TUMUCHYS

Salve Deus!

 

Então Deus nos reuniu novamente. Eu e meu irmão nos reencontramos após décadas de uma divisão. Os tumuchys eram projetistas do universo, eram espíritos que criavam a partir da materialização das energias, objetos, e tudo que lhe proporcionasse bem estar.

 

Eu caminhei, eu era um tumuchy que se perdeu nesta contagem regressiva, e como sempre o homem perde a sua origem pelo triste pensamento. Ao dividir a tribo muitos também se perderam e até hoje ainda procuram os remanescentes desta unificação. Ao trazer do céu as forças em destaque configurando um polo de manipulação através do portal de desintegração, nós estamos removendo milênios em busca do nosso povo, da nossa origem.

 

Meu irmão desceu, ele veio com sua tribo, poucos dos que se unificaram pela evolução cristica, estão caminhando no evangelho estão trazendo noticias de suas missões. Nós vamos perdendo aos poucos uma batalha que distorce a nossa realidade encarnatória trazendo o peso da responsabilidade pelos atos, pelas atitudes e pelos desafios.

 

Nossa tribo se dividiu por várias vezes e foi perdendo o elo que nos criou na miscigenação dos povos, para criar o novo ser: o homem luz deste planeta. Não deu certo toda engenharia dedicada nesta transmutação e mais uma vez perdemos esta constituição. Éramos bons na materialidade, tudo dava certo, menos uma, a que viemos em missão especial. Não podíamos fazer nascer, então ali tudo parava. Tínhamos data certa de retorno e isso não podia ser modificado.

 

As dificuldades terrestres para os tumuchys foram e ainda são a maior barreira que enfrentaram e enfrentam, pois eram considerados invasores, extraterrestres, seres diferentes do normal, outra estrutura física. A reunificação da tribo se deu em meados ao nascimento do cristianismo, Jesus, mas novamente como ciganos nos perdemos e assumimos mais uma divida por não saber se amar. O ouro e a prata, o triste naufrágio de muitas civilizações.

 

A terra é o maior castigo para os tumuchys, sim, não existe liberdade, mas uma prisão sentimental. Eu voltei para resgatar o meu destino, voltei porque pedi a Deus para tentar reunificar neste solo sagrado os remanescentes desta tribo. Mas ao bater de frente com meu irmão, o tumuchy desta encarnação, tivemos muitos confrontos de ideologia. Quando eu criei o labirinto de Ramsés, ali foi o maior desastre que nos separou novamente. Somente mais tarde ele aceitou e se tornou meu grande amigo irmão.

 

Eu sabia o que fazia, pois eu era o projetista e ele o intelectual. Eu construía os vetores e os projetores, e ele inspirava a registrar os fenômenos. Assim foi também aqui nesta encarnação, eu criei e ele tentou construir, mas em verdade aquilo tudo foi entregue em mãos da clarividente para que ela formasse na terra este quarto poder de Deus, a cura simplesmente pela passagem do encarnado e desencarnado por dentro do recinto, do ritual.

 

Às vezes a gente vê lá na frente os fenômenos acontecendo, mas a terra absorve estas imagens, elas vão perdendo força com o passar do tempo e caindo na mesmice de sempre. A minha missão é muito difícil, por razões de crendice construo aos pouco o meu sacerdócio, respeitando a força do velho jaguar, Seta Branca, que rege este comando superior e inferior. Seta Branca meu grande pai, estamos sob o julgo de uma luz, de um poder, de uma força.

 

_ Meu irmão não desista! Não desista nunca de sua missão! Eu estou aqui para lhe afirmar, para vos trazer conforto, para lhe dizer que estamos caminhando! Nossa tribo, os poucos que se reencontraram estão comigo, estamos seguindo nossos destinos! Nossa missão é muito difícil, e mesmo aqui, onde estamos, temos que esperar todos desta tribo! Só iremos para nossas origens após o ultimo tumuchy ser resgatado! Por isso não desista desta importante obra de Jesus, porque é aqui, nesta casa que estamos nos reunificando! Estamos sob vosso comando mestre jaguar, estamos confiando na sua disciplina mediúnica!

 

Choros de alegria, de emoção, de rever os últimos tumuchys. A pequena tribo de ciganos agora já presta homenagem aos que estão chegando de longe. Os vinte e um tumuchys regentes estão se preparando para unificar esta tribo de Seta Branca.

 

_ Salve Deus! Mestre, nós estamos precisando muito de uma base sólida, sem medo, sem mesquinharias, sem se corromper pela terra! Escolhemos aqui, porque eu te conheço, eu sei de sua luta, uma vida difícil, como a minha também foi, eu tinha muitas dificuldades de entendimento! Eu era muito difícil de tratamento e estou pagando por não querer entender o suplício humano! Até hoje sou criticado como homem e não me veem como espírito! Eu sou Tumuchy!

 

Salve Deus! Por isso eu estava sofrendo uma interferência no meu sistema espiritual. A chegada deste povo sofrido pelas intempéries do destino que se perderam por não entenderem o objetivo de suas encarnações. Eu estou aqui, estou lhes dando a oportunidade de descerem e formarem novamente vossas bases na terra de equitumans. Aqui há os resquícios da origem mais remota impregnada nas paredes do destino.

 

A terra cobra muito caro, é um alto preço.

 

Eu olhava para ele coberto pela emoção deste reencontro. Ele queria sorrir, queria chorar, ele queria abraçar. Eu só peço a Deus que me de forças para enfrentar as feras que tentam matar a liberdade de poder criar, de poder trazer do espaço as arquiteturas que irão beneficiar a terra dos homens dragões. Será uma luta entre o céu e a terra, onde o ressurgimento dos homens pássaros trará discussão sobre os novos eventos.

 

Eu estou tentando reunificar esta tribo dos Tumuchys. Estou aqui respondendo abertamente na minha pobre analogia de encarnado com o coração e com a mente aberta. Sinais do tempo no templo, sinais das trombetas anunciando a nova era. Esta presença me deu um gás extra, renovou a minha fé no propósito de trabalhar sem medo do que está vindo. Eu espero que ele cresça para me ajudar, para tomar as rédeas quando eu partir.

 

Milhares de espíritos estão ouvindo o chamado. Milhares de espíritos estão chegando, milhares ainda estão cegos e surdos. O farol que brilha e emana tem profetizado em muitas linhas a preparação do terceiro milênio. Estou dando voz ao invisível plano dentro de uma reformulação geral. Que eu não me perca novamente nesta evolução e que eu seja a visão de um mundo glorificado pela chegada das grandes naves que sulcarão o firmamento. As nossas amaces estão chegando, vindo para buscar os remanescentes tumuchys.

 

Nossa base terrestre se comunica com a interestelar. O grande farol do amanhecer mostra o rumo certo. Agora já sabem o destino traçado e o porto feliz do embarque e desembarque.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

14.03.2017

 

Por volta de cinco mil anos após os Equitumans, chegaram a Terra os Tumuchys, sob a liderança do Grande Tumuchy, nosso Pai Seta Branca, poderoso Orixá de origem Equituman. Juntamente com sua alma gêmea, Mãe Yara, e cerca de oitocentos espíritos escolhidos, e se instalaram na região andina, onde o Grande Tumuchy foi chamado de Jaguar. Os Andes foram escolhidos por serem enormes jazidas de metais nobres, tais como ouro, prata e cobre, a serem utilizados na confecção de aparelhos de precisão e de adornos cerimoniais. Após grandes dificuldades ambientais, especialmente com indígenas e com ferozes animais, os Tumuchys foram para Omeyocan. Tinham uma constituição física muito diferente da dos terráqueos, com grande beleza física e estéreis, vivendo, em média, 200 anos, trazendo impressa no peito a data de seu desencarne. Sua missão era a de criar um novo tipo humano que evoluísse em três planos diferentes: o físico, o psíquico e o espiritual, naquele ambiente hostil do planeta, onde estavam em curso as modificações também nos três reinos da Natureza, ou seja, nos minerais, vegetais e animais. Cientistas e artesãos, avessos à violência, conheciam toda a Ciência Cósmica e a energia nuclear, fazendo transmutações que propiciaram as construções das grandes cidades e dos diversos monumentos energéticos da Terra – as pirâmides das Américas e do Egito, Machu Picchu e muitos outros centros de manipulação de energias siderais, especialmente a conjunção de forças do triângulo Sol – Terra – Lua, e viajavam em naves velozes por todo o planeta, mantendo contato com outros Orixás que, em diferentes regiões, se dedicavam à evolução do Homem primitivo, levando conhecimentos que até hoje surpreendem os cientistas por sua perfeição e que não dependiam, também, somente do contato físico, pois os Tumuchys usavam muito as comunicações psíquicas. Trabalhavam, implantando em diversos pontos geradores e manipuladores de energia conforme indicações de um mapa terrestre, chamado Mutupy, verdadeira fotografia da Terra, semelhante ao mapeamento hoje feito pelos satélites. Segundo informações de Amanto, Omeyocan se constituiu na sede científica do planeta e no centro de comunicações interplanetárias; chegavam chalanas de Capela e para lá partiam; ali se reuniam os Orixás, chefes máximos dos planos civilizatórios da Terra. Como a missão dos Tumuchys não era a de estabelecer uma estirpe na Terra e viviam sempre com grande sacrifício, lutando contra grande parte das leis que regiam o plano físico e psíquico da maioria, com qualidades físicas especiais, porém em distonia com as realidades da Terra, sem a osmose natural, o Grande Orixá Jaguar considerou encerrada sua missão, já que deixara sua marca em vários pontos do planeta. Sabendo que iria desencarnar brevemente, ele foi, com sua companheira, aos diversos núcleos que estabelecera na Terra e desapareceu, deixando seu povo sem a sua liderança. Os Tumuchys começaram a se dispersar, uma grande parte deixou Omeyocan e se dispersou pelos continentes, especialmente as atuais Américas. Em sucessivas encarnações, formaram as grandes civilizações na Terra, e foram tratados como deuses, até que, desintegrados, foram substituídos por tribos bárbaras, sendo hoje confundidos com civilizações como as Inca e Maya, povos violentos que passaram a habitar as cidades vazias, e se confundem nas pesquisas dos cientistas modernos.

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