A VIDA EM DOIS PLANOS

Salve Deus!

 

Todos já estão cansados de saber sobre a vida em outro plano. Vamos então considerar que ela exista, mas que está relevada ao pensamento obscuro da incredulidade. Sim, ela existe, como existe a terra existe também o céu espiritual.

 

A fomentação da curiosidade tem feito as pessoas procurarem respostas sobre esta outra vida, mas sem chance de relembrar dela ficam suspirando pelos cantos e lançam no vento suas aspirações. Primeiro devem se preparar para bater nesta porta e começar a arrumar seu destino, pois existe uma coisa que esquecem, a poeira cósmica, ela atinge este plano e carrega de resíduos a faixa dos espíritos. Assim na terra como no céu.

 

Ao chegar na minha faixa, onde eu estou construindo a minha obra, com muito sacrifício, vejo que há necessidade de limpar, de arrumar, de ajeitar. Existe a complicação dos enredos mal vividos, de vidas impregnadas pela confusão entre os mundos interligados, que resulta no acumulo de coisas que se grudam e vão dando forma a outras coisas.

 

Nesta noite eu subi, mas tive que descer para outro plano inferior. Era uma caverna onde estava dormindo uma enorme cobra. Esta caverna era úmida com água pelo chão, mas dela, cobra, nasceram outras que ficavam rastejando por ali. Ao pisar na água tudo se mexeu, e despertou a atenção dos répteis que vieram sedentos para picar. Eu fui limpando aquela caverna, mas a maior começou a acordar e veio com sua enorme boca para me atingir. Ao eu pega-la sua cabeça foi separa e assim ela evaporou, se desintegrou. A caverna então mudou seu aspecto e limpa foi ficando mais clara, foi desaparecendo, até que sumiu por completo. Resquícios de uma vida infeliz que ficou marcada pela ignorância de uma encarnação.

 

Voltei para meu plano, onde estou trabalhando para edificar minha mansão etérea. A nossa conduta moral espiritual nos tem elevado na faixa desobsessiva da voz direta. Eu vejo que trabalhamos durante o sol na terra e durante a lua no céu. Impressionante esta dupla vida que o jaguar tem. Mesmo ele desacreditando na linguagem atual e conservando sua crendice popular, ele vai sem delongas cuidar dos seus pertences onde ninguém pode tirar. Mas ele pode perder se não estiver lutando para merecer.

 

A luta é constante e só ficam os que têm coragem de lutar, de acreditar, de não esmorecer diante das fatalidades da vida karmica. A sustentação dos três reinos da natureza pela individualidade atinge as fronteiras da personalidade que cultiva a sabedoria do espírito universal. Para se chegar ao supremo nos dividimos em partes que frequentam a mesma vibração. Pai, Filho e Espírito Santo. Deus, Terra e Espiritual.

 

Eu não abro minha individualidade na terra, pois a personalidade tem feito um trabalho laborioso em tocar as rédeas da evolução, da minha chamada, da minha convicção. Se eu sou chamado, vou, se não, cuido dos meus caminhos. A formação da fé no invólucro artificial conduz a energia, tipo eletricidade, que fomenta dentro do mental as substancias que ativam os sentidos proféticos. Ao se comunicarem pela razão dentro da emoção, torna o espírito liberto, mais comunicativo com suas origens. As ondas percorrem tanto a terra como o céu, e dependendo de quem seja o merecedor de estar sendo comunicado, se ele estiver dentro de uma receptividade irá responder aos estímulos. A pressão dentro do aparelho anímico aumentará de forma que abrirá o canal sensorial levando as imagens e sons de uma eterna busca pelo elo perdido. Só mesmo se aquele ser for muito bruto, não tiver merecimento algum de receber ou se comunicar.

 

A brutalidade que falo é quando a pessoa encarnada não aceita sua evolução, ela fica presa aos seus grilhões que se prenderam na masmorra da incredulidade. O homem embrutece seus princípios e faz aquilo que mandam fazer, tentando achar um caminho razoável para justificar sua existência. Para isso a espiritualidade projeta respeitando cada cruz mostrando que somente se libertando de sua personalidade ele irá desabrochar como uma rosa dentro de um vaso. O vaso existe, está adubado, mas a semente está dormindo. É preciso um choque de contraste para que ela acorde e após isso ela vai dar os primeiros sinais.

 

Enfim, a liberdade, o espírito acorda e começa uma nova missão. A transmutação do eu exterior para o interior fazendo explodir a individualidade na personalidade. Os eternos choques da verdade, da razão para definir cada qual em sua formação.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

10.03.2017

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