O DOUTRINADOR

Salve Deus!

 

Simples, altaneiro e curador, assim deve ser o mestre doutrinador.

 

Eu fico vendo os médiuns do amanhecer e compreendendo suas dificuldades terrestres. Vejo que o que falta em si mesmo em suas próprias missões. Jesus nos disse que se tivesse fé faria curas maiores que a dele, então porque não usar deste conhecimento científico espiritual para curar.

 

Vou detalhar estes fatos vivenciados neste dia de hoje, porque quero mostrar ao doutrinador que ele pode curar. Além é claro da presença de um povo que veio curar os mestres no templo, o povo Aruanã, um povo de fé e amor. Cacique Aruanã trouxe seu povo para este trabalho e olhando para o chão do templo onde uma fumaça prateada subia brilhante, ele disse que os mestres deveriam entrar neste solo descalço. Eu via aquela energia luminosa saindo da terra e chegando a altura dos joelhos. Era como uma nuvem que havia descido não sabendo de onde, pois ela ao chegar na terra fluidificou-se com outras energias se cristalizando.

 

O que falta a este doutrinador é a sua verdadeira obra, pois tendo o dom de curar ele pode simplesmente curar pela imposição de suas mãos, de suas palavras e de sua presença.

 

Vou contar esta passagem, espero que todos compreendam, pois faz parte de uma família que chegou aqui no amanhecer a muito tempo atrás. Esta ninfa sol conheceu Tia Neiva em vida, e por motivos pessoais ela foi embora para o Rio Grande do Sul. Sua filha já trabalhava comigo no templo e um dia ela, a ninfa sol, foi trazida até a mim. Seu braço esquerdo estava preto, parecia estar com trombose ou gangrena.

 

_ Mestre Fernando! Os médicos querem amputar meu braço! Dói muito e eles não sabem o que seja isso!

_ Vão não! Não vai ser preciso amputar!

 

Coloquei minha mão direita sobre o seu braço e firmemente pedi a Jesus que a curasse. Mentalmente eu via que o cobrador dela estava atingindo seus músculos fazendo com que ela perdesse a sua fé. Ao buscar esta cura o espírito sofredor se afastou e tão logo, uma semana depois, ela estava curada, com seu braço normal. Agradeci a Jesus pela cura e a missão do mestre doutrinador. Não fui eu quem curou, mas o doutrinador em sua missão de amor e justiça.

 

É isso que está faltando em nossa missão, fé em si mesmo. Muitos estão esquecendo sua realidade e se apegando ao materialismo. Estão trocando este poder pela convicção de não acreditarem no que podem fazer. Eu digo em verdade, um doutrinador em sintonia pode fazer milagres acontecerem pela sua nobreza de caráter. Ao somente tocar nas feridas, nas dores, ela pode sumir assim como por encanto. Basta ter fé, acreditar, e ser fiel aos seus princípios.

 

Não adianta se prender a terra sem acreditar em Deus. Os fluidos da cura se projetam de forma consciente de sua vibração, de sua sintonia, do seu aledá cósmico. Como no dia de hoje, onde este bendito povo trouxe as mais puras energias do astral superior para nos abastecer. Quem em sã consciência poderá dizer quem estava aqui sem que a convergência anule a personalidade e dentro da individualidade os resultados sejam vistos.

 

Povo de Aruanã. Cacique Aruanã veio com Cacique Caiapó. Vieram em missão de amor e impregnação curadora. Eu já de manhã bem cedinho não estava mais aguentando esta força em meu plexo, parecia que eu iria explodir, mas Graças a Deus, estamos vivos e felizes.

 

Espero que os doutrinadores pratiquem a força que tem em seus corações, em seus chakras. Coloquem para fora este poder curador, pois são representantes de Jesus neste planeta. Curem as suas dores e curem as dores do próximo, foi para isso que nossa Mãe Clarividente entregou seus olhos e a sua vida a bem da verdade.

 

Salve Deus!

 

Adjunto Apurê

An-Selmo Rá

01.02.2017


A LENDA DE ARUANÃ

Aruanã, filho de Aruá e primo dos Lendários Arumanás, vivia solitário e triste dentro das fundas águas do imenso Araguai. , correram para o fundo do rio, a fim de erguerem suaves preces entre cantos e louvores. Somente Aruanã não conseguiu ir com a turba e exclamou: “Pobre de mim, nas águas nasci, nas águas me criei, contudo já não tenho felicidade!

Assim falou o valente Aruanã e colocando a cabeça fora da água, continuou: – Ó pai Tupã, se a ti próprio te apraz, a felicidade de um pobre mortal, se propício a mim, faze-me um ser humano e, se algum dia eu tenho que morrer, não me deixe nestas águas, tira-me delas. Tanto suplicou Aruanã que sua prece acabou sendo ouvida. No aprazível e sagrado monte Ibiapaba, Tupã observou com seus olhos divinos e compadecidos o que estava se passando nas margens do rio Araguaia. – Vai tu Polo e satisfaz os desejos de Aruanã. Obedecendo as ordens do supremo, o deus do vento, aproximou-se do local onde estava o formoso peixe e tomando-o levou-o para o verde campo. – És tu, um valente guerreiro, Tupã mais do que dele esperavas! Assim disse Polo, o deus dos ventos e desapareceu. Ó maravilha! Ali estava um homem! Então vieram, por ordem do criador, as belas e divinas Parajás deusas da honra, do bem e da justiça e assim falaram: – Aruanã, peixe foste tu; Aruanãs hás de chamar-te daqui para o futuro.

E, foi deste modo que nasceram os valentes Aruanãs e habitaram as margens do lendário rio Juruá. Era uma tribo poderosa, laboriosa, resistente e reconhecida. Deles vieram mais tarde os Aruaques, que foram habitar nas Antilhas, os Aruãs que ficaram na ilha de Marajó; os Arucuinas, que habitaram nas fronteiras do Brasil com a lendária Guiana Francesa; os Arumás, que foram viver nos altos do rio Parú, os conservadores e canoros Karajás, que foram habitar as margens do Araguaia, onde todos os anos organizam o sagrado Ritual do Aruanã, com suaves danças e divinos cantos, em homenagem ao inesquecível Aruanã, pai da nação Karajá. O mundo Karajá é habitado por um grande número de personagens mais ou menos fantásticos, os aõni e outros seres que os Karajá distinguem como habitantes do céu (biuludu) da terra (suuludu) e da água (beeludu).

O mundo Karajá é habitado por um grande número de personagens mais ou menos fantásticos, os aõni e outros seres que os Karajá distinguem como habitantes do céu (biuludu) da terra (suuludu) e da água (beeludu). Grande parte desses seres, principalmente os celestes, semelhantes aos pássaros que voam ou diversos Ijasó, são “pessoal” do Xiburè, imahãdu, ou “criação dele”, ou seja, são seres animados por Xiburé. São formas diferentes que Xiburè assume; mas todas elas são Xiburè.
Grande parte ou a totalidade dos animais valorizados pelos Karajá e que existem aqui na terra são pertencentes, ou parte dos ijasò que vivem nas profundezas.

1 thought on “O DOUTRINADOR

  1. Huuummm hoje mestre Fernando tá dando um show… Fico feliz em ver um verdadeiro missionário como vc dando estes exemplos da magia do nosso Sol Interior. Nos motiva a trabalhar sempre mais e com mais amor

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