com o tempo e acomodação é que se dissipa e clareia a visão. Ela tinha uma técnica, sair do corpo físico e no espiritual saber a procedência. A facilidade que ela tinha de desdobrar e transportar o seu eu para fora da psique humana era inacreditável, somente ela fez o que não podia se fazer.

 

Esta missão de clarividência já era o seu dom espiritual e acompanha seu espírito desde os primórdios reencontros da sua natureza. Então ela sempre foi clarividente e nesta encarnação queria ser diferente, mas seguindo o seu roteiro teve que aceitar para não perder o seu sacerdócio. Para um missionário jurado ao seu dom maior é impossível que ele tenha sossego enquanto não assumir o que foi estabelecido. Mãe Iara teve o maior trabalho e cuidado para não deixar isso se perder.

 

O médium sensitivo vive a sua dor e a dor dos outros. É impossível para ele ter uma vida normal, sem altos e baixos. Eu recebo aqui todos os dias e noites forças diversa que chegam pelo canal sensitivo. Eu não queria, mas o espírito é diferenciado por ter sua abertura no eu interior. Mesmo não querendo elas chegam. Se eu não equilibrar minha orbe eu fico pendendo entre os dois caminhos. Ser ou não ser.

 

A situação começa a ficar mais complicada com a abertura deste canal para todos os médiuns. Se não houver razão na distribuição dos efeitos veremos muitos caírem do seu padrão indo para altas doses de barbitúrico. Por isso a mediunidade é repleta de senões, de qualificação e distribuição.

 

Desde ontem eu recebo um descarrego mental. A energia é tão perigosa que maltrata o nosso estado emocional. Sempre a tempestade vem primeira, depois com a acomodação das forças da para se ter uma divisão elementar. Dá para se chegar ao autor da emissão e fazer a reparação. Mas neste porém, entre o estado vegetativo e a transmutação espiritual, teremos dois campos abertos. O segredo está na liberação fluídica do ectoplasma pesado, respiração e exalação. Exalação feita com acompanhamento do mentor é retirar os vapores que asfixiam os seres humanos. Ao respirar os eflúvios do trabalho se faz uma troca exalando os vapores que com o tempo se cristalizam, onde é a maior causa das enfermidades.

 

Os seres humanos são usinas de forças em movimento continuo. O plexo gera energia que são transferidas ao espírito na sua morada física. Os espíritos são composições diferenciadas de quando estão encarnados ou desencarnados. Um encarnado pode atuar em outro encarnado vampirizando suas energias ou obsediando sua vitima. A clarividente deixou vários trabalhos para que os seres encarnados não sofressem tanto a obsessão física. Um espírito desencarnado com a elevação doutrinária sobe, mas um espírito encarnado não, ele volta para seu corpo e fica ali remoendo suas falhas.

 

O estado vegetativo mediúnico é algo triste para quem é portador de mediunidade. Ele nunca irá se curar e a cada dia fica pior o seu estado emocional. A esquizofrenia é uma dor irreparável para quem não procura estabilizar esta força. Não tem como equilibrar sem a manipulação nos trabalhos, nos rituais. Pior ainda mais é quando esta energia cristaliza no plexo e tumores vão surgindo pelo corpo, é uma forma de descarregar o excesso dela. Os tecidos vão sofrendo uma ruptura molecular e aquela massa vai se acumulando. Quando não se acumula nos tecidos vai para as artérias, para os órgãos internos causando até a morte.

 

A mediunidade sensitiva se diferencia de pessoa para pessoa. Uns não têm sensibilidade alguma e vivem a sua vida normalmente. Outros já têm e tem que procurar recursos nas casas espíritas para equilibrar a sua vida.

 

A energia chegou e daqui três dias ela acaba aparecendo e junto o autor dela.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

26.06.2017

 

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