FÉRIAS

Salve Deus!

 

Mesmo descansando nós trabalhamos.

 

Os trabalhos a cada dia que passam ficam mais precisos em torno de uma realidade, a conjunção de dois planos. Como é importante aos médiuns terem as suas mentes abertas para as vivencias e convivências entre dois mundos, pois isso facilita e torna mais aprazível o desfecho das conquistas.

 

Sábado, sim, dia de luta e perseverança, dia de conquistas e realizações. A presença de forças ocultas, como nós dizemos, pois elas se revelam somente aos médiuns em potencial que cultivam esta lança enigmática do desvendar, da possibilidade de ver e sentir, de trabalhar e moldar as forças em contraste. Naquele momento em que a força negativa veio fazer alaruê a força positiva veio desfazer, sim, a legião dos cavaleiros e guias missionárias chegaram no templo para o combate, fortalecer os plexos e abastecer de energia o corpo mediúnico. A contagem da legião de Mestre Lázaro.

 

Fomos tirar umas férias. Um dia, somente para descansar na praia, e tão logo sentado na beira do mar um pedido. Uma mãe desesperada, ela ainda está encarnada, veio pedir ajuda para seu filho, um menino adolescente. Esta missionária emite na mesma origem e mesmo emitindo o que lhe falta é a fé no seu destino. O suplício de uma mãe é diferente do pedido dos órfãos de pais e mães vivos. Eu senti a sua preocupação e pedi a Iemanjá que cuide de sua aflição. O mundo se descortina na força do sol interior, porque para testar todos formam seu aledá e multiplicam seus pensamentos a ponto de ondas mentais percorrerem o universo em busca de respostas.

 

Eu sinto quando emitem na verticalização da missão. É como se saíssem do corpo umas fagulhas de energia que se misturam ao éter e formam um complexo de amor e realidade perante o comando de nossa missão. Se todos tivessem a capacidade de ver o que se passa na aura do médium quando ele está em nítida sintonia com os seus chakras, ele veria a sua enorme formação espiritual resultante da ligação dos campos magnéticos. Quando um mestre rama emite em meu nome eu sei, eu recebo aqui no meu mundo esta abertura. Eu fico em sintonia com minha lança na mão assegurando o canal sensorial que se forma entre eu e ele. Todos que são raízes deste comando maior devem ter certeza que são forças decrescentes e não podem fechar suas portas para seus comandados.

 

Vejam a grande verdade que se esconde por trás da obra de caridade. O mestre que assume em sua caminhada a força do adjunto raiz no seu continente, ele vai sempre pedir na força do seu sétimo a autorização para formar seu aledá. Nós partimos da força trinaria e chegamos aos mistérios da formação do Adjunto de Jurema. Esta é a verdadeira conquista do mestre em sua classificação doutrinária.

 

Como sendo força decrescente ela tem um ponto vital na segurança que se forma no Aton. O desagregar de forças do meu plexo na hora da emissão de um mestre rama me faz sentir os efeitos da multiplicidade do ser na sua condição de invocação. Ser adjunto é ter certeza que o canal se opera no silencio mental.

 

Esta noite no templo espiritual havia um mestre português na minha contagem. Ele veio provar a sua verdade, pois sendo quem é ele queria saber mais. Ao chegar em frente ao aledá de Cristo, ele não queria ser visto. Eu o vi e chamei, tão logo lhe fiz a abertura de sua transcendentalidade. O espírito dele ficou em êxtase, e ali a sua identidade foi aberta. Ele contou tudo sobre ele, de onde veio, quando nasceu, sua idade, enfim, deixou transparecer o seu sol interior. Todos que estavam nesta missão ficaram observando e analisando este contato. Contou até suas outras encarnações, pois o espírito quando reencarna na terra ele fecha suas origens e mesmo estando fora do físico ele não se lembra. Só vai se lembrar quando lhe for destinado o seu retorno a sua vida eterna.

 

Meio confuso, mas vejam que quando alguém reencarna não lembra de suas origens anteriores, e assim é a mesma coisa com o espírito fora da matéria, ele também não se lembra, mesmo estando fora do corpo físico. Ele está bloqueado. Este desbloqueio só pode afetar o espírito quando ele está em perigo de sofrer a ruptura de sua existência, a desintegração.

 

Vamos contar mais em outra oportunidade.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

06.02.2017

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