LIBERTAÇÃO

Salve Deus!

 

Eu, minha ninfa e a minha cigana Aganara.

 

As constantes viagens, os preparativos, as ordens diretas, tudo vai começando a clarear nossas estradas. Quando não se tem instrumentos terrenos necessários para a libertação, o mundo espiritual provoca os reencontros fora da matéria com o único objetivo de reparar erros que ficaram presos na janela temporal.

 

Subimos esta madrugada. Nós três. Havia uma missão a ser completada e por isso a necessidade de transportar os espíritos em suas indumentárias para esta jornada de amor, de justiça e compreensão. Minha cigana andava na frente, eu e minha ninfa atrás, e assim os espíritos presos em suas dores iam vendo a nossa caminhada. Eles mexiam com nós, queriam nossa atenção, mas seriamente fomos cumprindo o roteiro desta jornada sem manchar nosso coração com as consequências de uma cobrança.

 

Esta missão libertadora foi muito importante para nós, principalmente para a Aganara que precisava romper o véu de sua evolução. Longe das amarras do físico, diretamente no plano espiritual, ao alcance direto dos espíritos fizemos nosso trabalho de prisioneiro. A maior concentração se deu na força do sol e da lua, sim, pois revestidos pela rede protetora, caminhamos em vários ciclos fazendo a reparação.

 

Vocês já ouviram falar em corredor da morte! Ou corredor polonês na terra!

 

Pois bem, é como um caminho feito entre os espinhos. Espíritos vingativos armados formam este corredor por onde se passa. Eles ficam totalmente fora de si e delirando com a possibilidade de poder pegar. Investem contra a rede de proteção, gritam palavras tristes, ofendem, deturpam tudo.

 

Foi assim nesta libertação. Caminhamos pelo meio deste corredor. Eles mexiam com a cigana, queriam sua cabeça, queriam vingança. Eu e minha ninfa dávamos apoio para ela, sem medo, sem se separar, mas era a hora de sua feliz jornada de libertar estes que se dizem inimigos.

 

Como é triste este momento de cruzar esta dimensão. Como é bonito quando eles são impregnados pelos eflúvios do ouro e da prata. Eles vão se revestindo desta luz bendita, uns vão aceitando sua transformação. Outros ainda não, porque eles são duros como a pedra e afiados com o aço. Os que estavam mais próximos deste trabalho foram recebendo as pérolas dos bônus espirituais. Estes bônus foram pagos com a nossa presença, minha e de minha esposa na terra, pelos trabalhos diretos na casa de nosso Pai.

 

Ao a cigana dar seus primeiros passos nesta janela temporal seu espírito estava sério e não brincava com a sua roupagem. Ela ia andando e a energia ia se propagando. Não desviava seu pensamento para rebater as criticas e as perseguições. Foi uma missão muito especial, muito bacana e importante.

 

No final deste corredor não olhamos para trás. Não importava ver como eles ficaram, mas importava que eles receberam esclarecimentos e muitos se libertaram desta condição sofredora e perseguidora. Eles não podiam nos alcançar espiritualmente, mas suas vibrações eram terríveis. Podem matar somente pela energia negativa pesada. A pior energia que se irradia é a do ódio. A dor da morte, da perda dos valores físicos e materiais.

 

Quando alguém procura o vale ele vem dentro deste casulo de cobrança. Para a espiritualidade desfazer esta concentração de cobranças precisa que se tenham muitos bônus, células vitais, para que sejam resgatadas pelos espíritos obsessores. Sem bônus não se liberta nada e ninguém. No caso do paciente ele vai recebendo os bônus espirituais dos mentores para que possam respirar um pouco mais livres. Ao receber o convite para desenvolver sua mediunidade ele vai se preparar para trabalhar e ele mesmo merecer seu pagamento. Quem paga estes bônus é Seta Branca que ao final de uma jornada chega e deposita em cada coração estas centelhas divinas. Os mestres do amanhecer vão cumprindo com sua escala dentro dos rituais e se alinhando com a maior concentração individual de amor e esperança.

 

A personalidade registra e a individualidade sela.

 

O que eu fiz foi somente por amor. Por amar demais minha família, meus irmãos, meus amigos e inimigos. Muitos ainda se prendem pela culpa ou pela incapacidade de olhar mais a frente. É mais fácil culpar seu vizinho que a si mesmo. Eles ainda estão aprisionados pela dor, pela sua amargura e não abrem seus olhos pra ver quanta luz brilha ao redor.

 

Este trabalho de libertação só foi possível fazer pela consciência aberta e com ligação temporal do físico com o espírito, sem manchar o espaço espiritual se endividando novamente. Ser livre das amarras da terra é não se prender pelas dores materiais. Ser feliz é muito melhor que ser infeliz. Sejam felizes e não percam o sorriso em suas faces, mesmo que os espinhos firam suas carnes, porque é isso que eles querem e desejam a todos.

 

O trabalho foi feito e a reparação atingida.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

13.06.2017

 

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