JAGUAR OBSEDIADO

Salve Deus!

 

Não temos mais a clarividente, ainda, para dizer quem esteja certo ou errado.

 

Voltei pra terra. Sim, um espírito preso ao seu sentimento de sublimação está cobrando amargamente, ele pensa estar certo em tudo e os outros estão errados. Não respeita a sua origem e muito menos outras que tem grau maior de avaliação espiritual e física.

 

Quando eu entrei nesta missão eu fui avaliado pelos mentores e principalmente pela clarividente do amanhecer. Ao me receber nesta transição milenar ela viu meu coração e permitiu que eu fizesse parte desta tribo, aliás, eu já fazia parte deste acervo em outras encarnações, principalmente no Egito, pois ali foi o ponto central do lançamento das bases estelares.

 

Construí com muita consciência o que chamamos de ponto vital pela força regeneradora do espírito dando a cada corpo físico a sua forma abstrata. Diferente do modo existencial. A existência do contrato entre as plataformas de lançamento, triangulação divina, permitiu aos seres humanos dar os primeiros passos na concretização de suas conquistas.

 

Os segredos da inicialização do corpo físico na alta magia transformaram os sacerdotes em cientistas astrofísicos, pois em cada construção que levantavam havia uma interligação sideral com o cosmo. Então eram cientistas do espaço habitando corpos físicos. Foi assim que tudo começou a se modelar. Pela força de um povo que teve em suas mãos a liderança da prosperidade terrena, mas não ficou somente neste plano a sua presença.

 

Voltando ao jaguar sublimado. O homem perde seus instintos naturais quando não respeita a sua formação e se entrega ao batismo de ideias fanáticas pela inconsciência. É muito fácil trocar de lado, viver a triste melodia do encarnado viciado nas velhas estradas. Pensando ser o certo não respeita os demais e se calunia perante a suprema corte. Este homem fica perambulando de porta em porta e com isso vai estragando um caminho de amor que se leva anos para construir.

 

No mundo espiritual tudo é diferente. Lá não existe o homem fanático, existe o homem doente, o homem perdido em sua intelectualidade. Um espírito doente que se projeta pelo físico é muito fácil se transportar pelo campo da psique humana. Ele cria uma porta pela qual intensifica sua investida desafiando seus mentores se afasta da verdade. A esquizofrenia hereditária, algo que já vem na composição da sua encarnação. Percebemos esta diferença no comportamento humano, pois ele é triste, seu semblante não tem vida, quieto e ardiloso, planeja tudo antes de se infiltrar. É um espírito tenebroso habitando um corpo físico.

 

A irracionalidade não o permite ficar sob um comando. Ele vai conquistando seu aledá no silencio e depois de estar lá começa a sua atuação. Quando um jaguar com esta impregnação mediúnica doentia trabalha em um templo, os mestres aparas sofrem a irradiação mental dele. Ele irradia uma baixa sintonia de padrão negativo. Isso contamina a aura do aparelho.

 

Ao sair do corpo físico eu o vi parado lá na porta do templo. Um vulto negro, mesmo sendo da missão, não daqui deste continente, ele não tem luz, sua chama está apagada. Não podia entrar no templo, pois os cavaleiros de Oxossi cruzaram suas lanças para ele que revoltado queria entrar na casa de Seta Branca, mas não deixaram.

 

Eu não desci para o templo. O espírito estava perigosamente alterado. A dor de não ter a liberdade de ir e vir, sim, pois espíritos sem procedência tendem a se infiltrar na corrente trazendo muitas consequências para o equilíbrio dos jaguares, os filhos de Seta Branca.

 

A esquizofrenia de Horus se revela pela aparência nos olhos. Os olhos são a porta de conhecimento que uma pessoa transmite, é a janela da alma, por isso prestem atenção em quem vos cerca. Quando dizemos no mundo espiritual que o certo é o errado e o errado é o certo, neste caso não reformula a consciência. O espírito esquizofrênico sempre será portador desta moléstia aguda. Ele não tem consciência de seus atos e nem pensa no que irá fazer.

 

Eu vi este homem pela sua janela da alma. Pensei que ele poderia se tornar diferente, mas que nada, ele começou a articular no comando a sua obsessão. Se ligando a um e outro ele estava começando a desmoralizar as instruções doutrinárias. Nós, jaguares, temos dois pesos e duas medidas pela qual formamos e reformulamos nossas ideias. Muitas vezes combinamos o conhecimento com as instruções e no trabalho diretamente com os mentores compreendemos pela pratica. Tudo certinho para todos, menos para ele. A sua presença torna tudo difícil e transforma um ambiente de luz em fantasias. Tudo de sua mente. Sempre vive sozinho e sempre querendo mais. Não sacia sua ânsia de querer tudo para si mesmo.

 

Por isso que todos devem atentar pela verdade. Não temos mais, ainda, a clarividente para avaliar caso a caso de quem esteja certo. Quando fui chamado para uma conversa com a clarividente, eu, minha ninfa, Alencar, Ramos e outros assessores dela, ela me pediu algo muito especial. Ali não estavam seus filhos da terra, pois geralmente ela tinha compromissos extraterrestres que tomavam seu tempo para aplicar as instruções. Tia era especial. Tudo girava em sua cabeça em mil versos e prosas, a testemunha de tudo e de todos.

 

Para quem a conheceu em vida era mãe, mas para quem a conheceu em espírito, era divina. 1980 a 1984, a formação do jaguar. 1985 a confirmação de tudo que ela planejou bem longe dos olhos físicos. O dom de perscrutar as almas, os espíritos encarnados e desencarnados.

 

Ascensão do velho jaguar num território indiferente a evolução da consciência.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

25.06.2017

 

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