VIDA E VIDAS

Salve Deus!

 

Pai Benedito de Aruanda foi embora agorinha pouco, veio sorrindo, trazendo sua felicidade contagiante de um pretinho velho de muita sabedoria.

 

_ Meu paizinho de luz e amor, o quanto eu lhe devo de satisfação nesta minha vida de aprendizado!

 

Hoje é um dia feliz, de alegria e paz. Estamos comemorando o aniversário de nossa netinha, a qual completa seus dez anos de vida. A nossa história é regida pelos caminhos dos ventos que sopram a força de um novo amanhecer. Eu fico feliz quando todos estão felizes, porque geralmente estamos sempre olhando para baixo e não percebemos que a vida é bela. Olhar para cima, para Deus, para o universo, para um recomeçar, significa estar preparado com suas armas e fazendo valer o que jurou.

 

Eu vejo as ondas magnéticas cruzando a faixa terrestre, geralmente em busca de alguma coisa, mas nem sempre está sendo avaliada pela inteligência divina. Isso me deixa confuso, porque os pensamentos se diferem pela necessidade e não pela compreensão. Viajamos para longe, para fora do nosso sistema encarnatório e lá percebemos que nada vale os esforços sem cumprir fielmente seus desígnios, suas juras transcendentais.

 

Toda noite eu me deparo com algo diferente, algo inusitado ao ponto de mexer com minha individualidade. Mas o homem em si que tenha domínio sofre sua faixa esclarecedora tem um comportamento diferente ao seu ritual. A lei foi feita para quem a desconhece, para quem tem que respeitá-la, e respeitar seu circulo social e espiritual. Os grandes iniciados são a lei, então eles respondem por ela diretamente na sua individualidade ou desindividualização do espírito.

 

Ao completarmos nossa evolução, vamos descobrindo o valor de cada bônus empregado em nossa conquista, do nosso merecimento. O suor de uma vida inteira em beneficio da cura de um planeta em desenvolvimento. Cada ponto de luz espalhado por este universo é uma estrela que brilha. Ele vai crescendo a ponto de formar um novo sol, o sol que resplandece os ensinamentos da ordem celestial.

 

Pai Benedito de pé aqui na varanda de casa. Estávamos tomando nosso café quando ele chegou e já formando seu cântico das Aruandas ele foi impregnando seu amor incondicional. Um espírito muito bom, que vem soprar nossos ais para longe de nosso carma.

 

Então minha querida menininha está de parabéns. Eu agradeço a Deus por ter me dado minhas filhas, minha esposa, meus netos. Agradeço a Deus por vê-los crescer como a rama selvagem sem medo da verdade e com coragem de enfrentar todas as dificuldades que a terra promete. Pai Benedito veio parabenizá-la também, pois se inicia um novo ciclo de amor e razão. Quem somos nós nestas paragens terrenas e a quem viemos servir. Dez anos, dez momentos de expectativa, dez poemas de amor, dez aventuras esclarecedoras.

 

A reflexão dos grandes iniciados completa a força de uma jura transcendental. Eu sou, ele é, vocês são. O conceito da mediunização interlocutora que abrange o sol e a lua. A quem pertence esta unificação. Um novo amanhecer se aproxima e já resplandecendo na luz de Jesus, de Seta Branca, estamos ainda chorando as dores do remorso. Levante-se do seu esquife e busque a sua evolução.

 

Os caminhos se cruzam em diversas origens, uma aqui, hoje, mas mil lá no esquecimento. O purgatório dos cegos e surdos, que veem nuance de luz, mas preferem esconder sua lamparina com medo de sua sombra. Aquele que conseguir pegar a sua sombra poderá falar a sua verdade. Logo não haverá mais sombra e é aí que mora o perigo.

Feliz aniversário minha netinha!

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

21.02.2017

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