VISITA A UMA IRMÃ

Salve Deus!

 

O processo de reconhecimento se estende pelo padrão mental. Os seres humanos, na sua eterna melodia, emitem um sinal que vai irradiando até que chegue ao destino. Estas ondas telepáticas se forem bem distribuídas levam a expressão da verdade que ao serem recebidas abrem o campo da psico espiritual unindo o emissor com o receptor.

 

Eu fui viajar. Fui de encontro a uma emissão que se formara no meu campo vibracional. Cheguei no destino de um espírito, uma ninfa sol Yuricy que estava sozinha no seu aledá. Bem longe de onde eu moro fisicamente, lá pelo estado de Minas Gerais. Ao chegar eu pedi permissão para poder entrar e ela com todo carinho me recebeu, aliás, eles me receberam, pois havia mais outros espíritos com ela. Havia uma moça que eu não conheci, mas vamos aos fatos desta visita.

 

Ao abrir seu mundo para mim ela me foi mostrando o seu trabalho. Parecia uma discoteca, coisas de gravações, coisas antigas que ficam somente nas lembranças. Ela sentada relembrava os bons tempos em que tudo era mais fácil. Ficamos um bom tempo conversando, porque a distância física entre nós impede que nos vejamos em terra e somente assim podemos conhecer nossas missões.

 

Eu tinha mais uma missão e agora era com outro espírito que estava me esperando. Décio mora em São Paulo e sua profissão é jornalista. Eu me despedi da ninfa e fui ao encontro deste outro pedido. São Paulo tem muitas portas de entrada e acabei me perdendo. Tive que parar e sentir o sinal. Conforme as pessoas vão se ligando ou desligando de suas projeções o sinal fica forte ou fraco.

 

Como já era de madrugada o sinal foi perdendo a sua potência até que sumiu por completo. Não sei se ele acordou, mas não deu para seguir adiante, fiquei perdido na grande capital. São Paulo tem vida 24 horas, esta cidade não para. As pessoas ali vivem pelo materialismo direto, sem direitos a uma vida tranquila. Olhando de onde eu estava decidi voltar para minha terra.

 

As nossas missões estão se acumulando no sacerdócio que em breve dará uma reviravolta, pois quando os plexos vão escurecendo é necessário dar uma remexida nele. Anodização, sim, a grande explosão que será sentida por todos dentro do seu eu interior. Os espíritos voltarão a brilhar novamente. Eu só espero que entendam que isso é um fenômeno da mediunidade e não físico. Quando este escurecimento atinge o físico aí as consequências serão mais sérias.

 

A falta de visão racional dos mestres que não buscam mais o ideal momento da ciência refletem no seu caminho a sua força irracional. Os mentores dizem que novos conhecimentos estão chegando, mas poucos estão assimilando. E para que novos conhecimentos se nem os velhos estão sendo aplicados.

 

O homem espiritual baixou seu padrão e está vivendo a sua maior clausura física. Não sem tem mais noticias do exame de consciência astral, todos estão com suas mentes voltadas a terra. Naquela mensagem de Koatay 108, primeiro de maio, ela diz que agora todos já olham para o céu e encoraja os homens desta tribo a fazerem o mesmo. Com a perda da visão da clarividente, que abastecia de verdade os corações oprimidos pela revolta, todos estão voltando a ser o que eram. Não digo voltando atrás, porque no tempo só se volta em espírito, mas pararam no tempo, e o futuro cada dia mais distante fica.

 

Os trabalhos, nos templos, seguem na sua excelência e por completo os efeitos curadores nos abastecem. Uma chuva de prata que desce dos mundos encantados para nos coroar e nos transformar. Eflúvios de uma necessidade completa e cheia de efeitos mil. Os médiuns a sentem de diferentes formas, uns no corpo, outros no sentimento, outros no coração. Cada um tem a sua forma de se elevar na força da cabala, força do sol e da lua.

 

O mais importante é que sejamos irmãos e filhos do mesmo pai, o resto vai se ajeitando conforme a necessidade. Para acabar com certas indiferenças o povo deve se unir e dar um fim as intrigas que dividiram esta missão. Se todos apertarem suas mãos ninguém poderá interferir com outra melodia. Era isso que Tia Neiva pregava em vida. É o povo quem sustenta esta força, esta condição libertadora ou sofredora. Sem povo, sem energia, nada cresce, tudo desaba.

 

Somos apolíticos. Mas tem missionário se entrelaçando politicamente e novamente desvirtualizando seu caminho. Era para ser um bom comandante e se tornou uma pedra opressora do seu próprio destino.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

09.04.2017

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