MEDIUNIDADE – AULA 02

Salve Deus!

 

Temos poucos visionários e muitos executores.

 

A missão de um médium é ir buscar o que não pode ser visto, sentido e ouvido. O maior sofrimento do médium de transporte é chegar em outro mundo e ver uma realidade misturada aos sonhos dos encarnados. Existem vibrações que se detectam pela força de um comportamento humano ou espiritual. Os espíritos que ficam presos no magnético humano, ficam como se fosse uma rede e ali eles formam seu estado in natural agregando forças que levarão a trazer incômodos em todos os sentidos.

 

Vamos aos fatos desta aula. Eu me deitei no sofá por alguns instantes e tão logo me vi em outro lugar. Era uma velha casa de dois andares, mas eu não estava sozinho, havia mais médiuns comigo, éramos uma força unida que viajava em missão. Ao chegar nesta casa fantasma como diziam, entramos, e logo de cara começamos a sentir os fenômenos, a radiação de uma presença. Na parte baixa desta casa nós ficamos analisando os espectros nos rastros, mas de repente esta criança correu para cima. Ela gritou, venham ver, rápido. Subimos e demos de encontro a um espírito preto. Era uma criança presa com uma corrente em seu tornozelo. Ela estava ali por centenas de anos. A solidão e o esquecimento a transformou neste espectro. Ela tentava de toda a forma alcançar a janela e como não podia urrava, era um grito sufocado quando já não se tem mais forças. Ela ia para trás, vinha correndo e pulava, mas não se prendia, porque era um espírito somente. Não sabia que um espírito não tem ligação material, por isso que estava prisioneira. Quando eu subi e a vi eu a chamei para baixo. Ela sentiu medo, era uma menina, mas o tempo havia distorcido sua realidade. Foi então que ela estendeu sua mão e com dificuldades desceu. Parecia outro mundo para ela, porque nunca havia saído deste aposento. Ela olhava ao redor, queria reconhecer que era a casa dos seus pais, mas o inevitável acidente lhe tirara sua vida. Seus pais então foram embora para muito longe, e nem se sabe mais noticias da família. Fomos trazendo ela para fora desta velha casa. Os ruídos e barulhos que assustavam as pessoas nada mais eram que ela tentando se comunicar com os outros. Pensando estar encarnada ela queria mostrar que estava viva.

 

Ao trazê-la para fora da casa o magnético humano que a prendia foi evaporando, e tão logo fora encaminhada. Eu travei no sofá, minha esposa chegou e me chamando eu ainda resisti em voltar, porque estávamos em mais médiuns exercitando a árdua missão.

 

Mediunidade. Sim, meus irmãos, nós temos poucos médiuns e muitos executores da doutrina. A mediunidade é gerida em grau de aproximação, porque a presença de outro plano na aura do médium o faz mais perceptível a sua realidade. Mesmo ele estando consciente da sua verdade ele ainda padece pelo compromisso carmico. Mas nem todos podem exercitar esta força magnética, pois ficariam doidos, não entenderiam que ser médium é ser às 24 horas sob a força de um compromisso. A porta abre e fecha, não existe um comando que difere. O movimento das placas no astral superior define a quantidade de força que um médium pode se comprometer em sua jornada.

 

Então falamos em mediunidade e sua incógnita superioridade de se mover entre os campos magnéticos. Ser médium é estar na força do sol interior e respeitando os segredos da vida e da morte. O que vamos buscar além são respostas para nossas próprias dúvidas ou aprimoramento do conhecimento cientifico espiritual. Tem missionário que nunca será reconhecido no campo mediúnico, pois é um médium tapado, preso a sua cultura e não aceita a renovação do eu interior. A estes nada se pode fazer, porque o compromisso deles é somente na terra. Aqui ele é um bom executor, tendo a lei como resposta, e através da conquista dos médiuns de transporte ele prega o seu evangelho. Geralmente são brutos e gostam de convencer as pessoas que estão certos.

 

O mundo espiritual é sutil, não existe força deslumbrada, existe amor pela natureza humana, claro que dependendo do plano de atuação. Temos os planos mais acessíveis e o menos denso. Temos o plano difícil e mais denso, pela força do compromisso do desencarne, das juras transcendentais. O que modifica a cultura de cada médium é o equilíbrio de sua natureza. Somos todos emanados pela força do coração e do pensamento.

 

Quando eu digo que fui, é porque fui mesmo. O eterno aprendizado nos difere dos rituais maciços, pois no céu não há desvios de cultura. Na terra os homens ainda estão presos aos seus destinos. Somente um médium conhece o seu alicerce e por ele a sua porta. A viagem é longa e requer paciência. Não podemos falar diretamente com a força executora, porque ela não está preparada para conhecer. Somente quem é médium entenderá outro médium. Os executores se completam na forma do raciocínio e os médiuns pela força do astral.

 

Se você quer ser um bom médium deverá ter a sua própria lei, a lei natural do principio espiritual. O respeito pela sociedade, pelos humanos, pela raiz e pela cultura. Não metendo seu dedo aonde não for chamado, e tendo o maior amor pelos encarnados e desencarnados. Que atire a primeira pedra quem nunca experimentou a vivência entre dois mundos.

 

Boa sorte a todos, médiuns e não médiuns.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

02.02.2017

Deixe uma resposta