MISSIONÁRIA

Salve Deus!

 

Julgamos os caminhos que nele estamos caminhando. Caminhamos muitas vezes sem ter noção da realidade que se esconde no silencio de cada mente. Julgamos, pois, é a única forma de manter viva a nossa espécie hereditária.

 

Eu estive esta noite com um espírito iluminado. Uma criança que está desabrochando em sua mediunidade. Ela, simples, em silencio falava mentalmente as mensagens dentro do coração e pela mente eu transmitia os bons pensamentos. No ponto de vista humano ainda está crescendo em corpo físico, mas em espírito já se dedica a atender aos espíritos que a procuram nesta longa jornada missionária.

 

Tivemos um bom tempo para recordar os velhos tempos de outrora, falando das coisas maravilhosas deixadas registradas neste pergaminho branco e preto. Ela, toda de preto, com seu vestido longo prateado reluzindo o sol em gotas de aplique dava impressão de viver o passado, o presente e o futuro.

 

Sentada em seu aledá distribuía o seu olhar por cima das necessidades físicas e espirituais. O momento de transformação que vivemos não nos deixa vestígios da verdade que se acumula sob as asas do seu silencio. O mundo se descortina em problemas que vão se distanciando das divindades, mas elas não se afastam de nós, por motivos óbvios que são de perpetuar o sistema cristico.

 

Vivi com ela e aprendi com ela. Tudo que ela me ensinou em vida eu traduzo hoje em pérolas divinas do seu amor. O ciclo da nossa bandeira rósea de Jesus, o grande navio que parte nas ondas do amor batendo seus remos no espaço vazio. O vórtice foi aberto e novamente o compromisso vai ser assumido, digo, reassumido.

 

O resplendor da natureza corpórea que engrandece os caminhos de uma conquista. Somos físicos e trabalhamos para ele, o físico.

 

O desmanche das energias acumuladas pela dor que são entrelaçadas pelo ódio geram partículas subatômicas que vão se aninhando no sol interior. Pai João de Aruanda desceu e veio desfazer esta impregnação com manipulação do espaço exterior dentro do horizontal. A cada aplicação palpável espiritualmente cargas eram desintegradas. Estas coisas formaram um escudo que se contraia no físico trazendo dores. Este escudo não era protetor, mas abafador. Energias não entravam e não saiam, estávamos sufocando como em uma tempestade dentro de um copo de água.

 

Foi então que os nagôs revestiram de luz os nossos plexos. Uma luz simétrica lançada em meio ao turbilhão de pensamentos atravessou a tempestade e abriu uma clareira dentro do peito como se jogasse lenha no fogo. Tudo ascendeu como uma grande fogueira e ali exterminou os pesadelos da morte. Agora, já chega de brincar, já chega de deixar para lá, pois quem faz nunca espera receber de volta. Se isso não voltar para sua origem nunca haverá evolução, pois fazer o mal é fácil, mas receber o mal é triste e difícil.

 

Eu concordo que atravessamos um mundo em busca da espiritualização e por isso nós não podemos sofrer as intempéries dos maus amados. Se a gente paga um alto preço quando viola as leis superiores, então todos são iguais perante Deus. Se fizermos mal a alguém nós pagamos, agora, se alguém fizer mal para nós pagará também. Esta é a lei da razão e não do amor. O amor perdoa, a razão ensina.

 

Eu vim para ensinar e não para corrigir. Tia Neiva.

 

Foi que atendendo a este chamado do plano espiritual em que ela estava ensinando que os pretos velhos vieram nos curar. Que mundo é este que padece pela violência dos perdidos no tempo e no espaço. A dor só pode ser encontrada pela falta de amor. Agradeci a ela por ainda estar do nosso lado nos ensinando o verdadeiro amor pela lei da razão. Ela não estava sorrindo, estava muito séria e preocupada com o desmanche doutrinário que lhe custou a sua vida.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

24.05.2017

 

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