KARMA DIFÍCIL

Salve Deus!

 

Jesus ou Pai Seta Branca.

 

Eu fico observando os médiuns e as pessoas comuns ao entrarem no templo. Tem os que se dirigem diretamente a Seta Branca e aos que vão primeiro a Jesus. Não que isso seja uma regra, mas ali mostra realmente quem é e qual a sua missão karmica.

 

Vamos abrir então este livro. Jesus ainda não foi aceito pela maioria de todos nós. Seta Branca aceitou Jesus e como missionário ele teve que voltar para mostrar a verdade, reunificar sua tribo para uma nova era, a era cristica. Isso começou bem antes da vinda do grande mestre para a terra. Éramos portadores de fenômenos diretamente ligados ao supremo astral, éramos considerados deuses, e por isso não tínhamos a opção de se curvar a quem quer que fosse.

 

Vemos então o Jesus crucificado, martirizado, sangrando na cruz. Para muitos é um objeto de conquista, porque ao ele aceitar a desonra de não reagir a sua sentença, a sua condenação e morte, fraquejou diante da espada autoritária. Isso ficou como marca na história da humanidade e até hoje ainda se revela no eu interior.

 

Por termos vindo antes de sua encarnação, nós éramos os cientistas que tudo faziam, que tudo criavam, que tudo tinham. Depois foi redirecionando a atenção sobre ele, despertando o amor incondicional, chamando todos para reagir a sua bondade. Nós ficamos separados e atentos a qualquer mudança no padrão das oferendas.

 

A grande sacerdotisa deste amanhecer também se converteu a Jesus, jurou e jurou, e seus olhos foram entregues ao bem da verdade para que este povo fosse repatriado ao caminho do Cristo. Por isso Neiva sempre falava em Jesus, para mostrar a direção da nossa libertação.

 

Vemos, então, que para chegar a Jesus muitos passam pelo mentor deste amanhecer, Seta Branca e depois a ele. Seta Branca está chamando todos para seguir esta nova estrada traduzindo em melodias e cânticos a reformulação do seu povo, de sua tribo. Chega das velhas estradas encardidas pelo tempo que sofre a alteração de sua composição astral.

 

Vou me colocar nesta cruz para que sirva de exemplo. Eu, como Tumuchy, tinha dotes maravilhosos, era, então, aplaudido pela maioria dos pagãos. Gostava disso, gostava de ser diferente. Nossa colônia de cientistas tinha referencias com o astral, tinham contato direto com Capela, formavam um grande acervo, mas não podiam ter filhos, eram estéreis. Por isso não deixaram rastros, continuidade de suas presenças. Duzentos anos foi pouco para acordarem de suas missões, pois tinham tudo, mas nem tudo estava perfeito.

 

Naquele tempo eu não aceitei Jesus. Eu lutei contra o divino mestre e como Reli e Dubali, que eram inimigos mortais viram na suplica de Jesus se convertendo, eu não. Mas aos poucos Seta Branca está reformulando meu karma, está me dando à rica e feliz oportunidade de mudar meu destino. Entregou-me a missão do sul, o primeiro templo aberto justamente para resgatar este povo sangrando na cruz. Como no passado, como cientista, eu deveria dar os primeiros passos para construir o grande portal, e o fiz, onde foi inaugurado com uma grande explosão da antimatéria.

 

Todos me veem diferente, mas o que está feito, está feito. O portal então começou a vibrar, e o reconhecimento dele está marcado na terra e no céu. Os tumuchys tiveram grandes conquistas, mas se perderam pela vaidade do poder a eles confiado. Nem tudo é ouro e nem tudo é madeira, meio a meio.

 

Mestre Humahã, meu irmão espiritual, está me conquistando com sua cultura. Eu estou caminhando e aos poucos tentando resgatar aos meus irmãos que também se perderam nesta confusão histórica. Muitos ainda são rebeldes e me tratam como se fosse um inimigo, mas em verdade, eu devo a eles satisfação dos eventos que mostram a realidade de um povo sofrido.

 

Aceitei as chagas em meu corpo, estou pagando centil por centil esta falta de consciência terrena. Eu sofro as dores do coração como se fossem lanças cravadas em meu espírito. Tudo para me converter a Jesus. Difícil, muito difícil. Seria tão mais fácil morrer a que se converter. Por isso que hoje foi formado este amanhecer, esta pequena tribo de Seta Branca que veio com missão de se evoluírem e ao se evoluírem estão levando os demais que veem para receber a luz do esclarecimento.

 

Jesus não foi aceito por nós. Nem nesta encarnação ele ainda está longe de nossos pensamentos. Mesmo invocando seu divino nome, nós temos ressalvas a caminhar com ele. Como ele mesmo nos confirmou: Largue tudo e vem comigo. Não que estas palavras se referissem ao ouro e a prata, mas em verdade seria um novo início, aceita-lo como filho de Deus e nos entregar ao seu comando. Não. Não nos envergamos e nos mostramos indiferentes ao seu pedido. Ele foi embora e nós ficamos para trás, curiosos, mas não entregamos nosso cajado de cientistas.

 

Ainda temos restrições espirituais ao seu nome. Há que mudarmos nosso compromisso para com sua humildade e aceitar o verdadeiro amor incondicional. Jesus foi simplesmente um ser fora dos padrões deste mundo. Nada o atingia e nada o deixava de ensinar. Como senhores deste universo ficamos com ciúmes do mestre e aí foi a nossa maior desilusão, a nossa maior derrota karmica. “Que os mortos enterrem seus mortos”.

 

Até hoje eu tento reconhecer os meus erros, para poder ter merecimento no futuro. Por isso Seta Branca me entregou este comando do sul, para abrir as portas dos meus irmãos que ainda estão presos as suas culturas irracionais. Muitos estão encarnados, mas muitos não. Eles vivem no cinturão aqui perto, uma fenda escondida pelo tempo que vai de Castro até Tibagi, mas ele começa realmente na Lapa e se estende além fronteira de Castro e Tibagi, no estado do Paraná. Não falo fisicamente, mas espiritualmente, pois muitos destes espíritos ainda estão incrustados nas rochas e cavernas deste lugar.

 

Por isso o grande portal foi aberto pela força de um comando. Eu trago em meu caminho a força matriz de um povo que criava estes portais nas dimensões. A interligação para mim começou exatamente em 1980 até 1984, quando recebi a ordem direta para abrir esta comunicação. O Grande Tumuchy veio e ordenou a sua execução. Este mesmo espírito que nos comandava naquela era distante, agora convertido em Cristo Jesus, voltou com missão de nos resgatar, de nos preparar para uma grande evolução. Como fugimos da cruz naquele tempo, ficamos embrenhados nas duras encarnações que se seguiram como exemplo, mas eu digo, estamos novamente em missão de Seta Branca, agora mais fluídica, mais suave e mais apreciada.

 

Ele está em Jesus como Jesus está com ele. Nós que ainda estamos relutando para aceita-lo. Aceitamos Seta Branca e aos poucos este espírito está nos doutrinando pelo amor e não pela força. Ninguém o vê dando ordens, mas sim, nos catequizando pela sua simplicidade. Nós devemos fazer o mesmo, catequizar e não discriminar.

 

As velhas estradas ainda são as mesmas para muitos jaguares. As novas ainda estão mais distantes e complicadas de serem alcançadas. Muitos ainda vivem na suplica de suas juras transcendentais desconhecendo o verdadeiro paraíso da divina seara. As grandes amacês suprem a necessidade da visão terrena e logo estarão mostrando as suas dimensões.

 

E você! Qual é a sua intenção! Jesus ou Seta Branca!

Ao chegar no templo qual o seu primeiro caminho. Reveja seu pensamento e saberá de sua missão karmica.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

20.03.2017

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