DESLUMBRANTE


Imagem meramente ilustrativa. Algo parecido.

Salve Deus!

 

Deslumbrante mundo de Tapir, maravilhoso, algo fora do conhecimento humano. Eu até diria, vislumbrante, pois é algo fora do nosso contexto.

 

Ao rever a memória impregnada na película do espírito as imagens vão se formando na razão da alma. Se eu dissesse que é tudo diferente, aí poderiam dizer que isso não existe. Sim, o que eu vi não existe mesmo, porque é inacreditável algo desta dimensão escondida aos olhos humanos. Mil luzes em forma de energia ou mil energias em forma de luzes. Aquilo tudo piscava, explodia, uma concentração de forças infinitas a contradizer nosso padrão terreno.

 

Ontem me deu uma fraqueza no físico. Fiquei quieto e fui me deitar um pouco e tão logo nos desligamos da matéria, sacudimos a poeira e vamos trabalhar. A fraqueza tem um motivo muito óbvio, é a preparação da saída do espírito. O corpo sofre uma transformação involuntária e quando ele baixa a vibração o espírito toma outra forma mais elevada. Um tem que estar em vibração diferente para que o outro se destaque.

 

Esta noite eu levei junto os meus irmãos que tem uma luta muito grande aqui na terra comigo. Fomos fazer um trabalhinho extra neste mundo que nos projeta as forças dos Oráculos. Fomos com permissão dos centuriões até o Oráculo de Simiromba. Ao entrarmos tudo era diferente, mas a missão desta viagem era polir as armas que projetam os raios em direção a terra. Cada objeto milenar completava a visão dando uma expectativa de curiosidade. Levamos da terra muitos presentes, muitas coisas que deveriam ficar no Oráculo, mas tudo em forma de impregnação. Não eram objetos materiais, eram formas em forma de energia.

 

Muito antigo. Tudo era muito antigo. Havia um baú preso a metade de uma lança e para abrir tinha que ter a chave. Este baú me chamou a atenção, pois estava escrito, semântica, algo que eu não entendia, pois era preciso desabrochar o seu interior para reaver a sua chave. A chave está em poder da sacerdotisa escondida dos guerreiros presos as suas armaduras. Estava empoeirado, largo pelo tempo sem utilização. Peguei o baú e passando a mão sobre ele, foi mudando, começou a brilhar.

 

Olhando para tudo aquilo alguns espíritos estavam se projetando pelo lado de fora, mas calmamente estávamos tranquilos, estávamos seguros de nossa missão. Tínhamos que reavivar este oráculo e fazer com que ele voltasse a emitir as luzes diretamente sobre a estrutura física na terra.

 

O grande espetáculo que se projeta diretamente sobre o templo, ninguém vê, ninguém ouve, ninguém fala. Razão pela qual os mestres vão ficando apáticos ao convívio sacerdotal e acaba desestimulada pela não frequência verbal. Falar é fácil quando não se tem a visão direta. Falam pela voz de outros, mas falar com certeza do que conhece em sua visão natural é bem diferente. Criticar é uma forma dos anônimos crescerem sem ter certeza do que falam.

 

Eu queria ter uma maquina fotográfica espiritual para registrar os lugares por onde percorro. Haveria uma crendice maior em relação ao invisível plano que está em frente ao nariz. Por enquanto eu só posso escrever, criar um campo visual pelas palavras, assim cada qual imagina este mundo.

 

Tapir das mil e umas noites, ou dos mil e um dias, não sei como descrever. Dali se projeta os Raios de Simiromba, de Olorum, de Obatalá. Uma conjunção de forças, de fatores primordiais ao jaguar. Estimula-se a nossa percepção pela razão dos olhos espirituais. Fecham os olhos carnais e abrem os espirituais. Eu via aquilo como uma enorme cidade, uma organização esplêndida, surreal. Torres se projetavam, outras formas de arquiteturas surgiam, tudo se transformava, se movia, era pura energia.

 

Mas o baú não me sai da memória. Está lá um segredo sem a sua chave. Logo o dono deste baú quebrará o seu lacre e mudará os conceitos da nossa linguagem. Razão pela qual, jaguares, devem estar afiados na linguística verbalizada.

 

Se duvidarem, peçam aos seus mentores, que os levem pela visão real de seus espíritos guardando na memória astral as imagens de tudo que veem, e que, ao acordarem tenham plena ciência dos fatos.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

06.03.2017

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