POLACA PRETA

Salve Deus!

 

Depois da ultima história, muitos espíritos fizeram suas mentalizações e como respostas chegaram até aqui.

 

Eu fui com minha ninfa em uma busca. Era uma ninfa lua do vale, uma que tanto queríamos bem, mas as dificuldades a afastaram de sua linda missão. Aparecida, Cida, era uma negra que tinha uma força espiritual muito grande, era só sorriso e alegria. O tempo passou, mais de 20 anos ficaram recolhidos em uma gaveta, mas hoje fomos em busca dela.

 

Chegamos em um local diferente, porque na terra os espíritos têm suas moradas físicas, mas no além, eles se reúnem em tribos, e esta tribo que ela pertence tem muitas dificuldades. Ela quase toda noite se desloca para este canto, um lugar sofrido, um lugar de muitas lembranças. Vem em busca de sua origem, mas não consegue mudar este padrão, pois não manipula mais no amanhecer.

 

Chegamos e logo Zélia foi saber onde ela estava. Entrou por uns corredores escuros e lá dentro chamou por ela. Ela demorou para reconhecê-la, mas logo veio para fora, para outro local. Eu estava esperando e tão logo que ela saiu, veio com dois garotos, um mais novo e outro mais velho. Faziam parte de sua evolução. Coloquei meu braço em seu ombro e elegantemente fui conduzindo ela com muito respeito.

 

A polaca preta nos reconheceu mais pelo apelido carinhoso que ela tinha aqui com nós, pois era parte desta família de Seta Branca. Mas ela não estava mais sorrindo, estava triste, estava esgotada. Seu espírito estava apagado, não brilhava mais, pois cada filho deste amanhecer brilha neste mundo de lusco-fusco. Estávamos felizes de reencontrá-la, mas a que preço, pois os valores se perdem neste imenso mundo sem paredes.

 

Todas as noites nós vamos em missões. Não só eu, mas todos que juraram este sacerdócio. Todos têm um compromisso carmico e espiritual, pois a terra cobra seus destinos e o céu espera sua evolução. Com isso quem ganha realmente são nossos espíritos, porque eles sofrem uma mudança em seus estados primitivos e passam a vibrar a eterna melodia cristica.

 

Vejam o quanto somos felizes. Espero que a nossa ninfa lua acorde em sua memória astral e se lembre de nós em seus sonhos. Estamos aqui minha irmã, no mesmo lugar onde tiveste muitas alegrias com teus irmãos.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

25.02.2017

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