OLORUM EM SIMIROMBA

Salve Deus!

 

De repente tudo ficou prateado, o templo, as luzes, as forças.

 

A nossa missão vai se delineando ao comando maior de uma extraordinária presença. Já no começo da abertura Tapir ordenou intercâmbio, mas a chave deveria estar em especial, pois a força decrescente deste dia seria um choque para os plexos desabilitados.

 

Foi então que Olorum se projetou luminoso com seus raios costurando os plexos mediúnicos que trabalhavam comigo no atendimento aos espíritos encarnados e desencarnados. Para nós não importa a quantidade, o que importa é a escola, que esteja relatando os efeitos da reorganização do ambiente. Somos instrutores de nós mesmos e para que sejamos reconhecidos é preciso se aparelhar na transformação do nosso plexo e chakras.

 

Geralmente os médiuns trabalham organizando, mas não se organizam espiritualmente. Suas mentes se afastam do principio de sua natureza que suplica a melodia entre os cânticos da ciência espiritual. A lua estava projetando sobre o templo uma força diferente. Seria o alabá, mas quem ditaria a ordem direta seria os fenômenos da matéria, desoxidar.

 

Olhando para a lua na força de Olorum, mas sem capacitores para receber a encomenda, eu formo o canto da neutralidade. Vamos ser mais claros, sim, quando existe a fusão dentro do sistema mediúnico das forças decrescentes, existe também um sistema que para mim seria endócrino, pois elas, glândulas, recebem da força em movimento e derramam no sangue a energia coletada. O refazimento do plexo nativo para iniciático refaz a contagem dos antigos métodos da superação humana.

 

Tudo é ciência. Não pensem vocês que não estamos aprendendo com a abertura do aparelho sensitivo. Geralmente todos se ligam somente no atendimento direto, mas não se inspiram na intelectualidade espiritual. Cegos, surdos e incompreendidos, pois não se altera a bioma natural do nosso sistema sem alterar a força centrípeta, para o centro, e centrifuga, para fora. Se todos pudessem ver as maravilhas que estão acontecendo neste amanhecer teriam visões da presença de um poder singular.

 

O que mais me chama a atenção é que nossa escola multiplica os fenômenos da distribuição das energias de modo a qualificar a variação de todo este sistema biológico. O aparelhamento do plexo induz correntes alternativas para a manutenção deste sistema que liga e se desliga no momento da variação mental. Ser médium, há meu Deus, que maravilha de transformação, onde uma energia desordenada passa a ser controlada não afetando outros sistemas do corpo físico. A continuidade da força crescente se equiparando a outras variações que estão em outra dimensão.

 

No final estávamos na força do alabá, força de Olorum. Nossos plexos devem estar sempre abastecidos pela unificação do nosso sistema mediúnico. Alguns plexos em constante manipulação absorvem direto sem constrangimento da matéria, outros sofrem um descarrego sintomático, não sendo doença, somente a variação da impregnação do ambiente interno. O desarranjo pela variação dos componentes afetados pelo recebimento trás para o físico uma desobediência, ele não se controla, solta. Tudo que estava impregnado sai e ao receber novamente a pureza energética se condensa.

 

O plexo é uma usina de forças que trabalha relativamente em dois estágios. Pelo sol e pela lua. Vamos dizer, o aquecimento e o esfriamento das ranhuras internas. Quando ele aquece absorvendo em demasia a energia transmutada a outra faze se comprime pelo resfriamento. Entenderam. O choque do calor com o frio move nossa máquina, forma então uma tempestade no plexo. O sol aquece e a lua esfria. Temos este fenômeno climático na nossa natureza, por onde se explodem as forças telúricas. Vamos então reorganizar estas forças telúricas dentro de nosso sistema, fazendo a roda da vida girar. Ondas quentes se desprendem em fagulhas divinas e tão logo ondas frias descem com força do prana para anular o sistema.

 

Vejam que é pura ciência. A sabedoria dos grandes iniciados que construíram esta fenomenal máquina humana.

 

No templo, no encerramento, as forças telúricas foram alteradas. Com a emissão do prana através do oráculo de Olorum em Simiromba, lua e sol, houve a alteração do nosso padrão molecular. As energias costuravam os plexos ofendidos pela explosão da variação cósmica. Refaziam a originalidade pela falta de estímulos. Um médium não deve ficar muito tempo sem movimentar sua usina de força. É pela mediunidade que se altera nosso entendimento. Ser médium, principalmente deste amanhecer, é ter o raciocínio lógico da metodologia aplicada. Ninguém chega a lugar algum sem conhecer o seu destino.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

12.03.2017

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